segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lançamentos de outubro: Editora Arqueiro

“Ligeiramente Casados”, Mary Balogh - Livro 1 da série “Os Bedwyn”

Indicado para leitores de Julia Quinn da série “Os Bridgertons”

Sinopse: À beira da morte, o capitão Percival Morris fez um último pedido a seu oficial superior: que ele levasse a notícia de seu falecimento a sua irmã e que a protegesse Custe o que custar! Quando o honrado coronel lorde Aidan Bedwyn chega ao Solar Ringwood para cumprir sua promessa, encontra uma propriedade próspera, administrada por Eve, uma jovem generosa e independente que não quer a proteção de homem nenhum. Porém Aidan descobre que, por causa da morte prematura do irmão, Eve perderá sua fortuna e será despejada, junto com todas as pessoas que dependem dela... a menos que cumpra uma condição deixada no testamento do pai: casar-se antes do primeiro aniversário da morte dele o que acontecerá em quatro dias. Fiel à sua promessa, o lorde propõe um casamento de conveniência para que a jovem mantenha sua herança. Após a cerimônia, ela poderá voltar para sua vida no campo e ele, para sua carreira militar. Só que o duque de Bewcastle, irmão mais velho do coronel, descobre que Aidan se casou e exige que a nova Bedwyn seja devidamente apresentada à rainha. Então os poucos dias em que ficariam juntos se transformam em semanas, até que eles começam a imaginar como seria não estarem apenas ligeiramente casados... Neste primeiro livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos apresenta à família que conhece o luxo e o poder tão bem quanto a paixão e a ousadia. São três irmãos e três irmãs que, em busca do amor, beiram o escândalo e seduzem a cada página.



“Mares de Sangue”, Scott Lynch – Livro 2 da série “Nobres Vigaristas”

Sinopse: Após uma batalha brutal no submundo do crime, o golpista Locke Lamora e seu fiel companheiro, Jean Tannen, fogem de sua cidade natal e desembarcam na exótica Tal Verrar para se recuperar das perdas e feridas. Porém, mesmo no extremo ocidental da civilização, não conseguem descansar por muito tempo e logo estão de volta ao que fazem de melhor: roubar dos ricos e embolsar o dinheiro. Desta vez, eles têm como alvo o maior dos prêmios, a Agulha do Pecado, a mais exclusiva casa de jogos do mundo, onde a regra de ouro é punir com a morte qualquer um que tente trapacear. É o tipo de desafio a que Locke não consegue resistir... só que o crime perfeito terá que esperar. Antigos rivais dos Nobres Vigaristas revelam o plano a Stragos, o ambicioso líder militar verrari, que resolve manipulá-los em favor de seus próprios interesses. Em pouco tempo, a dupla se vê envolvida com o mundo da pirataria, um trabalho inusitado para ladrões que mal sabem diferenciar a proa da popa de um navio. Em Mares de sangue, Locke e Jean terão que se mostrar malabaristas de mentiras, enganando todos ao seu redor sem a mínima falha, para que consigam sair vivos. Mas até mesmo isso pode não ser o bastante...



“Amaldiçoadas”, Jessica Spotswood -  Livro 2 da série “As Crônicas das Irmãs Bruxas”

Sinopse: Cate Cahill tomou a decisão mais difícil de sua vida e resolveu largar tudo para proteger aqueles a quem amava, mas não poderia imaginar os obstáculos que ainda teria pela frente. Agora, vivendo disfarçada entre as outras moças da Irmandade, ela precisa se manter a salvo dos implacáveis caçadores de bruxas e lidar com grandes dilemas pessoais, como a distância de seu grande amor e os conflitos que envolvem suas irmãs Tess, uma menina doce e ingênua que guarda um grande segredo, e Maura, a jovem bela e ambiciosa que pretende fazer de tudo para se tornar o centro das atenções. Será que Cate está pronta para liderar as bruxas de sua geração e ganhar o respeito de uma sociedade que condena a feitiçaria? E seria ela a bruxa da profecia, a mulher mais poderosa já nascida em muitos séculos e capaz de revolucionar a história do mundo? Envolva-se ainda mais na história de Cate e de todas as mulheres fortes que a cercam e segure seu coração para torcer pelo amor de Cate e Finn neste volume que traz revelações imperdíveis antes da conclusão da saga das irmãs Cahill.



“O Desertor”, Daniel Silva – Livro 9 da série “Gabriel Allon”
O quarto da série publicado pela Arqueiro.

Sinopse: Em uma pacata casa na Úmbria, o restaurador de arte Alessio Vianelli trabalha em uma obra de Guido Reni a serviço do Vaticano. O que seus vizinhos não sabem é que aquele misterioso italiano é apenas mais um disfarce para o lendário ex-espião israelense Gabriel Allon. Ainda se recuperando da última missão, ele recebe a visita de seu antigo chefe, Uzi Navot, que lhe traz uma notícia chocante de Londres: Grigori Bulganov, o desertor russo que salvara a vida de Gabriel por duas vezes, sumiu sem deixar rastros. Os serviços secretos britânicos não se importam com o caso, pois suspeitam que Bulganov seja um agente duplo que voltou para sua terra natal. Porém, Gabriel não acredita nessa hipótese e precisa provar que todos estão enganados antes que seu amigo seja morto. Durante a investigação, ele volta a confrontar um antigo inimigo. Um dos homens mais poderosos e letais do mundo aproveita-se de um deslize seu para sequestrar uma das pessoas que o espião mais ama. Transtornado, Gabriel parte numa jornada que atingirá o seu clímax nas congelantes florestas da Rússia. Nessa missão desesperada, ele está disposto a dar a própria vida para se vingar.



