quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

RESENHA: "Onze" de Mark Watson

Por Roh Dover

Título Original: Eleven
Título Nacional: Onze
Autor: Mark Watson
Tradução: Alexandre Soares Silva
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 247
Categoria:
Romance/Cotidiano

Editora: Rai


Sinopse: Os dramas cotidianos de um radialista assombrado pelo passado, uma faxineira, um produtor de rádio e tantos outros são desafiados pelas escolhas aparentemente mais banais. Cada vez mais interconectadas, as personagens influenciam umas às outras de uma forma até então inimaginável, levando o leitor a questionar suas próprias decisões e consequências. Com um humor apaixonanete, tudo na narrativa nos leva a crer que é impossível ser um mero ouvinte. Na vida em sociedade, somos todos responsáveis pelas realções que estabelecemos com as outras pessoas, mesmo quando não nos damos conta da importância desses encontros e desencontros.


A capa do livro “ONZE” do comediante britânico Mark Watson chama atenção. Para quem está na livraria com vários livros no colo e lê a frase “Se você adorou UM DIA de David Nicholls, este livro é para você” na hora você vê o livro sair da estante e se encontrar na pilha de livros que esta levando para casa.

Se você se apaixonou pela história de “Um Dia” este livro não tem nada a ver com você. O enredo é baseado na teoria dos seis graus de separação, em que cada uma das sete milhões de pessoas no mundo se conhecem por um grau de separação por seis pessoas.

No caso de "ONZE" começa com Xavier, que na verdade se chama Chris, mas teve que mudar de nome depois que um incidente gravíssimo aconteceu na Austrália. Além do nome, Xavier também muda de país, e vai viver sua vida em Londres – Inglaterra, como radialista de um programa que vai ao ar de madrugada junto com seu amigo gago Murray. Após Xavier presenciar um espancamento de um adolescente por outros garotos e não tomar nenhuma atitude, acontecimentos começaram a se interagir por causa de como Xavier encarou os fatos, ou seja, sem fazer nada. Muitos homens, mulheres, adolescentes, mães e psicólogas, em um grau de separação de onze, vão sofrer por que Xavier não conseguiu parar o espancamento do adolescente.

Se você ver algo parecido com o livro “Um Dia” por favor, deixe um comentário abaixo, ficarei agradecida de entender por que colocaram uma descrição nada característico do livro. Muitas pessoas podem começar a ler "ONZE" pelo fato de tentarem identificar a história com de “Um Dia” e podem acabar decepcionadas com o livro, que tem uma mensagem completamente diferente para passar.

Analisando, dá para perceber que o próprio autor sabia que as 200 primeiras páginas do livro seriam por vezes paradas, então, para que não haja nenhum abandono da leitura antes de alcançarmos a página 200 o autor utiliza para prender o leitor a história trágica de Xavier na Austrália, que o fez se mudar para Londres, não ajudar o espancamento do menino e ser culpado, mesmo que não sabendo de nada, de muitos e muitos acontecimentos. E realmente, quando Xavier nos conta a tragédia que o fez mudar de nome, ficamos chocados.

Depois que Xavier se liberta da depressão, e consegue contar todo o drama vivido na Austrália, encontramos um novo livro, assim como um novo personagem. É quando o livro dá uma engrenada e nos vemos segurando o livro para ver o final iminente, e quando nos libertamos da decepção do início, e enfim encaramos o livro como único, com uma mensagem interessante, faltam apenas duas páginas para acabar.
Talvez sejam os acontecimentos que o próprio autor diz que existam, se algum jornalista do Cosmopolitan não tivesse escrito que o livro se parecia com o sucesso britânico “Um Dia”, se sua opinião não tivesse sido estampada na capa do livro e sido traduzida para o português, eu teria um pensamento diferente sobre esta história e a resenha traria uma estrutura completamente diferente.

O livro vale a pena ser conferido. Apesar do início sufocante, a história se torna interessante, mesmo que isso aconteça nas suas últimas dez páginas, mas se algum leitor quiser realmente ler, esteja com a cabeça aberta e não leia a frase estampada na capa do livro. Talvez ele seja muito mais interessante sem a cobertura de uma decepção.

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