terça-feira, 2 de setembro de 2014

Lançamentos de setembro: Editora Novo Conceito

"Atrás do Espelho" - Splintered - Livro 02 - A.G. Howard




Sinopse: Em O Lado mais Sombrio , a releitura dark de Alice no País das Maravilhas, Alyssa Gardner foi coroada Rainha, mas acabou preferindo deixar seus afazeres reais para trás e viver no mundo dos humanos. Durante um ano ela tentou voltar a ser a Alyssa de antes, com seu namorado, Jeb, sua mãe, que voltou para casa, seus amigos, o baile de formatura e a promessa de ter um futuro em Londres. No entanto, Morfeu, o intra-terreno sedutor e manipulador que povoa os sonhos de Alyssa, não permitirá que ela despreze o seu legado. O mesmo vale para o País das Maravilhas, que parece não ter superado o abandono. Alyssa se vê dividida entre dois mundos: Jeb e sua vida como humana... e a loucura inebriante do mundo de Morfeu. Quando o reino delirante começa a invadir sua vida real, Alyssa precisa encontrar uma forma de manter o equilíbrio entre as duas dimensões ou perder tudo aquilo que mais ama.

Skoob


"Aconteceu em Veneza" - Eve Dexter - Livro 02 - Molly Hopkins




Sinopse: Bem-vindo a Veneza, a Cidade do Amor. Ele traiu, mas foi uma única vez! Evie Dexter prometeu perdoar seu noivo, Rob e todos os esforços para absolvê-lo de seus pecados estão valendo a pena: nos últimos 10 dias, ela só o chamou de cafajeste 11 vezes. Graças aos céus, sua carreira de guia de turismo está indo muito bem. Evie já conheceu a elegante Dublin, a estilosa Marrakech e a descolada Amsterdã. Quando é convidada para visitar, com todo o luxo e glamour, a sensual cidade de Veneza, com seu vinho delicioso e os italianos impetuosos, ela agarra a oportunidade com unhas e dentes. Se você está à procura de romance, já encontrou o seu destino: embarque em Aconteceu em Veneza, viaje com Evie e tente responder a esta pergunta: o que você faria se estivesse no lugar dela?

Skoob 


"Simplesmente Acontece" - Cecelia Ahern

(Só uma pergunta a fazer: por que não deixaram nem "Onde terminam os arco-íris" nem "Com amor, Rosie?")



Sinopse: O que acontece quando duas pessoas que foram feitas uma para outra simplesmente não conseguem ficar juntas? Todo mundo acha que Rosie e Alex nasceram para ser um casal. Todo mundo menos eles mesmos. Grandes amigos desde criança, eles se separaram na adolescência, quando Alex se mudou com sua família para os Estados Unidos. Os dois não conseguiram mais se encontrar, mas, através dos anos, a amizade foi mantida através de emails e cartas. Mesmo sofrendo com a distância, os dois aprenderam a viver um sem o outro. Só que o destino gosta de se divertir, e já mostrou que a história deles não termina assim, de maneira tão simples.

Skoob


"Louco por você" - Falling - Livro 01 - Jasinda Wilder




Sinopse: Nell e Kyle são amigos desde a infância. Sempre fizeram tudo juntos, então ela nem se lembra de quando se tornaram realmente um casal. Quando Kyle morre da forma mais repentina, o mundo de Nell é lançado em um abismo de incertezas e dor. É quando Nell conhece Colton, irmão de Kyle e até então um completo desconhecido para ela. Estranhamente, é como se Colton a conhecesse há muito tempo... é como se ele a conhecesse por dentro. Ambos passam, então, a lutar para seguir em frente da melhor maneira possível. Nell, sufocada pelo peso da culpa. Colton, lutando contra a força que o arrasta em direção a ela... Cada um à sua maneira, os dois precisam desesperadamente encontrar o sentido da cura e do perdão. Em Entre a paixão e a dor, Jasinda Wilder combina o calor do desejo com a angústia, a perda da inocência, o luto e as tentativas de recomeço. O resultado é uma viagem ao mesmo tempo sensual e melancólica que ficará gravada em sua pele muito tempo depois que esta história terminar.

Skoob 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Na estante da Sociedade: Agosto

Em agosto, recebemos, da editora Arqueiro, "Seis anos depois" do Harlan Coben, "O Sobrevivente" de Gregg Hurwitz, "Os segredos de Colin Bridgerton" de Julia Quinn e "A promessa do tigre" de Colleen Houck. 




Já as compras do mês, ficaram por conta dos dois livros que trouxe da Bienal. "5º Cavaleiro" do James Patterson e "Eu amo Hollywood" da Lindsey Kelk.




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

RESENHA “As Gêmeas” de Saskia Sarginson

Por Carla Rojas 

Título Original : The twins
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 313
Sinopse: As gêmeas Isolte e Viola eram inseparáveis na infância, mas se tornaram mulheres muito diferentes: Isolte tem um emprego glamouroso em uma revista de moda de Londres, namora um fotógrafo e vive em um bairro descolado. Viola, desesperadamente infeliz, luta contra um transtorno alimentar e não faz questão de se ajustar a nenhum grupo. O que pode ter acontecido para levar as gêmeas a seguirem trajetórias tão desencontradas? À medida que as duas jovens começam a reviver os eventos do último verão em família, terríveis segredos do passado vêm à tona – e ameaçam invadir suas vidas adultas.
       





Não estava animada para ler este livro. Os motivos? A capa, apesar de bela, é sombria e eu não estava no clima para um drama. E a frase na capa: “Elas eram idênticas em todos os sentidos, até que o impossível as separou” me parecia forçada e muuuito melodramática. Eu não me sinto nem um pouco atraída a ler livros cujo enredo principal trate de alguma ligação especial entre irmãs gêmeas, o que certamente tem a ver com o fato de eu mesma ter uma irmã gêmea (não somos idênticas como na obra, mas mesmo assim). As primeiras 80 páginas não me cativaram, confusão na narração e excesso de flasbacks me fizeram demorar um mês para voltar a lê-lo (quem me conhece sabe que isso é totalmente fora do normal rsrsrs). Retomei a leitura para aprender a aprecia-lo apesar dos tropeços.

