sábado, 21 de janeiro de 2012

NOTÍCIA: Matéria sobre a Sociedade do Livro no Portal da Revista Revide

Encontro literário

O primeiro encontro da Sociedade do Livro acontece quarta-feira (18) na FnacRevide On-line/Pâmela Silva
A prática da leitura se faz presente desde pequeno, em casa ou na escola, os livros têm o poder de levar os apreciadores a diversos lugares, trabalhando assim a imaginação como um todo. Com o intuito de compartilhar a mesma paixão quatro amigas se uniram e idealizaram o clube do livro “Sociedade do Livro”, um grupo que discute as mais diversas obras entre os amantes de uma boa leitura.

A jornalista Maju Raz conta que o principal intuito da Sociedade do Livro é fortalecer os laços entre o leitor e o prazer de ler uma boa obra. “O objetivo do projeto é conhecer gente nova, ampliar a cultura e o conhecimento, reunir fãs do mundo literário e fortalecer o vínculo entre os laços leitor-livro”.

A leitura não corresponde apenas à decodificação de símbolos, ela permite ao leitor compreender e interpretar o assunto escolhido. A relação entre livro e leitor pode começar com histórias fáceis e aos poucos se tornar um habito onde todos os títulos se encaixem perfeitamente.

Francine Estevão cultiva o hábito da leitura e diz que a melhor forma de facilitar o encontro entre leitor e livro é frequentar ambientes onde eles são o foco principal. “Nada melhor do que passar horas em alguma livraria, sebo ou biblioteca. Você vai fuçando, lendo sinopses, vendo capas e vai descobrindo seus interesses por determinados gêneros, autores. Você vai criando um perfil como leitor” comenta.

Segundo o escritor Luiz Puntel toda leitura é importante a partir do momento que começa a fazer parte da formação do leitor. “Toda leitura é importante depende de como nós lemos, você pode ler Crepúsculo desde que consiga ver ali a argumentação, como foi elaborado e enredo da história. A partir desse ponto construímos uma leitura de formação”, diz.

Para a cinéfila e apaixonada por livros Juliana Garzon, a leitura se torna mais prazerosa quando o leitor se identifica com o personagem. “Para mim é extremamente necessário me identificar com um personagem. A forma de contar a história, o local, o gênero, nada disso isoladamente importa desde que eu veja algo no personagem que veja em mim mesma, ou alguma qualidade que admiro. É como ouvir sua música preferida no rádio, você sente que aquele momento, no caso, aquela história, foi feita para você”, diz entusiasmada.

Com o avanço tecnológico, novas ferramentas para leitura despontam, mas o livro permanece com o seu propósito de contribuir com a formação e ampliação do conhecimento. Durante esse ‘boom’ cibernético foi cogitado a possibilidade do fim dos livros, mas contradizendo essa expectativa houve um grande crescimento das vendas de livros no país, liderado pelo segmento juvenil. A leitura de obras juvenis como a saga Crepúsculo, Harry Potter ou Percy Jackson, foi à ligação para outras obras. Atualmente o leitor em potencial está se aventurando por caminhos da literatura atual e clássicos.

“Acho que os livros de papel nunca vão acabar. Não há nada melhor do que você pegar o livro e folheá-lo, rabiscar passagens interessantes e tê-los sempre ao alcance das mãos, ali na estante. Sem contar que livros digitais são cansativos, por mais que a história seja incrível. Acredito que as novas tecnologias são apenas uma ferramenta para divulgar os livros e trazer o maior número de informações possíveis sobre a obra para o leitor antes que ele pegue o livro físico para ler”, ressalta Francine.

Segundo as idealizadoras da Sociedade do Livro o contato de jovens com o universo da leitura pode criar leitores assíduos e cada vez mais interessados. Prova dessa dedicação será o 1º Encontro da Sociedade do Livro, que juntos com outros jovens e um convidado irão discutir o livro “O Ano da Leitura Mágica”, da advogada americana Nina Sankovitch, que fala sobre o desafio que travou com si mesma de ler um livro por dia durante um ano.