“Perdido em Marte”,  Andy Weir

Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.



“O Melhor de Mim”, Nicholas Sparks

Relançamento com a capa do filme.

Sinopse: Na primavera de 1984, os estudantes Amanda Collier e Dawson Cole se apaixonaram perdidamente. Embora vivessem em mundos muito diferentes, o amor que sentiam um pelo outro parecia forte o bastante para desafiar todas as convenções de Oriental, a pequena cidade em que moravam. Nascido em uma família de criminosos, o solitário Dawson acreditava que seu sentimento por Amanda lhe daria a força necessária para fugir do destino sombrio que parecia traçado para ele. Ela, uma garota bonita e de família tradicional, que sonhava entrar para uma universidade de renome, via no namorado um porto seguro para toda a sua paixão e seu espírito livre. Infelizmente, quando o verão do último ano de escola chegou ao fim, a realidade os separou de maneira cruel e implacável. Vinte e cinco anos depois, eles estão de volta a Oriental para o velório de Tuck Hostetler, o homem que um dia abrigou Dawson, acobertou o namoro do casal e acabou se tornando o melhor amigo dos dois. Seguindo as instruções de cartas deixadas por Tuck, o casal redescobrirá sentimentos sufocados há décadas. Após tanto tempo afastados, Amanda e Dawson irão perceber que não tiveram a vida que esperavam e que nunca conseguiram esquecer o primeiro amor. Um único fim de semana juntos e talvez seus destinos mudem para sempre. Num romance envolvente, Nicholas Sparks mostra toda a sua habilidade de contador de histórias e reafirma que o amor é a força mais poderosa do Universo - e que, quando duas pessoas se amam, nem a distância nem o tempo podem separá-las.




sexta-feira, 26 de setembro de 2014

EVENTO: Carina Rissi lança "Encontrada" em Ribeirão Preto


No dia 19/10, domingo, a autora Carina Rissi estará mais uma vez em Ribeirão Preto para lançar e autografar seu terceiro livro, "Encontrada". O evento acontecerá a partir das 16 horas, na Livraria da Travessa, no Ribeirão Shopping. Para mais informações, acessem a página do evento no facebook.



Carina, autora de "Procura-se um marido" e de "Perdida", da editora Verus, já esteve em Ribeirão no ano passado participando do Clube do Livro Ribeirão Preto e também já foi a Autora do Mês da Sociedade do Livro. 

Ansiosos pelo dia 19? Eu tô!!!


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

RESENHA: "O amor nos tempos do cólera", Gabriel García Márquez

Por Francine Estevão 

Título: O Amor Nos Tempos do Cólera
Título original: El Amor En Los Tiempos del Cólera
Autor: Gabriel García Márquez
Editora: Debolsillo
Páginas: 496
Lançamento: 1985



Sinopse: Segundo o autor Gabriel García Márquez, Prêmio Nobel de 1982, "O Amor nos Tempos do Cólera" é o seu melhor romance, superando o grande clássico "Cem Anos de Solidão", que conquistou gerações de leitores. Esta obra-prima do realismo fantástico teve como ponto de partida a relação dos próprios pais do escritor, que enfrentaram a resistência do pai da noiva e a distância física. O livro conta a história do amor não realizado do telegrafista, violinista e poeta (as mesmas profissões do pai de García Márquez) Florentino Ariza por Fermina Daza, uma respeitável donzela de família. Por conta do seu ofício "principal", e a consequente necessidade de entregar telegramas e cartas, o protagonista da trama acaba por ter contato com a família da moça. Daí, nasce uma paixão febril que ainda será mantida no anonimato por algum tempo. Lorenzo, o pai, descobre o idílio e envia sua filha a uma viagem de um ano, na tentativa de fazê-la se esquecer de Florentino. A estratégia funciona. Quando retorna e o pretendente misterioso finalmente se identifica, Fermina o rejeita e casa-se com outro homem, considerado um "bom partido". A partir disso, só resta a Lorenzo duas opções: esperar ou esquecer. A obra foi adaptada ao cinema e lançada, com o mesmo título, no ano de 2007.


O romance de realismo fantástico de Gabriel García Márquez nos mostra um amor platônico levado ao extremo do romantismo dentro do cenário em que se enquadra, nos fins do século XIX, no Caribe.

No livro, que traz diversos nuances históricos que nos situam à época em que a história é narrada, abordando guerras, doenças – principalmente a Cólera – além de preconceitos, hábitos e fatos daquele período, o autor conta a história de amor de Florentino Ariza e Fermina Daza ao longo de mais de 50 anos. Um amor que resistiu ao tempo e a diferentes contratempos até ter um desfecho.

Uma história sobre o amor, o envelhecimento e a morte que nos leva a refletir sobre estes temas e ainda sobre obstinação e esperança. Com uma narrativa sem uma sequência rígida quanto à temporalidade dos fatos, Gabriel García Márquez mescla os pontos de vista e conta diferentes passagens da vida de ambos a fim de fornecer ao leitor um conhecimento maior sobre o que cada um está vivendo, sentindo e pensando em cada fase de suas vidas.