A narrativa pode ser confusa no começo. São dois modos de narração: em terceira pessoa para Isolte, e primeira para sua irmã, Viola. Essa mudança de pessoa me incomodava e eu não entendia o porquê dessa diferença. Pensei que talvez fosse uma maneira de diferenciá-las, até me ocorrer que essa mudança de pessoa fosse apenas um reflexo das personagens. Uma tentativa de aproximar mais o leitor da dor que Viola sente ao mesmo tempo em que se mostra um distanciamento maior de Isolte (isso certamente seria algo condizente com a maneira que ambas tratam seus passados). Se for esse o caso, parabéns a escritora, uma sutil sacada. Se não o for, bem, devia ter sido (hahaha!).

De inicio já somos informados sobre a ocorrência de algo, ainda durante a infância das gêmeas, completamente trágico e relacionado à polícia que seria o tal evento que “as separa”. Vemos também como Isolte já era mais forte que Viola, narradora desse primeiro capítulo, que logo revela-se adulta, debilitada e atormentada pelos fantasmas do passado. Issy, em contra-mão, é bem sucedida profissionalmente, tem um namorado fotógrafo, e não aparenta graves sequelas do ocorrido. É esse o grande mistério da trama, descobrir o que poderia ter acontecido que resultaria em consequências tão diferentes.

Tá certo que lançar um enigma nas primeiras páginas e fazer o leitor ler  o livro inteiro em busca das respostas é bem comum, mas nesta obra desvendamos o passado ao mesmo tempo em que acompanhamos o presente. Sim, o livro não segue uma ordem cronológica. Se você não for um amante da descontinuidade terá sérios problemas com ele. Para mim, demorou um bocado até que eu me acostumasse a uma narrativa tão quebrada. Isso não teria sido um obstáculo não fosse a falta de empatia por qualquer uma das protagonistas, devido ao seu estilo de vida enquanto crianças ser completamente distante de tudo que eu,  e grande parte da população, já vivenciaram. Em sua infância, Issy e Viola viveram primeiramente em uma comunidade hippie, com uma mãe fora do usual, logo se mudaram para uma cabana praticamente no meio de uma floresta. Algo bem livre, fora dos padrões, e quase desregrado. Mais um elemento para aumentar a áurea de mistério da trama.

Para entender as personagens só prosseguindo na leitura. A análise inicial pode ser desanimadora mas o ritmo é intenso e logo o leitor é preso  em seu suspense. Não dá pra falar muito sobre o desenvolvimento do livro sem soltar spoilers, por isso, limito-me a dizer que a autora consegue administrar nossa curiosidade ao ir dando pequenas pistas e revelando surpresas até o desfecho do enredo. Que eu considerei bem satisfatório, aliás. Nada extremamente absurdo ou terrivelmente simples. Uma vez que o passado se torna claro, resta descobrir o que será do futuro das irmãs, parte fica a cargo da imaginação do público. Fique avisado, o final é aberto, nada de conclusões definitiva. Embora eu tenha gostado desse fim, sei que muitos não o farão.

Concluindo, este não é um livro para todos. Mudanças de escrita, de POV’s, descontinuidade, final aberto tendem a causar certos desagrados ao público. Especialmente quanto combinados. Mas, se você estiver buscando apenas um thriller repleto de ação e  incógnitas, leitura recomendada!


Baixe o primeiro capítulo do livro aqui.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Harlan Coben na 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Por Francine Estevão


Quem acompanha a Sociedade do Livro há algum tempo sabe do quanto gosto de literatura policial. Durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, tive a oportunidade de participar de dois bate-papos sobre o assunto. Um completamente por acaso, no dia 24, com Raphael Montes e Pablo de Santis. Eu não havia colocado o evento na minha listinha de “coisas pra fazer na Bienal”, mas já que estávamos lá e milagrosamente havia senhas disponíveis, por que não aproveitar, não é mesmo?

Mas o melhor momento, e o mais esperado por mim durante a Bienal, foi o bate-papo do dia 23 com Harlan Coben.

Confesso que fiquei surpresa quando o autor subiu ao palco da Arena Cultural exalando simpatia para todos os lados. Confesso que pelas fotos que vejo dele por ai nas contracapas de livros e na internet, aquele porte de segurança de boate e a cara quase sempre séria me passavam uma outra impressão dele. Engano meu. Harlan Coben era só sorrisos e atenção com os fãs que estavam ali para vê-lo.

Parte da simpatia dele se refletiu no fato de que, apesar de terem sido distribuídas apenas 200 senhas para autógrafos, ele autografou muito além disso. Infelizmente, nem assim não consegui um autógrafo do autor nem uma foto com ele, mas só de ter conseguido participar do bate-papo já está valendo!

E por fim, com certeza Harlan Coben não irá se esquecer dos fãs brasileiros graças a uma fã em particular que, durante o momento aberto para perguntas do público, ela pegou o microfone e fez um pedido para o autor. “Posso beijar sua careca?” Ele riu e disse que sim. E lá foi ela palco acima, na frente de milhares de pessoas, beijar a careca do autor. O pedido mais inusitado que já fizeram a ele, como bem destacou Harlan.

Harlan Coben estava aqui principalmente para falar sobre o lançamento mais recente no Brasil, pela Arqueiro, “Seis anos depois”. Ele contou um pouco sobre como surgiu a história e falou da adaptação do livro para o cinema, que será estrelado por Hugh Jackman.


Ele também abordou um pouco sua relação com adaptações de forma geral e fez questão de ressaltar que “filmes são filmes e livros são livros”. Por isso, ele disse que não se estressa com o fato de um ficar diferente do outro, são coisas distintas.

O autor falou ainda sobre como nascem os livros “únicos” em meio às séries que escreve. Segundo ele, muitos deles nascem a partir de uma ideia que não se encaixa para nenhum personagem das séries, e assim ele tem que criar tudo do começo. Ah, e pra variar um pouquinho do que a maioria dos autores costumam dizer por ai, Harlan Coben destacou que sempre sabe como o livro vai terminar e deu algumas dicas para quem gosta de escrever sendo que a principal delas é, justamente, escrever. Não adianta nada querer escrever sem praticar a escrita.


