domingo, 22 de janeiro de 2012

Resenha - "Tristão e Isolda" de Fernandel Abrantes

Por Roh Dover

Título Original: Tristan and Isolde
Título Nacional:Tristão e Isolda
Autor:
(versão de) Fernandel Abrantes
Ano de Lançamento:
2011
Número de Páginas:
127
Categoria:
Romance/Mitologia Celta
Editora:
Martin Claret


Sinopse: Tristão e Isolda conta a história de amor entre o cavaleiro Tristão, originário da Cornualha, e a princesa irlandesa Isolda (ou Iseu), protagonistas de uma história medieval de amor baseada numa lenda celta. Seu amor impossível inspirou poetas, escritores, pintores e músicos da Idade Média e dos tempos modernos. Tornou-se, por exemplo, tema de uma das mais famosas óperas de Wagner e deu origem a diversos filmes - o mais recente, produzido em 2006. As inúmeras versões que imortalizaram e divulgaram essa história em outros países são o testemunho do fascínio e do encantamento que ela causa até hoje. Misturando magia, traição e sofrimento, a lenda provoca, comove e inspira.



Tristão e Isolda da versão de Fernandel Abrantes é o tipo de livro que assim que você lê a primeira página, sabe o porque de ter se tornado um clássico. O livro de apenas 127 páginas, tamanho pocket, consegue prender o leitor em uma lida rápida de um descanso em uma tarde de domingo.
O narrador nos conta a triste história de Tristão e da Rainha Isolda, que por um ato de magia, ficaram ligados para sempre, esse elo foi a paixão. Isolda, a Loira, após já ter sido enfeitiçada e morrer de amor por Tristão, casa-se com Rei Marcos já que foi prometida a ele. A partir daí, Tristão e Isolda vivem a triste história de não poderem se amar livremente, além de ser um amor prendido por magia, também era um amor secreto, já que Tristão era o único sobrinho do Rei.
O escritor envolve o que de melhor tem a cultura da Inglaterra: magia e mitologia celta. A história é passada nos tempos do Rei Arthur, este mencionado algumas vezes durante a história, Avalon também é mencionada discretamente. O estilo da escrita é o que costumamos presenciar em obras clássicas, assim como Alexandre Dumas Pai, Abrantes também consegue escrever de maneira com que além de nos apaixonarmos pelo enredo, também nos maravilhamos com o estilo excepcional que os escritores clássicos conseguiam escrever na época. Uma forma culta de abranger todos os aspectos da história e uma receita secreta que só os que se tornaram clássicos saberiam dizer.
Tristão e Isolda é sem dúvidas um livro que todo leitor assíduo deva ler, cativante, emocionante e é claro, clássico. Uma história de amor, magia e lendas célticas, um romance medieval, dramático e teatral, que ultrapassa a criatividade shakespeariana, um livro que apesar de sua primeira página descrever os momentos finais, você ainda ira degustá-lo com prazer.

2 comentários:

  1. Eu vi o filme e já fiquei apaixonada, mas tenho certeza de que o filme nem se compara ao livro.
    Vou ser xingada se disser que gostei mais do Rei Marcos?! hahahahahahahah

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  2. Ixi, eu nunca vi o filme nem li o livro, mas acho mesmo que o livro deve ser melhor.

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