"Pois haviam vivido juntos o bastante para se darem conta de que o amor era amor em qualquer tempo e em qualquer parte, mas ainda mais denso quando mais perto da morte." (p.491)

A paixão entre Florentino e Fermina começou ainda na adolescência, de forma inocente, por meio de trocas de cartas e juras de amor eterno. No entanto, o romance foi proibido pelo pai de Fermina que a mandou para a casa da família, longe de Florentino, a fim de que ela esquecesse o rapaz. Ao retornar para casa depois de algum tempo e se deparar com Florentino de repente, no meio da rua, ela sentiu que ele não era quem ela havia idealizado e pediu que ele a esquecesse.

A essa altura, com o esforço do pai para que a filha contraísse um bom casamento, Fermina foi aos poucos convencida de se casar com o médico extremamente bem sucedido Juvenal Urbino, principalmente na época em que a Cólera levava boa parte da população à reclusão e à morte.

Com o passar dos anos, Fermina aprendeu a aceitar e a ser feliz ao lado de Juvenal enquanto ia esquecendo cada vez mais de Florentino, que persistiu em sua jura de amor e nunca teve um relacionamento sério, sempre esperando pelo seu momento de estar ao lado do amor de sua vida. Apesar de suas muitas aventuras com diversas mulheres, ele se manteve longe de qualquer compromisso por mais de 50 anos, até que a morte de Juvenal pudesse reaproximá-lo de Fermina.

"Até então, havia sustentado a ficção de que o mundo era o que passava, passavam os costumes, a moda: tudo menos ela. Mas aquela noite viu pela primeira vez de um modo consciente como estava passando a vida para Fermina Daza, e como passava a sua própria vida, ainda que ele não fizesse nada mais do que esperar." (p.286

Apesar de ser um clássico e de ter lido em castelhano, achei a linguagem bastante simples e não encontrei dificuldades na leitura. 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lançamentos de outubro: Editora Novo Conceito

Em outubro, a editora Novo Conceito está cheia de lançamentos bacanas. Já coloquei vários na minha listinha da falência de compras.

Simplesmente Acontece”, Cecelia Ahern
O livro tem a fama de ser um dos melhores da Cecelia Ahern, autora de P.S. Eu te amo, e já foi publicado sob o título de “Onde terminam os arco-íris”. Em outubro, a adaptação da história chegará aos cinemas.


Sinopse: O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.



O Homem Perfeito”, Vanessa Bosso

Lançamento super aguardado da querida Vanessa Bosso, aqui da terrinha. Mal posso esperar para ler! 

Sinopse: Melina teve alguns relacionamentos ruins, outros péssimos... Mesmo assim, ela não desiste: um dia ainda vai encontrar alguém que a complete e que entenda algumas manias fofas que ela tem como comprar mais sapatos do que pode guardar ou tomar uma multa ou outra por excesso de velocidade. Ela faz a sua parte escrevendo um pedido ao universo, no qual descreve esse ser incrível nos mínimos detalhes. Agora é só esperar, certo? Melina não imagina, porém, que esse presente dos céus já existe, mas foi parar nos braços de uma mulher in-su-por-tá-vel. O que fazer quando o destino insiste em brincar com a sua paciência?



Para Onde Ela Foi”, Gayle Forman

Continuação do sucesso da literatura e dos cinemas, “Se eu ficar”

Sinopse: “Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos – não em milhas, não em continentes, não em anos –, e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.” Com a mesma força dramática de Se Eu Ficar, agora pela voz de Adam, Para Onde Ela Foi expõe o desalento da perda, a promessa da esperança e a chama do amor que renasce.




Magisterium: O Desafio de Ferro”, Holly Black & Cassandra Clare

 

Sinopse: A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Menos Callum Hunt... Ele quer falhar. Por isso, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.


  



O Lago Místico”, Kristin Hannah

Sinopse: Esposa e mãe perfeita, Annie vê o seu mundo desabar de uma hora para outra quando é abandonada pelo marido. A fuga momentânea é para Mystic, a pequena comunidade onde ela cresceu e onde o seu pai ainda vive. Lá, Annie começa a se reerguer novamente, descobrindo o amor por si mesma, por um velho amigo solitário e por uma garotinha que acaba de perder a mãe. Tudo está se encaixando na vida de Annie. Nick e Izzy se tornaram uma parte importante de seu processo de cura, e ela também se tornou essencial para a sobrevivência da relação entre pai e filha. Até que o seu ex-marido reaparece... e a tranquilidade rapidamente dá lugar ao desespero. Kristin Hannah encanta mais uma vez com uma história comovente, sensível e verdadeira sobre perda, paixão e os fios frágeis que unem as famílias.