Harlan ainda destacou que “só” escreve porque não saberia ser outra coisa na vida e por fim, imitou a reação da filha adolescente diante do sucesso dele o que arrancou ainda mais risos da plateia. De acordo com ele, quando a jovem vê uma foto dele no jornal, ela faz cara de nojo e diz um sonoro “eugh”! Apesar disso, ele comentou que algumas vezes ele coloca um pouquinho dos filhos nos livros e que às vezes “rouba” algo que aconteceu com eles, na escola, por exemplo, para usar em suas histórias.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Visitando a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo

Por Francine Estevão

A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo ainda não acabou, mas já é lembrada como a edição mais desorganizada dos últimos anos.



O tumulto, as filas, o excesso de pessoas, os altos preços dos livros (e das comidas e bebidas) estão sendo mais comentados do que os bons momentos vividos no evento. Principalmente por aqueles que visitaram a Bienal no primeiro final de semana, dias 23 e 24, quando as editoras levaram ao Pavilhão de Exposições do Anhembi nomes internacionais como Cassandra Clare, Kiera Cass e Harlan Coben, fora os muitos autores nacionais de sucesso e queridinhos, principalmente, do público infanto-juvenil, como Paula Pimenta, Thalita Rebouças, Bruna Vieira, Ziraldo, entre outros, que tumultuaram os estandes e os corredores locais. (Sem contar em nomes como Naldo, Cumpadi Washington e alguns outros que sinceramente eu não sei o que faziam ali lançando seus livros, músicas, etc. Tinha até político percorrendo os corredores gravando vídeos de campanha. Me poupe, por favor!)

A falta de organização começou pela entrada do evento, em que foi impossível para qualquer ser humano educado respeitar a fila que tentaram fazer para ordenar o acesso das pessoas ao evento. Apesar disso, a entrada fluiu bem a partir do momento em que abriram as portas para o público.

Já lá dentro, a confusão ficou por conta da divergência de informações sobre a retirada de senhas para sessões de autógrafos e bate-papos com autores. Eu fiquei na tentativa de conseguir Harlan Coben e minha amiga tentanto Kiera Cass. As senhas para o Harlan acabaram exatamente na pessoa da minha frente. Se tivesse só mais uma senha eu conseguia garantir meu autógrafo, mas não tive tanta sorte. Minha amiga também precisou abandonar a fila na metade porque as senhas esgotaram muito antes de mais da metade da fila se aproximar do ponto onde elas eram distribuídas.

No caso do Harlan Coben, a informação que passaram no estande da Arqueiro foi a de que o próprio autor havia dito que autografaria quantos livros fossem necessários, independente de quem tinha senha ou não, mas que devíamos seguir para a Arena Cultural. Lá consegui – pelo menos isso – acompanhar de perto o bate-papo com o autor (que vou falar mais sobre no próximo post). No entanto, a informação sobre os autógrafos estava “errada” e, para quem não tinha senha, o autógrafo seria no estande da editora, que já tinha fila desde as 11 e pouco, para que as pessoas fossem atendidas depois das 14h. Sem disposição para perder meu dia em uma fila, desisti da ideia e me contentei com o bate-papo do qual participei.

Harlan Coben


A “zona” para ver Cassandra Clare foi ainda maior e por onde você olhava você via adolescentes desesperados para tentar encontrar uma possibilidade de chegar ao menos perto da autora. Ainda bem que nem eu nem minha amiga fizemos parte desse grupo e não tínhamos nenhum interesse nos eventos com a autora. Só a título de registro, a cada suspiro dessa mulher, milhares de garotas e (alguns) garotos desesperados gritavam loucamente rendendo, até mesmo, uma piada por parte de Raphael Montes durante seu bate-papo com leitores: "A mesa de literatura policial é aqui dentro, mas lá fora estão matando menininhas. Meninas, não saiam daqui!"

Raphael Montes e Pablo de Santis


Visitar os estandes das principais editoras também foi uma batalha para todos aqueles que tentaram. Passei dois dias no evento e em nenhum momento consegui entrar, por exemplo, no estande da editora Novo Conceito. A fila simplesmente para entrar no estande – sim, nas grandes editoras, nas mais famosas, você enfrentava fila apenas para conseguir ver os livros, fora a fila que você teria que enfrentar caso decidisse comprar alguma coisa – dava voltas e mais voltas e nunca chegava ao fim.

Outro aspecto que considerei falta de organização foi o fato de estas grandes editoras estarem aglomeradas num mesmo ponto. Novo Conceito, Record, Companhia das Letras, Intrínseca, Sextante, Arqueiro e Novo Século estavam extremamente próximas, dividindo corredores e fazendo daquele ponto uma verdadeira zona de guerra para quem desejava passar por ali. Enquanto em outros corredores sobrava espaço e em alguns estandes faltavam visitantes. Sem falar das editoras grandes que concentraram sessões de autógrafos nos próprios estandes. Não façam isso nunca mais! Acho que a Bienal deveria disponibilizar mais espaços como a Arena Cultural para que as editoras colocassem essas sessões, liberando os estandes para quem queria simplesmente visitá-los, ver os livros e talvez comprar algum título. Mas, por falar em comprar...

Em contraposição às milhares de pessoas que saiam carregadas de livros, com mochilas e malas lotadas das compras feitas nos estandes, deixei a Bienal com apenas dois títulos na bolsa. Ainda assim, livros comprados em um dos estandes promocionais que havia por lá, destes onde há livros de todas editoras, de diferentes gêneros, e tudo a partir de 10 reais. Com muita paciência, minha amiga e eu garimpamos algumas coisinhas e conseguimos sair com três livros as duas – dois meu, um dela. Por quê tão pouco? Simplesmente porque os preços dos livros nos estandes das editoras eram absurdamente altos. Roubando a fala da minha amiga, as pessoas que estavam comprando livros no evento com certeza são pessoas que NÃO têm o hábito de comprar livros porque elas não fazem ideia do valor de um livro. Alguns títulos estavam mais caros do que em livrarias comuns e muito mais caros do que na internet. Ou seja, não valia a pena comprar nada lá.