“É de suma importância que o jovem leia, a leitura é a base do sustento tanto imaginário, criativo como todo conhecimento que o jovem irá construir conforme passam os anos”, frisa a jornalista Rosane Dover.
Para Maju a leitura ajuda a aprimorar a forma de escrever, falar e pensar. “Penso que a leitura ajuda não só a criar intimidade com a gramática como tem a capacidade de entusiasmar nosso modo de escrever, falar, atuar e pensar. Ela ajuda o jovem a ter cultura, a questionar mais as coisas, a crescer”, revela.

A jornalista conta que a escolha do livro “O Ano da Leitura Mágica” para o primeiro encontro realizado pelo Clube do Livro ‘Sociedade do Livro’ aconteceu após algumas discussões entre as idealizadoras. “Escolhemos esse livro, pois ele se aproxima da ideia do nosso clube de leitura. Discutimos alguns títulos e rodamos a livraria. Já tínhamos visto esse livro, nos interessamos pelo título e pela história e falamos: “esse também vai ser nosso ano da leitura mágica”.

O encontro é gratuito e aberto à população, acontecerá no dia 18 de janeiro às 19h30 na Fnac. Os interessados podem acompanhar a decisão da próxima obra através do blog www.sociedadedolivro.blogspot.com.

“Todo mundo que leu o livro escolhido para ser debatido pode comparecer à Fnac no dia e horário marcados. É um espaço aberto e extremamente democrático onde todo mundo fala e todo mundo escuta. Além de compartilhar opiniões, quem estiver presente no encontro vai participar de sorteios e ajudar a escolher o próximo livro que vamos discutir em fevereiro”, conclui Francine.

Paixão nas entrelinhas
As idealizadoras do Clube do Livro Sociedade do Livro contam de onde vem a paixão pelas livros:
Francine Estevão: “Foi na faculdade que comecei a ler mais. Uma amiga me emprestava um livro aqui, outra comentava outro ali...e assim foi até que percebi que não conseguia mais parar de ler. Acho que as “possibilidades” que os livros nos dão são a maior paixão: conhecer lugares, pessoas, histórias...isso é apaixonante”.
Livros preferidos: “O Aliciador”, “A Rosa do Inverno”, “Jane Eyre”, série “A Mediadora”.
Rosane Dover: “A minha paixão veio com Eleanor H. Porter com o livro “Pollyana”. Desde que o li, nunca mais parei. Os livros são mágicos e com ele podemos nos transportar para qualquer mundo e nos tornarmos parte de inúmeras vidas fantásticas”
Livros Favoritos: “O Conde de Monte Cristo”, “Harry Potter”, “Brumas de Avalon”, “Senhor dos Anéis”, “A Crônicas de Gelo e Fogo”, “E o Vento Levou”.
Maju Raz: “Minha mãe sempre me presenteou com livros e meus pais, professores, sempre me incentivaram a ler. Um dia minha mãe me deu quatro exemplares chamado “4 estações”. Cada estação do ano tinha um livro, e cada dia tinha uma história a qual minha mãe lia comigo às vezes... Acho que tudo foi crescendo e amadurecendo comigo”.
Livros Favoritos:  “Tudo depende de como você vê as coisas”, “Harry Potter”, “Vidas Secas”, “Antes do Baile Verde”, “A Hora da Estrela” e  “Apocalipse Zumbi”.
Juliana Garzon: “Eu nunca gostei de ler quando era mais nova, principalmente aqueles livros obrigatórios da escola. Já a minha mãe sempre foi apaixonada pela leitura e tem uma parte do guarda-roupa recheada com livros. Ela sempre falava que pensava que era importante dar o exemplo da leitura, mas não funcionava comigo. Até que um dia acho que não tinha nada melhor para fazer (digo nada mesmo, já que não gostava disso) e resolvi dar uma espiada lá. Peguei “Mulher de Gelo” da Jude Deveraux e foi como se alguém realmente tivesse aberto os meus olhos”
Livros Favoritos: “A Ilíada”, “On The Road”, “Uma Noite no Chateau Marmont”, “Um Longo Caminho Para Casa”, série “Twilight”, série “A Mediadora”, série “Hunger Games”, “O Senhor dos Anéis” e “As Crônicas de Nárnia”.


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