Superação”, Nick Vujicic

Sinopse: Em 50 reflexões inspiradoras, Nick Vujicic, o palestrante admirado em todo o mundo, compartilha desta vez com os leitores uma sabedoria eloquente, adquirida da maneira mais penosa, para ajudar você a encarar os obstáculos com serenidade e coragem. Encontre a motivação que buscava para vencer as dificuldades em qualquer área da sua vida: dúvidas sobre a sua fé, problemas de relacionamento, dificuldades no campo profissional, questões ligadas à saúde ou à autoestima.




segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O Livro no cinema: O Doador de memórias

Por Maju Raz

Título: O Doador de Memórias
Título Original: The Giver
Autora:  Lois LowryEditora: ArqueiroPáginas:  188Lançamento: 2014


Sinopse: Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína. Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora - o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes. Uma única pessoa é encarregada de ser o guardião dessas memórias, com o objetivo de proteger o povo do sofrimento e, ao mesmo tempo, ter a sabedoria necessária para orientar os dirigentes da sociedade em momentos difíceis. Aos 12 anos, idade em que toda criança é designada à profissão que irá seguir, Jonas recebe a honra de se tornar o próximo guardião. Ele é avisado de que precisará passar por um treinamento difícil, que exigirá coragem, disciplina e muita força, mas não faz idéia de que seu mundo nunca mais será o mesmo. Orientado pelo velho Doador, Jonas descobre pouco a pouco o universo extraordinário que lhe fora roubado. Como uma névoa que vai se dissipando, a terrível realidade por trás daquela utopia começa a se revelar.

“Haverá mudanças.”


Eu assumo. Comprei o livro, pois vi o trailer no cinema. Quando vi as suas só 188 páginas pensei: deve ser muito bom esse livro! Tá bom! Eu assumo também que julguei seu conteúdo por conta do trailer do filme também... Então comecei a ler e já captei algumas ideias de temas distópicos já vistos, por exemplo, em 1984, Jogos Vorazes, Divergente sem um governo ditatorial com uma sociedade reprimida. As pessoas são levadas a tomar decisões sim, mas elas já são “acertadas”, ou seja, previnem os sentimentos com remédios, as comunidades são livres, ninguém sente ódio, dor, raiva, ninguém ameaça ninguém e os únicos que defendem o sistema são os anciões.

O livro apresenta essa sociedade e depois introduz Jonas, um Onze (onze anos), que está nervoso, pois está prestes a fazer sua ultima formatura e se ternar um Doze para sempre. Agora ele vai saber qual será a sua atribuição (profissão) da vida toda. Ele é então escolhido para ser o “Guardião das Memórias” e passa a conhecer o Doador, que vai dar as memórias de muitas antigas gerações a Jonas.

"- Jonas não foi indicado para uma atribuição, ele foi escolhido. [...] Jonas foi escolhido para ser o nosso próximo Recebedor de Memória."

Os sentimentos “existem”, mas são todos mascarados com remédios. A consciência não faz link com as emoções, não há o que pesar, não há o bem e o mal e eles vivem na mesmice do dia-a-dia “vivem normais”. Mas é aí que você se questiona – nós também não vivemos a mesmice? Eles VIVEM?  

“Nunca obtivemos domínio completo sobre a mesmice.”

Entre os pontos negativos, eu achei que o livro demorou demais contado a história de Jonas, como ele vive, o que come, o que faz, anda de bicicleta, quando vai ser sua formatura... A gente não sabe o por quê de o mundo estar como está e aguarda uma explicação sem sucesso pra isso.  E aí você espera, espera, espera algo acontecer e quando acontece – Pluft! Acabou o livro. Tudo bem que o livro é uma trilogia e eu posso estar sendo ansiosa e injusta julgando seu conteúdo primário e seu final um pouco vago por isso.  O segundo livro não é uma continuação direta do primeiro, mas as duas histórias se descobrem no último livro. Então vamos aguardar para ler e ver se há mais explicações para nós.

“...lembranças causam uma dor terrível.”



Fora isso a questão das memórias, dos sonhos, o ponto de sentimento X emoções que Jonas que vai recebendo, das coisas que ele vai distinguindo e reconhecendo, os cheiros, músicas, cores, sinestesias foram muito fortes tanto no livro quando mais ainda no filme. Amei essas partes.

No filme a fotografia começa em preto e branco, pois é assim que todos da comunidade enxergam. E passa a ganhar cor quando Jonas enxerga diferente as coisas. Gostei bastante dessa jogada. A trama ganha fôlego nos flashbacks de memórias mundiais e quando ele difere do livro – no momento em que Jonas se envolve de amores com Fiona e nos processos em que percebe que o homem renunciou a tudo – dor, música, paixão, AMOR.  Achei que o filme salvou o livro e fez com que eu gostasse o que não tinha gostado do romance.

“As lembranças precisam ser partilhadas.”

Jonas e Gabe
O que tanto o filme quanto o livro quiseram explorar foi o impacto sensorial  e emocional das lembranças esquecidas pela humanidade -  tristeza, dor, família, guerra, descobertas, segredos, paixões, festas, costumes, culturas, decepções e o mais importante: AMOR. Vale a pena trazer tudo isso de volta pelo amor? O homem é tão egoísta e egocêntrico que briga por diferenças, que exclui por indiferenças. Vale a pena ter tudo isso quando se “vive um dia normal em uma sociedade pacata? 

Eles mostraram que sim, vale. E eu também acho - O amor vale por tudo, o amor é tudo. Somos nós que com nossa falta de amor estragamos a beleza das coisas, das pequenas coisas, de um simples ato de amar uma criança, um irmão que não é nosso de sangue (como Gabe no romance), mas que é nosso irmão próximo. Esquecemos o real significado de amor e nossa “memória” se perde em cada ato de vingança, rancor, ódio, guerra e tudo mais simplesmente pela falta de amor.