Se alimentar e ir ao banheiro era outra guerra. As filas para os banheiros eram infinitas. Juro. Não terminavam nunca. Passei dois dias inteiros sem ir ao banheiro durante todo o tempo que permaneci no Anhembi porque, se não me dispus a perder tempo em filas para entrar em estandes, porque eu perderia meu tempo em filas de banheiro? Já para comer, não havia alternativa. Era pegar fila ou pegar fila já que a bolacha que levei não iria me sustentar o dia todo. Por sorte, minha amiga e eu decidimos comer em uma das lanchonetes que tinha ao longo dos corredores em vez de ir direto para a praça de alimentação, e por ali as filas eram bem menores.

Resumindo, meus dois dias de Bienal se resumiram a filas, algumas fotos de alguns autores, a dois livros comprados, a dois bate-papos sobre literatura policial, um com Harlan Coben e outro com Raphael Montes e Pablo de Santis, a muita “andança” e muito cansaço. Apesar disso, deu para curtir e ter uma noção mais "real" do que é uma Bienal Internacional do Livro. Para quem ama literatura, vale a pena a visita, nem que seja apenas para conhecer, mas meu conselho é para que você vá sem a necessidade absoluta de conhecer algum grande nome da literatura que estará por lá em algum evento, bate-papo, sessão de autógrafos, etc. Mas se essa for sua intenção, chegue extremamente cedo e vá apenas para isso. 

Maurício de Sousa


Por fim, pra não dizer que não falei quase nada de bom da Bienal, o meu parabéns vai para a parte do transporte gratuito oferecido pela organização do evento. Apesar de a fila para pegar o ônibus estar, quase sempre, enoooorme (dando a volta no terminal rodoviário), essa fila andava extremamente rápido, tanto na ida quanto na volta, e você ainda ia e voltava do evento confortavelmente. Ponto positivo para pelo menos um serviço que funcionou sem tumulto e com bastante agilidade.


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Que eu não perca a fé na humanidade pois na Bienal do Livro de São Paulo eu já perdi

Por Maju Raz

#BienalFail #Caos #TundoJuntoEMocosado
Que eu não perca a fé na humanidade, mas na Bienal eu já perdi. Vou te falar que está difícil. Vou te falar que cansa ter que brigar por tudo que é direito seu e se desgastar por pouco.

A viagem era pra ser divertida. Só foi por que estava com amigos e por que revi e conheci pessoas boas – Os escritores da NC e meus colegas de trabalho também da NC, a linda da Mariana Mortani do Blog Magia Literária <3 e Nathalia Alexandre da Arqueiro que foi mega fofa com a gente.  São essas as pessoas que me prendem ter fé na humanidade.

Fomos todos ansiosos e contentes para a Bienal de São Paulo deste ano, não diferente de quando fomos em 2012. Ao chegar em São Paulo a fila para pegar o ônibus gratuito que leva até a exposição virava o quarteirão.

-Gente, vamos a pé senão não aproveitamos nada...

Chegamos. Fila na entrada. Uma multidão aglomerada e mocosada se socando e se empurrando para entrar. Meus três amigos foram para um portão e eu fui atrás da minha credencial. Fui puxada e minha bolsa novinha foi rasgada. Estou me perguntando até agora por que eu fui puxada se a pessoa atrás de mim iria entrar de qualquer jeito.

Entro. Outra fila para se credenciar. Desconfiam de que não sou jornalista e me falam que sou blogueira e que tenho direito a credencial de blogueira. Tenho que entrar no e-mail do meu celular e mostrar a confirmação de credencial + meu MTB com a carteira de trabalho. Eu não posso ser blogueira e jornalista ao mesmo tempo? E se eu não tivesse internet no celular, como faria? O problema nem é esse. O problema é a forma com que as pessoas falam e tratam você. Grosseria e cara fechada.

O mais engraçado: Minha amiga que também é blogueira e jornalista não conseguiu credencial e eu sim, por que?

Entrei e cadê meus amigos?

Whatsapp: “-Maju, está lotado aqui fora! Não vamos conseguir entrar nunca!”

Eu consegui entrar por volta de umas 10:40 da manhã. Meus amigos me encontraram 11:20 da manhã no estande da NC. E pra chegar até lá? Mais estapeamento e mocosamento...

Stress no último! Por que estou escrevendo este post só hoje? Meu ombro ainda dói e minha cabeça ainda lateja. Não sou exagereda, sou realista.

O lugar era claustrofóbico e não comprei NENHUM livro que queria. Fila, fila, fila pra tudo e pra todos. Horários que mudam, senhas que esgotam, pessoas chorando. Trocentos autores famosos NO MESMO DIA? Como ver o seu preferido? Gente sem nível cultural nenhum pra frequentar uma Bienal.

Estava na fila da Cia das letras com a Roh do Tribooks e o botton da mochila dela caiu. Passou um homem e pediu licença. Eu disse: “Só um momentinho que já saio”. Então ele me disse: “Momentinho nada! Anda logo! E começou a me xingar...

Passou, ele saiu dalí. Deu uns minutos e ele voltou só pra esbarrar em mim de propósito e duas vezes! O que uma pessoa dessas vai fazer numa Bienal?

Tenho mais uma história ainda dentro da Cia das Letras pra contar. Mas essa vou usar as palavras da Roh do Tribooks, pois elas expressam muito bem o que aconteceu:

...Aconteceu no estande da Companhia das Letras. Entrei no estande porque adorava ( verbo no passado ) os livros da editora. Depois de comparar os preços do estande com os preços que estavam no site da Submarino (como todo leitor teve a inteligência de fazer) e descobrir que algumas promoções realmente valiam a pena eu enfrentei a fila gigante. Eu e minha amiga, aquela que pegou o MTB no bar da esquina de acordo com a ser humana da Bienal. Decidimos que aqueles livros valiam a espera. Ficamos andando na fila uns 40 minutos dentro do estande. Quando do nada, a fila para de existir e me sinto completamente perdida. Cade a fila? Para onde foi? Voltei para onde eu estava e perguntei para outra ser humana do estande da Companhia das Letras e expliquei que do nada a fila (que em primeiro lugar, o próprio pessoal da Cia das Letras mandou eu ficar) tinha acabado e ela me responde com um simples:  "Sim, vou te mandar para o final da fila".

Eu: "Moça, faz 40 minutos que estou na fila que vocês mandaram eu ficar, porque do nada você vai me mandar para o final da fila?"
Ser humana: "Vou te mandar para o final da fila, só que a fila para o caixa está de 2 horas"
Eu: "Não moça, espera. Não estou entendendo".
Ser humana da Companhia das Letras: "NÃO ESTÁ ENTENDENDO O QUÊ? É SÁBADO! É BIENAL".
Em choque eu tentei fazer ela entender que eu não estava brava com ela: "Moça, só estou querendo entender porque você está me mandando para o final da fila sendo que eu já estava na fila."
Ser humana: "Você não estava na fila, nunca esteve, aquela não era a fila do caixa."

Minha amiga vira para mim e fala: "Ro, esses livros não valem a humilhação". Joguei meus livros na mão da ser humana e fui embora.

Se não conseguiram entender, vou explicar mais detalhadamente:
1- O próprio pessoal da Companhia das Letras me encaixou na fila e disse que era para o caixa.
2 - a fila se dispersa, e mais tarde fui entender que esse pessoal da frente saiu sem pagar por isso dispersou.
3 - Me enviam para o final da fila, gritaram comigo e contradizendo o próprio coleguinha da editora, dizem que eu não estava na fila para o caixa. 

Preciso falar alguma coisa a mais? Não né...Humanos parecendo Gnus possuídos em debandada. Fila de duas a três horas pra comprar livro que estava mais barato em livrarias virtuais...espaço pequeno nos estandes com FILAS nos corredores que atrapalham se locomover. Falta de água pra VENDER...Banheiro? Fila pra fazer xixi e por aí vai a tão esperada Bienal...

Fila, povo mocosado, fila, povo se debatendo, fila, fila, fila, fila, falta de preparo, falta de espaço, falta de acatamento – CAOS!

Chega. Só de ter que relembrar tudo para escrever eu já me estresso de novo com a falta de organização e respeito que tiveram com as pessoas.

Leiam mais sobre o evento AQUI no Tribooks. Você com certeza vai sentir a mesma angústia e stress que sentimos com esse texto.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Sociedade do Livro na 23ª Bienal Internacional do Livro São Paulo

Por Maju Raz



Hoje é quinta e...AMANHÃ COMEÇA A BIENAL! UHUL! Quem tá animado põe o dedo aqui que já vai fechar e nunca mais vai a-brir! Ok, estou empolgada.

Este ano Sociedade do Livro VAI marcar presença na Bienal. Em 2012 estivemos na 22ª Bienal Internacional do Livro em São Paulo. O ano passado infelizmente não pude ir. Estava trabalhando na NC e infelizmente não fui escalada para trabalhar na Bienal do Rio (Social Media sofre) e fiquei bem #chateada. Ano que vem com certeza irei conhecer o Rio... MAS este ano tem Maju Raz e Fran Estevão do Sociedade Do Livro com a Roh do Tribooks, com a autora deO Medalhão Mágico Mariana Lucera e nosso amigo roteirista Álefe Cintra.


Estamos todos ansiosíssimos pela viagem, pelos estandes, pelas editoras, pelos Blogueiros (O Renan Rocha do Canal SeLivrando e finalmente vou conhecer a linda e fofa Mariana Mortani do Magia Literária)  pelos livros, pelos livros, pelos livros! AHhhhhhhh! Sábado vai ter tanto evento que nem sei qual quero ir direito. Talvez vá ver Lucinda se der tempo de pegar senha e conhecer os autores nacionais espalhados por lá.

Fiquem atentos aos horários para pegar as senhas e aos horários de seus autores favoritos. Quem não tem credencial ou não comprou os ingressos, compre antes pois a fila é gigante.


Minha lista de livros por enquanto está pequena:

Por favor, mantenham me longe da Zahar Editora...sou apaixonada pelas coleções deles X_X
A Fran também vai e já até fez a lista de livros dela nesse post aqui.

E vocês, quando vão? Animados? Contem pra gente os livros que estão procurando. Ótimo evento a todos!  


Vejam a programação do dia 23/08 da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2014:


8h – Retirada de senha para Harlan Coben em frente ao portão 2. 

10h às 12h - Retirada de kits para blogs parceiros no Estande Novo Conceito

10h - Retirada de Senha para Lucinda Riley no Estande Novo Conceito

10h - Retirada de Senha para Cassandra Clare no Estande Editora Record

10h- Retirada de Senha para Kiera Cass na Área da Seguinte no estande da Editora Companhia das Letras (D 500) 

10h30min – Bate Papo seguido de autógrafos com Harlan Coben na Arena Cultural. 
* Bate-papo: sujeito à lotação da Arena Cultural, não é necessário pegar senha. 
* Autógrafos: serão distribuídas 200 senhas no próprio dia 23/8 – a partir das 8 horas em frente ao portão 2. 
*. A senha é pessoal, individual e intransferível. 
*. A senha dará acesso a um espaço reservado na Arena Cultural. 
* Somente pessoas de posse de livros a serem autografados terão acesso ao espaço reservado na Arena Cultural, ainda que possuam senha. 
* Ao término do bate-papo que tem início às 10h30, o autor autografará dois livros por pessoa, sendo que um deles deverá ser "Seis anos depois". 
* Fotos só serão permitidas com o fotógrafo oficial do evento. 
* Câmeras pessoais não serão permitidas. 
* As fotos oficiais serão postadas no Facebook da editora Arqueiro em até 3 dias após a data do evento. 

11h – Encontro com Blogueiros no estande da Amazon

11h30min - Sessão de autógrafos com Tony Ferraz estande Universo dos Livros

12h – Encontro de Blogueiros com Bianca do HelloStar na Praça de Alimentação 

13h30min – Encontro de Vlogueiros – Booktube na Praça de Alimentação 

15h - Lançamento mundial de “As Sete Irmãs” com presença da autora Lucinda Riley Estande Novo Conceito.

15h30min - Sessão de autógrafos Cassandra Clare espaço para autógrafos no Estande da Editora Record (C600) 
• Não será necessária a retirada de senhas para o bate papo. 
• Será necessária a retirada de senhas apenas para autógrafos. 
• Serão distribuídas 500 senhas a partir do horário de abertura da Bienal. 
• A senha é pessoal, individual e intransferível. 
• É obrigatória a apresentação da senha na entrada da sala de autógrafos. 
• Serão permitidos 2 livros por pessoa, de qualquer edição, brasileira ou estrangeira. 
• Foto só será permitida com o fotógrafo oficial do evento. 
• Câmeras pessoais não serão permitidas. 
• As fotos oficiais serão postadas no Facebook da Galera Record em até 3 dias úteis após a data do evento.