Pode parecer piegas, mas mesmo o livro não valendo pela falta de uma explicação ou enrolação ele valeu por toda a mensagem que quis passar. E o filme mesmo tendo sido tachado como “feito para se encaixar na mediocridade da fantasia juvenil atual”, vale a pena ser visto também pela mesma mensagem. +AMOR <3


“Gostei do sentimento do amor. Gostaria que ainda tivéssemos isso.” 


Confiram o Trailer de "O Doador de Memórias":


sexta-feira, 19 de setembro de 2014

RESENHA "Garota de domingo" de Letícia Black

Por Carla Rojas

Título Original:  Garota de Domingo
Autora:  Letícia Black
Editora: Novo Século
Páginas:  240
Lançamento: 2014

Sinopse: O que você faria se descobrisse que o amor da sua vida tem relacionamentos escondidos? Essa é a história de Pam, uma garota apaixonada, que descobre que Davi, seu eterno romance, namora uma garota diferente para cada dia da semana. Ao mexer na sua agenda, ela encontra-se anotada em domingo, com a observação "uma garota que seja para sempre" e resolve mostrar a ele que ela poderia ser todas aquelas garotas numa só. Com isso, uma grande aventura doce e cheia de conflitos se segue, até que Pam descobre os verdadeiros motivos pelos quais Davi mantinha aquela peculiar rotina. 



Esse livro foi um dos que eu comprei na bienal do livro, assim que eu soube que ele seria lançado já decidi comprá-lo. O preço não era um dos mais incríveis, (se bem que tratando-se da bienal isso não é surpresa alguma) mas não resisti à oportunidade de tê-lo autografado. Então vamos lá.

Eu conheci Garota de Domingo através de uma amiga. Na época GdD ainda era uma fanfic e apenas havia sido anunciado seu lançamento em livro. Como era uma das fanfics favoritas dela e as opiniões eram as melhores possíveis, logo a perspetiva de uma história bêm romântica e criativa me conquistou. Fui logo informada sobre todo o enredo (todo mesmo, inclusive spoilers, mas relaxe que não os contarei aqui rs).

Meu exemplar autografado, a dedicatória é para mim e minha irmã Katia.
A personagem principal, Pam, é completamente apaixonada por Davi, um amigo ainda-não-atende-pelo-rótulo-de-namorado-mais-ta-quase-lá com quem ela tem um relacionamento dos mais complicados. Como ela tem certeza que ele é o amor de sua vida, continua cuidando dele toda vez que aparece, somente aos domingos, totalmente bêbado, na casa dela, requerendo cuidados. Após cerca de um ano em que essa rotina começa, Pam encontra uma agenda e descobre que ele fica com uma garota diferente para cada dia da semana. Então ela decide  ir atrás dele, assumindo as características, anotadas na agenda, que ele parece estar buscando. Garota que goste de crianças, de esportes, balada, etc. 

E aí que as coisas começam a ficar interessantes. Ver Pam se desdobrando toda para cumprir o desafio de cada dia é no mínimo peculiar, e sai do marasmo de vermos ela toda chorosa e deprimida, sempre a espera do próximo domingo, e a espera de Davi. Confesso que, ao mesmo tempo em que considero louvável a força da Pam em não desistiir de seu amor, quero estapeá-la por aguentar essa situação. Eu não resistiria nem metade do tempo que ela aguentou as migalhas do Davi (um ano inteiro!!). Quem dirá todo o sofrimento e angústia que ele faz ela passar. 

Mas se há algo que eu gostei mais do que a força desse amor, foi a grande amizade e apoio que Pam tem de seus dois melhores amigos, Tom e Bia, o típico casal que se ama mas vive brigando por tudo. São eles que cuidam dela, evitam que ela se deprimima demais e a auxiliam durante toda a semana em que ela tenta reconquistar Davi. Não sei o que seria dela não fosse por eles, realmente. Além disso, Tom e Bia também tem um filhinho, Caio, a fofura em pessoa, que deixa suas participações na história bem leves e divertidas. Uma boa saída do drama constante da vida de Pam Miller.

Ainda ganhei uma bolsinha comprando o livro! Cortesia da autora. Uma fofa a Letícia Black.
Fora essas observações GdD é um livro extremamente fácil de ler. Eu havia prometido que não o leria em apenas um dia mas não resisti, uma vez que um se apega a história ela vai se desenvolvendo rapidamente e não consegue mais largá-la.  Pam é divertida quando não está chorando, e sua trajetória é perfeita para ser acompanhada por alguém que busca algo romântico e original (Sério, de onde Letícia tirou essa ideia? Queria saber... Eita inspiração). 

Quanto ao final da obra, a revelação do porquê do comportamento bizarro de Davi, não há muito a ser dito. Sem spoilers! Eu já li o livro sabendo dos motivos dele (eles foram contados pela minha amiga) portanto pra mim não foi surpresa alguma. Acho que fosse qualquer outra resposta eu não aceitaria, seria absurdo demais. E Pam e os leitores não poderiam perdoá-lo. Claro que Davi tem um jeito todo certinho de sempre fazer as coisas erradas, mas ele a ama de verdade, e, afinal de contas, esta é, antes de tudo, uma história de amor. Resta a nós torcer pelo final feliz deles. 