16h – Sessão de autógrafos com a autora Isabela Freitas – “Não se apega Não” no estande da Editora Intrínseca.

16h -Sessão de autógrafos com a autora Lucinda Riley Estande Novo Conceito.

16h - Lançamento o livro de Paula Pimenta: “Fazendo meu filme em quadrinhos 1 – Antes do filme começar” - Local: Estande do Grupo Autêntica 18h e 19h30minh – Bate- Papo seguido de sessão de autógrafos com Kiera Cass na Arena Cultural (H201)

18h e 19h30min – Bate- Papo seguido de sessão de autógrafos com Kiera Cass na Arena Cultural (H201)


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

RESENHA: "De repente, Ana", Marina Carvalho

Por Francine Estevão

Título: De repente, Ana
Autora: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Ano: 2014
Páginas: 320

*Livro enviado pela editora para resenha

Sinopse: Ana decidiu viver permanentemente na Krósvia, e tudo está às mil maravilhas. Além do namoro cada vez mais sério com Alexander, ela tem um emprego fixo na embaixada brasileira e dedica parte de seu tempo às meninas do Lar Irmã Celeste. Mesmo cumprindo tantos compromissos sociais como princesa, Ana nunca foi tão feliz. Porém, de uma hora para outra, tudo muda. Seu pai, o rei Andrej Markov, sofre um grave acidente e vai parar na UTI. Não resta alternativa: Ana vai ter que assumir o trono da Krósvia e governar a nação. Pouco – ou quase nada – familiarizada com a função, ela vai precisar de ajuda não só para reger o seu país, mas também para manter perto de si aqueles que ama. Muita gente está interessada no seu fracasso.


A Marina Carvalho escreveu a continuação de “Simplesmente Ana” depois do sucesso do primeiro livro (resenha aqui) e atendendo a pedidos. Mas achei que a história desandou bastante e acabei não gostando de “De repente, Ana”. Fiquei um pouco com a sensação de que ela precisava escrever porque estavam pedindo, a editora estava cobrando e ai ela foi colocando um monte de ideias no papel pra cumprir com o combinado. Não faço a menor ideia de como foi o processo de produção da obra, mas foi a sensação que tive com a leitura.

Eu havia gostado bastante do primeiro, apesar de ter achado a Ana meio sem graça. Dessa vez, até o Alex, que foi um personagem que me cativou completamente no livro um, me fez torcer o nariz. Alguns capítulos são narrados por ele e achei a narrativa bastante forçada.

O livro se passa aproximadamente 2 anos após o final do primeiro e começa com mais um dos sonhos premonitórios de Ana. Mas agora parece que algo de ruim vai acontecer com seu pai. E não dá outra. Ela recebe a notícia que Andrej, rei da Krósvia, está em coma após um acidente. Ana então decide deixar o Brasil, onde estava curtindo uma temporada de férias ao lado do namorado, às pressas para ver o pai.

Ao chegar na Krósvia, mais do que lidar com a difícil situação de encontrar um ente querido entre a vida e a morte, ela passa a ser pressionada a assumir o trono, provisoriamente, até que a situação de Andrej se resolva.

É então que sua vida vira de cabeça para baixo. Ela vai ter que aprender a governar o país do dia para a noite, enfrentar as críticas da oposição e da mídia, lidar com ainda menos privacidade do que já vinha tendo e ainda por cima enfrentar uma fase difícil também no seu relacionamento com Alex, que, apesar do tempo de namoro, ainda nem chegou perto de discutir algo relacionado a casamento com ela.

É em meio a tudo isso que o livro se desenrola trazendo uma pitada de romance (por falar nisso, o livro traz uma tensão sexual meio aflorada entre Ana e Alex – eles passam o tempo todo pensando em sexo, o que achei meio exagerado e desnecessário no contexto da história), intriga, um certo suspense e até mesmo um pouquinho de investigação policial.

Por fim, o livro traz um capítulo bônus que ganhou completamente a leitora fã de Bon Jovi aqui. Nesse especial, Marina nos leva ao Rock in Rio, ao show do BJ e como eu estava lá e senti na pele tudo que ela narrou, fiquei completamente feliz e emocionada de ver esse pedacinho encerrando a história. (Juro que não é spoiler, gente. É um capítulo bem independente do enredo do livro.)

terça-feira, 19 de agosto de 2014

RESENHA "A Promessa do Tigre" de Colleen Houck

Título: A Promessa do Tigre
Título Original: Tiger's Curse 
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Ano: 2014
Páginas: 128

Sinopse: Medo. Esperança. Dúvidas. Antes da maldição, uma promessa. Mais de 300 anos antes de Kelsey Hayes surgir na vida de Ren e Kishan, uma jovem cruzou o caminho dos príncipes. Seu amor por um deles mudou o curso da história e o destino da família Rajaram. Criada longe dos olhos da corte, isolada do convívio no castelo, Yesubai luta para suportar os maus-tratos do pai e manter em segredo suas habilidades mágicas. Lokesh é um poderoso e cruel feiticeiro que foi capaz de assassinar a própria esposa porque ela lhe deu uma filha em vez de um filho. Ao completar 16 anos, Yesubai é surpreendida por um anúncio do rei. Procurando fortalecer suas relações diplomáticas, o nobre acredita que um casamento entre a filha de Lokesh, comandante de seu exército, e um pretendente de algum dos reinos vizinhos será uma boa estratégia para diminuir os conflitos na região. A jovem recebe a notícia com alegria. Pela primeira vez ela enxerga um fio de esperança, a perspectiva de escapar do controle do pai e de levar uma vida fora do confinamento de seus aposentos. Mas esses não são os planos do feiticeiro. Ele vê no iminente casamento de Yesubai uma oportunidade de conseguir ainda mais poder e não poupará esforços para atingir seus objetivos sombrios. 'A promessa do tigre' conta a origem da história dos príncipes Ren e Kishan e os acontecimentos que levaram às aventuras da aclamada série 'A maldição do tigre'.

Quando soube que Colleen Houck iria lançar esse ano mais um livro que remetia a história dos tigres, eu me empolguei. Sou completamente apaixonada pela série desde A Maldição do Tigre até o desfecho em O Destino do Tigre. Coleciono as capas em português e as hardcovers em inglês.



Ok. Já deu para entender o quanto eu estou por dentro do assunto. Mas, diferente de 99% da população mundial de leitores fanáticos pela história dos tigres, eu faço parte do 1% que gosta da Kelsey. Sim, podem começar os argumentos contra a menina, estou escutando.

Eu sempre gostei dela, mas entendo todas as opiniões do porque os leitores não a suportam no livro. Então, quando descobri que o livro a ser lançado era sobre a Yesubai – a traidora, a destruidora de corações, a malévola, a filha do mal – eu fiz bico e me recusei a ler.

Até alguém balançar o livro na minha frente, igual petisco para gato, e eu aceitar o livro de bom grado. Me veio uma ansiedade em ler a história, mais uma do universo tão fantástico criado por Houck, que não me aguentei de felicidade quando o livro chegou até mim.

Daí eu li o começo e essa Yesubai e eu, simplesmente a relação não estava acontecendo. Mas então os tigres chegaram e eu estava dando pulinhos novamente. Enquanto Yesubai narrava a descrição de Kishan eu ficava conversando com a personagem e falando “espere até conhecer o Ren, amiga, ele é um arraso!”. Sim, eu já estava conversando com a personagem. Virou minha melhor amiga!

Já deu para perceber que sentimentos dúbios se passaram enquanto eu estava com A Promessa do Tigre em mãos, uma hora eu queria a Kelsey de volta outra hora eu estava fofocando com Yesubai.Por fim, eu amei o livro. Tem como não amar algo que vem da Colleen Houck? Não! Qualquer coisa que ela escreve se transforma em magia, em lendas e mitos.

Em A Promessa do Tigre, não vemos mais uma das aventuras que se interligam aos deuses indianos ou a lugares místicos, encontramos uma menina trancafiada pelo pai, a visão de alguém que não teve a chance de contar seu lado nos últimos quatro livros lançados e que agora pode narrar os eventos da mais verdadeira forma.

Ler a história pela visão de Yesubai se transformou para mim em algo único. Percebi ao decorrer do livro o quanto eu sentia falta das histórias criadas por Houck e quando finalizei eu tive a certeza absoluta que não vejo a hora de ter em mãos O Sonho do Tigre, sexto livro, e possivelmente, último livro da série.

Para quem se pergunta se é possível começar a ler a história dos tigres pelo A Promessa do Tigre, a resposta é claramente um belo e gritante: SIM! Criatura de Deus, como assim você ainda não começou a ler esse livro?! Quanta decepção! Larga esse Cinquenta Tons da sua mão e vai se aventurar em um livro bom de verdade!

Como eu ia dizendo, não há nada nesse livro que seja spoiler para A Maldição do Tigre, já que os eventos de A Promessa do Tigre se passam antes do primeiro livro lançado da série.

O livro tinha chances de se tornar bem maior, acredito no potencial de Houck e acho que nessa parte ela foi um pouco aflita em colocar algo novo desse mundo para seus fãs. A Promessa do Tigre tinha tudo para ser mais um livro magnifico do universo indiano, cheio de detalhes e histórias interessantes. E não estou desvalorizando o livro não! Pelo contrário, o livro publicado é excelente e conta tudo que os fãs gostariam de saber sobre a antiga história de Ren e Kishan com Yesubai. Mas se a autora tivesse se concentrado mais tempo na escrita, eu tenho certeza que também teria sido outro livro interessante de ser lido.

A Promessa do Tigre é um pré-sequel, se é que podemos chamar assim, deslumbrante. Se você, assim como eu, não se interessava pela história de Yesubai, tenho certeza que a personagem irá te cativar assim como me cativou. Além do mais, veremos mais Kishan e Ren e é sempre ótimo rever esses dois príncipes ma-ra-vi-lho-sos, não é mesmo?

Colleen Houck conseguiu mais uma vez me deixar estonteada com sua escrita magnifica. Sua criatividade vai além dos livros de fantasias publicados hoje em dia. E em A Promessa do Tigre a autora conseguiu se concretizar na minha estante e posso dizer sem sombra de dúvidas: Ela é sim, minha autora favorita!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Novo Conceito divulga a capa de "O Desafio de Ferro"

Por Maju Raz


O Editor Thiago Mlaker nos apresentou O Desafio de Ferro no "Circuito Novo Conceito": "Este livro é resultado de uma parceria entre as autoras bestsellers Holly Black e Cassandra Clare. É algo bem próximo de "Harry Potter". SE SURTEI? MAXINA! 

Agora a Editora liberou a capa de O Desafio de Ferro, primeiro volume da saga Magisterium.  O lançamento já está previsto para o próximo mês de Setembro com o selo #irado. 

Hoje recebemos a campanha com lindos Bottons e cartazes
A série Magisterium terá cinco livros que irão representar um ano da vida do protagonista Callum Hunt - dos 12 aos 17 anos -  onde o tema principal da saga é magia relacionada aos elementos fogo, água, ar, terra e caos, ou seja, a mágica alquímica. 

Confiram a sinopse: AMIGOS E INIMIGOS. PERIGO E MAGIA. MORTE E VIDA. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior... mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium - O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras best-seller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.

Adicione a sua estante no skoob.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Resenha "Antes que o verão acabe" de R.Dover

Por Maju Raz


Título: "Antes que o verão acabe"

Autora: R.Dover

Ano: 2014

Vendido por: Amazon

Sinopse: Brígida, Daniel e Vitor se conheceram em um verão quando crianças. Juntos formaram um trio inseparável durante anos e se não fosse pela antiga amizade, Brígida e Daniel até fariam um casal que teria tudo para dar certo. Porém, o forte laço se rompe quando Brígida, sem dar motivos, foge para o exterior. Após oito anos, Brígida ainda carrega o segredo que a levou embora, mas volta para seus grandes amigos com esperança de reparar os erros do passado. Nem todos os corações estarão preparados para perdoá-la e agora ela precisa se resolver com todas as palavras não ditas antes que o verão acabe. 