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

RESENHA + NOVIDADE "Eu me chamo Antônio", Pedro Gabriel

Por Francine Estevão

Título: Eu me chamo Antônio
Autor: Pedro Gabriel
Editora: Intrínseca
Lançamento: 2013
Páginas: 192

Sinopse: Antônio é o personagem de um romance que está sendo escrito e vivido. Frequentador assíduo de bares, ele despeja comentários sobre a vida — suas alegrias e tristezas — em desenhos e frases escritas em guardanapos, com grandes doses de irreverência e pitadas de poesia. Antônio é perito nas artes do amor, está sempre atento aos detalhes dos encontros e desencontros do coração. Quando está apaixonado, se sente nas nuvens e nada parece ter maior importância, e, quando as coisas não saem como esperado, é capaz de enxergar nas decepções um aprendizado para seguir adiante. Do balcão do bar, onde Antônio se apoia para escrever e desenhar, ele vê tudo acontecer, observa os passantes, aceita conversas despretensiosas por aí e atrai olhares de curiosos. Caso falte alguém especial a seu lado (situação bastante comum), Antônio sempre se acomoda na companhia dos muitos chopes pela madrugada. A mente por trás de Antônio é Pedro Gabriel. Em outubro de 2012, ele inaugurou a página Eu me chamo Antônio no Facebook para compartilhar o que rabiscava com caneta hidrográfica em guardanapos nas noites em que batia ponto no Café Lamas, um dos mais tradicionais bares do Rio de Janeiro. Em seu primeiro livro, Pedro apresenta histórias vividas por seu alter ego, desde a cuidadosa aproximação da pessoa desejada, o encantamento e a paixão, até o sofrimento provocado pela ausência e a dor da perda. Os guardanapos que inspiram milhares de pessoas na internet agora estão reunidos numa caprichada edição, novo lançamento da Intrínseca.


Depois do sucesso do primeiro "Eu me chamo Antônio", Pedro Gabriel já está finalizando os preparativos para o segundo livro da "série", "Segundo - Eu me chamo Antônio", que será lançado em novembro, pela editora Intrínseca. 



A sequência promete dar continuação ao trabalho delicado (e dedicado) de Pedro Gabriel em transformar textos curtos e ilustrações em uma poesia moderna e diferenciada, feita em guardanapos que traduzem inúmeros sentimentos em arte. 



O primeiro é apaixonante e embora se possa lê-lo em uma sentada, me senti mais atraída pela ideia de poder apreciá-lo com calma, botando reparo nos detalhes, na "conversa" que existe entre o texto e o desenho do autor.



Um dos pontos do livro que conquistam o leitor são os sentimentos comuns, a identificação que existe com os sentimentos expressos no trabalho publicado e que dão a sensação de "isso aqui foi feito para mim". 



Apenas um aspecto que me incomodou um pouco ao longo do livro é que algumas páginas são pouco legíveis e em alguns caso a forma dificulta a leitura do conteúdo. No entanto, ao final, o livro nos traz um sumário com a frase de cada página digitada, o que me ajudou em alguns casos. Afinal, o próprio autor já nos dá um aviso logo nas primeiras páginas:



Para quem ainda não tem o livro, ou para quem tem, mas quer acompanhar online as páginas de "Eu me chamo Antônio" e as novidades do trabalho de Pedro Gabriel, o autor publica diariamente em seu Instagram e no Facebook, fotos com suas frases e desenhos. Fica a dica! 

terça-feira, 16 de setembro de 2014

RESENHA "O Sobrevivente" de Gregg Hurwitz


Título: O Sobrevivente
Título Original: The SurvivorAutor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 368

Sinopse:  No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida: reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas. De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível: criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher – pela qual ainda é apaixonado – e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor. 

“Quando você pisa no pé de alguém acidentalmente, você oferece o próprio pé para que a outra pessoa pise nele também”.

E se esse ditado valesse para a vida real? E se você, pessoa de boa fé que é, visse uma pessoa sendo roubada, fosse lá tentar ajudar a pessoa e deixasse o ladrão fugir e antes dele sair correndo ele te dissesse “você vai pagar pelo que fez”.

Eu acredito no bem que ainda tem nas pessoas e sei que o exemplo acima pode muito bem acontecer. Essa é a história de O Sobrevivente de Gregg Hurwitz, autor de Você é o Próximo. Real assim, a história de Nate nos faz ficar vidrados nos acontecimentos que são narrados de forma ativa.

A pessoa que escreve essa resenha não é fã de carteirinha de suspenses policiais, thrillers ou afins. Sabe aquela receita de bolo de romance policial? Um agente aqui, dois assassinos ali, bate tudo com um toque de mistério e voi a la, você tem um livro! Para mim um livro do Harlan Coben ou do James Patterson por semestre é bom o suficiente. As histórias na minha cabeça acabam se tornando muito repetitivas (insira aqui sua receita de bolo) e acabo desistindo no segundo ou terceiro livro que leio dessa categoria de literatura.

Isso não acontece com O Sobrevivente. Hurwitz não segue a tal receita de bolo e a história não se torna envolvente por causa do mistério e sim por ser narrada de forma ativa para o leitor, transformando os medos e sustos do personagens em nossos medos e nossos sustos.

O diferencial já começa pela história do personagem principal, Nate é um ex-militar que voltou para casa depois de um acidente enquanto estava trabalhando para o exército, seu melhor amigo e toda sua trupe morreram e Nate foi o único sobrevivente. Ele acaba voltando para a família, sua mulher e sua filha, mas os dias turbulentos no exército não colaboram para que ele volte a ter uma vida normal e o estresse pós traumático faz com que a família perfeita se desintegre.