“O que aconteceu com eles durante todos esses anos?”

Eu venho enrolando há muito tempo para fazer esta resenha por um simples motivo: medo. Medo? Sim...medo de não conseguir expressar o que tem que ser proclamado.

Eu tenho um carinho muito especial por este livro, pois tive a oportunidade de poder ver de perto a escritora dando vida ao romance. Como foi bom, divertido e gostoso acompanhar Brígida, Daniel e Vítor durante dias e meses somados a expectativas para ler os capítulos que saíam do forno quentinhos. Foi uma experiência única acompanhar o nascimento de um “filho” tão de perto.

Terei de ter muito cuidado para não dar spoilers, pois este livro é repleto de detalhes inenarráveis por mim, mas sim por ele próprio.

Bom... O que dizer destes três amigos Bri, Dani e Vitor? Sim, eles são tão íntimos, pois é assim que a autora consegue defini-los ao leitor. Presenciamos uma escrita tão cheia de consonância e sinestesias que de repente nos pegamos devorando situações, frases e capítulos e nos sentimentos dentro da história. 

“...os dedos de Daniel passando pelas cordas do violão como se o ser humano e o objeto tivessem nascido juntos...enquanto o sol apreciava aquela amizade e dividia aquele momento até que eles ficassem separados pelas montanhas do horizonte.”

Os três amigos são inseparáveis e se conhecem desde a infância. Presenciamos através de capítulos alternados como se conheceram ainda crianças, suas aventuras, brincadeiras, palhaçadas, dramas e passamos a nos entusiasmar com todo esse enredo.

De uma hora pra outra Brígida resolve estranhamente ir embora. Eu particularmente quis matar a personagem essa hora – a xinguei de mimada, chata, doida... Ela some e não explica nada pros amigos! Depois de viver tantos momentos fofos e lindos e uma amizade de fazer inveja (branca tá gente). E aí bate aquele desespero: SERÁ QUE A AUTORA VAI REVELAR POR QUE ELA PARTIU? (Sim, está em caixa alta pois é assim mesmo que você questiona) E aí você se pega engolindo as páginas pra ver se sua raiva por Brígida some E POR QUE ELA FOI EMBORA...

“Por que ela foi embora? Por que ela me deixou?”

Vamos parar de falar da Brígida e falar do meu personagem favorito depois do cachorro:

“É Syrio, meu cachorro.
-Você trouxe seu cachorro? É um poodle? – perguntou Vítor.
-Não, por que acha que ele seria um poodle? Ele é um São Bernardo de cinco anos.”

Daniel é alegre, lindo, alto, cabelo escuro e olhos azuis, estiloso e lindo e fofo e engraçado (suspiros), sim eu sou #TeamDaniel e é impossível não ficar gamada nele. A principio achava que ele era um daqueles moços infames, mas não. Ele é TUDO! Não posso desprezar o Vítor, amigo certo de horas incertas (e certas também). Um gracinha de moço, mas não teve jeito – me apaixonei por Daniel.

Volta Maju, volta e foca na história!

Eis que Brígida volta! Sim ela volta e eu continuo querendo mata-la. Que tanto segredo esconde o passado pra que ela tenha fugido? A garota pensa em recomeçar tudo o que viveu com seus amigos do zero, mas não vai ter jeito. Seja o que for que aconteceu é impossível deixar pra trás toda alegria, ocasiões e angústias - vai ter que encarar tudo de frente pra só assim dar rumo novamente à amizade alegre desses três.

Eu simplesmente amo a froma de escrita da autora. Ela escreve de um jeito que faz parecer cinema. Se Danielle Steel é a rainha do romance este livro não é diferente. Drama, comédia e romance descritos com profundeza de emoções, sentimentos e diversos planos sensoriais. A construção das personagens é tão bem arquitetada que os vemos em forma de vida real. Sendo assim fica bem mais fácil se identificar com eles e sentir como se eu mesma pudesse experimentar as aflições das personagens ou me apaixonar como elas.  

“O medo, penetrando cada centímetro de seu corpo, aquele medo de sempre, que a atormentava todos esses anos, começava a pulsar de novo em sua veia”.

Ela nos apresenta suas vidas, suas felicidades, seus problemas diários. E  um romance não pode ficar sem uma pitada de drama - ela nos apresenta seus sofrimentos,  seus amores fracassados, suas perdas. Ah! Como é fácil chorar e rir com eles! Impossível não se apaixonar pelo Daniel, não torcer por Brígida e Daniel, não deixar de xingá-los com as burradas que fazem e não ficar indignada e não odiar uma certa personagem que não posso falar o nome GRRRR! Acho que o instiga é que eles são humanos como nós. É carregado de emoção e causa arrepios. É forte, impactante.

Amor, realidade, amizade, sentimentalismo, música, praia, mar, montanhas (minhas partes favoritas do livro), aventura e suspense em exatas proporções com uma vontade forte de viver tudo aquilo!

“O mar com seu barulho de dono do mundo, o sol mais quente, as árvores em torno das casas, a areia que tanto gostava de brincar...”

Só se larga do livro quando se lê o ultimo ponto final e ainda assim ficamos nos coçando pra saber o que acontece depois e mesmo assim um desejo incontrolável de ler outras coisas da autora nos toca. Essa história vai sempre ficar viva comigo, afinal, já dizia Loyola: “Personagens nunca morrem”. 

Ao mergulhar em "Antes que o Verão Acabe" eu pensei: todos precisam conhecer essa história! TODOS! Ao final você fica com a sensação de que as personagens continuam vivas, nas páginas ou na imaginação. Um livro que merece ser lido por todos. E relido. E relido. E relido...Amo! 

Este post, além de tentar expressar o quanto esse livro é intenso, é para agradecer por essa história linda e brilhante que a autora nos proporcionou e por poder fazer parte disso. Desejo de todo o coração os parabéns e um mega sucesso!

Hoje é também o lançamento do livro no site da Amazon e eu, se fosse você, não deixava de clicar aqui para se aventurar com Brí, Dani e Vítor!

Quem se interessar pode ler os 4 primeiros capítulos no Wattpad e conferir o livro no SKOOB