E se você acha que isso é o pior que pode acontecer, não! Nate descobre após cinco anos que tem uma doença terminal e acaba desistindo da vida e tenta o suicídio. É nesse estágio que encontramos pela primeira vez o personagem, no alto de um prédio a pouco de pular. Mas a atenção de Nate é desviada quando descobre que o banco perto dele está sendo assaltado. Nate então pisa no pé de alguém.

Ele dá uma de herói e usa seu treinamento militar mais um pouco de sorte e consegue matar cinco dos integrantes que estavam tentando roubar o banco, deixando escapar o sexto. O problema é que Nate pisa no pé de uma quadrilha Ucraniana barra pesada e apesar de não oferecer o seu pé, o próprio chefão vai atrás de Nate e puxa seu pé para ser esmagado. Preso dentro do quartel da quadrilha, o chefão lhe dá uma ordem: voltar no mesmo banco que Nate foi o herói e roubar aquilo que ele atrapalhou a quadrilha pegar se não os ucranianos irão atrás do pé da filha de Nate.

E é nesse ponto que a história começa. Um thriller instigante, que faz o leitor entrar na narração e assistir a história da poltrona de um cinema. Indicado até para aqueles que não curtem muito romance policial, essa história agradará a todos. E quando ler O Sobrevivente de Gregg Hurwitz não esqueça de pegar a pipoca!

"[...] refletiu por um instante sobre a vergonhosa ironia: fora preciso desejar a morte para que aprendesse a viver novamente."

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SORTEIO: "O Retrato", de Charlie Lovett

Começando mais um sorteio da Sociedade do Livro.

Dessa vez, o ganhador ou ganhadora irá receber um exemplar de "O Retrato", de Charlie Lovett, publicado pela editora Novo Conceito.



Sinopse: Um livro para aqueles que amam os livros. 1995. A morte precoce de Amanda Byerly foi um golpe duro, que encheu de tristeza o coração de seu marido, Peter. Mais introspectivo do que nunca, ele decide deixar os Estados Unidos e se instalar na Inglaterra, onde passa a se dedicar à recuperação e à negociação de livros raros. Em um de seus dias de pesquisa solitária, Peter se depara com o retrato de uma jovem muito parecida com sua amada esposa, guardado dentro de um livro. A semelhança impressiona, mas a aquarela foi pintada há muito, muito tempo. Trilhando um sinuoso caminho entre a era vitoriana e o final do século XX, Peter passa a investigar a origem do misterioso retrato. As pistas acabam por levá-lo a se envolver em um mistério histórico: uma obra perdida do dramaturgo William Shakespeare. "O Retrato" é uma fascinante mistura de suspense e paixão que nos convida a viajar no tempo, no rastro de histórias sobre livros.

Para participar, basta preencher o formulário abaixo e ficar atento aos termos e condições.

Boa sorte a todos!

a Rafflecopter giveaway

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DICA: "Café forte", Eliane Quintella

Hoje quero apresentar a vocês uma nova parceria da Sociedade do Livro. Dessa vez com Eliane Quintella. A autora da trilogia "Pacto Secreto" lançou, recentemente, na Amazon, o thriller psicológico "Café forte". (Em breve resenha aqui no blog!)



Sinopse: Miguel vê sua namorada aterrorizada por um demônio. Ele não acredita, acha que há alguém por trás de tudo e resolve descobrir quem é. Nessa jornada, o ceticismo de Miguel é colocado à prova e ele descobre muito mais do que podia imaginar. Um suspense fantástico que vai deixar o leitor faminto por cada dia um pouco mais de história!  

Para quem ficou curioso com a sinopse, a autora garante "O livro promete ser viciante como o café! Um livro repleto de cenas fortes, mistérios, vinganças e, é claro, muito sangue e café!".

O livro, de 384 páginas, está disponível na Amazon por apenas R$5,99. Clique aqui para comprar.

Quem quiser conhecer um pouquinho mais da história, pode acompanhar a página de "Café forte" no Facebook e também no Skoob.



Sobre a autora: Eliane começou a escrever ainda criança para o jornal do bairro em que morava. Em sua infância era conhecida entre seus colegas pelas redações que escrevia. Quem estudou com ela no ginásio lembra-se de suas redações. Naquela época, ela tinha certeza que queria passar toda sua vida escrevendo. A vida seguiu. Formou-se em Direito, trabalhou, fez mestrado, trabalhou, fez cursos, trabalhou e nunca deixou de escrever. Até que um dia viu-se em casa com o punho quebrado, por um mês inteiro. Era sua grande chance. Escreveria um livro. E, foi assim que animada escreveu Pacto Secreto. Já escreveu depois disso Prazer Secreto e História Secreta que continuam a saga de sua personagem principal Valentina, mas que ainda não foram publicados. Lançou recentemente um livro de puro suspense na Amazon chamado Café Forte.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

RESENHA: “Os Segredos de Colin Bridgerton”, Julia Quinn

Por Francine Estevão

Título: Os segredos de Colin Bridgerton
Título Original: Romancing Mister Bridgerton
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 336


*Livro enviado pela editora para resenha

Sinopse: Há muitos anos Penelope Featherington frequenta a casa dos Bridgertons. E há muitos anos alimenta uma paixão secreta por Colin, irmão de sua melhor amiga e um dos solteiros mais encantadores e arredios de Londres. Quando ele retorna de uma de suas longas viagens ao exterior, Penelope descobre seu maior segredo por acaso e chega à conclusão de que tudo o que pensava sobre seu objeto de desejo talvez não seja verdade. Ele, por sua vez, também tem uma surpresa: Penelope se transformou, de uma jovem sem graça ignorada por toda a alta sociedade, numa mulher dona de um senso de humor afiado e de uma beleza incomum. Ao deparar com tamanha mudança, Colin, que sempre a enxergara apenas como uma divertida companhia ocasional, começa a querer passar cada vez mais tempo a seu lado. Quando os dois trocam o primeiro beijo, ele não entende como nunca pôde ver o que sempre esteve bem à sua frente. No entanto, quando fica sabendo que ela guarda um segredo ainda maior que o seu, precisa decidir se Penelope é sua maior ameaça ou a promessa de um final feliz. Em Os segredos de Colin Bridgerton, quarto livro da série Os Bridgertons, que já vendeu mais de 3,5 milhões de exemplares, Julia Quinn constrói uma linda história que prova que de uma longa amizade pode nascer o amor mais profundo.


Mais um livro da família Bridgerton e mais uma vez Julia Quinn consegue criar um bem-humorado romance de época que nos deixa apaixonados do começo ao fim da leitura. “Os segredos de Colin Bridgerton” tem as habituais risadas, os suspiros, a perda de fôlego e o romance apaixonante entre um Bridgerton e o alvo de sua paixão. Mas tem mais.

Colin é o solteiro mais convicto da família e deixa a mãe de “cabelo em pé” ao passar a maior parte de seus dias viajando. Violet não vê a hora que seu terceiro filho arrume uma boa esposa e sossegue perto da família assim como alguns de seus irmãos. Enquanto isso, ele luta consigo mesmo para encontrar uma vocação na vida.  

Penelope Featherington é uma solteirona conformada, apesar de ainda alimentar em segredo o sonho de arrumar um marido, especialmente se esse marido for Colin, irmão de sua melhor amiga, Eloise Bridgerton. Vista com descaso pela mãe e pela sociedade que sempre a deixou de lado pela falta de atrativos, Penelope tem certeza de que é melhor do que todos possam imaginar. Se ao menos Colin visse isso...

Mas dessa vez, além do romance, todos os olhos estão voltados para a possível revelação sobre quem é Lady Whistledown , aquela personagem misteriosa que nos acompanha desde o primeiro livro da série e que nos apresenta as principais fofocas da sociedade londrina da época em formato de colunas em um jornal que quando chega é o ponto alto do dia de qualquer um.

Após um desafio lançado pela peculiar Lady Dunbury, que oferece mil libras para quem desvendar a identidade de Lady Whistledown, toda a sociedade ficará eufórica a fim de ganhar. Para isso, não existirão escrúpulos e haverá de tudo, irmãos desconfiando uns dos outros e até mesmo quem se incriminará para ficar com os louros da glória. Mas ao mesmo tempo em que a revelação da identidade da “colunista” será um feito, poderá ser também a desgraça da autora que já falou mal de praticamente todo mundo.


Entre muitos segredos de diferentes personagens, o leitor vai fazendo suas apostas sobre quem será Lady Whistledown, enquanto se apaixona pelo desenrolar do romance aparentemente improvável entre Colin e Penelope, que poderão descobrir ter muito mais em comum do que parece.

Confira também as resenhas dos 3 primeiros livros da série Os Bridgertons:

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Jojo Moyes anuncia atores de "Como eu era antes de você"




Jojo Moyes, autora de "A última carta de amor", "Como eu era antes de você" e "A garota que você deixou para trás" anunciou ontem, em seu twitter que a adaptação de "Como eu era antes de você" contará com Emilia Clarke como Lou Clark e Samuel George Claflin como Will Traynor.



Sinopse: Aos 26 anos, Louisa Clark não tem muitas ambições. Ela mora com os pais, a irmã mãe solteira, o sobrinho pequeno e um avô que precisa de cuidados constantes desde que sofreu um derrame. Além disso, trabalha como garçonete num café, um emprego que ela adora e que, apesar de não pagar muito, ajuda nas despesas. E namora Patrick, um triatleta que não parece interessado nela. Não que ela se importe. Quando o café fecha as portas, Lou se vê obrigada a procurar outro emprego. Sem muitas qualificações, a ex-garçonete consegue trabalho como cuidadora de um tetraplégico. Will Traynor, de 35 anos, é inteligente, rico e mal-humorado. Preso a uma cadeira de rodas depois de um acidente de moto, o antes ativo e esportivo Will desconta toda a sua amargura em quem estiver por perto e planeja dar um fim ao seu sofrimento. O que Will não sabe é que Lou está prestes a trazer cor a sua vida. E nenhum dos dois desconfia de que irá mudar para sempre a história um do outro.


Eu ainda não li o livro, mas tomando como base o quanto me apaixonei por "A última carta de amor", com certeza vale a pena a leitura, que farei antes da estreia do filme, prevista para agosto de 2015.

Scott Neustadter e Michael H. Weber - de "500 Dias com Ela" e de "A culpa é das estrelas"serão os roteiristas responsáveis pela adaptação. Emilia é conhecida pelo seu papel como Daenerys Targaryen em Game of Thrones e Samuel foi, entre outras coisas, o príncipe em Branca de Neve e o Caçador.