sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Resenha: “Abandon” de Meg Cabot

Por Juliana Garzon

Título Original: Abandon
Título Nacional: Abandono- lançamento em outubro
Autor: Meg Cabot
Lançamento: 2011
Páginas: 304
Editora:Point (original)/ Galera Record (Brasil)
Categoria: Ficção

Sinopse: A jovem Pierce, de apenas 17 anos, morre em um acidente. Quando tem a chance de voltar a vida e reconstruir tudo ao seu redor, ela conhece o estranho John Hayden. Mesmo em uma cidade nova e em uma escola diferente, as coisas não parecem voltar ao normal. E, ao que tudo indica, John não vai desaparecer até fazer com que Pierce volte ao seu lugar...

Aha! A “Sociedade do Livro RP” traz para você uma resenha de um livro que nem aqui no Brasil chegou ainda. Meeeeexe! Brincadeira. Então, vamos lá:

 Ai Meg... Sabe qual é o meu problema com os livros da Meg? Eu sempre acho que vão ser “iguais” à série “A Mediadora”. Mas eles não são; o que, claro, é uma coisa boa. Mas isso dificulta a leitura para mim, pelo menos no começo, porque acho que não estou gostando do livro. Não é isso, é que é diferente. Pierce Oliviera não é Suzannah Simon. John Hayden não é Jesse de Silva. Ponto. Com isso claro, podemos seguir em frente...

Pierce tem uma das mortes mais humilhantes que alguém pode ter; tipo você andando de bicicleta, bater em um ônibus parado e morrer (sério, já dei uma notícia assim e desculpem-me a insensibilidade, mas é “tragicômico”). Ela foi salvar um passarinho que estava se afogando na piscina (algo que aconteceu comigo na semana passada. Antes de ler o livro já não cheguei perto do bicho, então que todos as aves da redondeza fiquem espertas, porque não vou salvar nenhuma, vai que eu caio e morro). Mas então, voltando ao ponto, Pierce foi tentar salvar o animal e caiu na piscina (que estava semi coberta porque era inverno e porque o gancho que prende a lona estava quebrado). Ela ficou presa na lona e puf! “Partiu dessa para melhor”, alguns teriam dito. Mas ela não acha isso.

Ao chegar ao Underworld, o nosso bom (ou não?) e velho Mundo Inferior, ela reencontra John, um garotão que conheceu (de forma estranha) pela primeira vez aos sete anos, logo depois do enterro do avô. O que ela não sabia na época, e demorou um pouquinho para perceber na hora, era que o bonitão John, que só se veste de preto tipo um roqueiro (e que na minha cabeça é o Jack Mercer, mesmo sendo descrito como moreno no livro), na verdade, controlava quem pegava tal barca para a destinada pós-vida.
Eis que John leva Pierce a um lugar especial, longe dos ordinários humanos que, para variar, formam fila para definir o próximo passo. Pierce não gosta de lá e, apesar de o cara ser uma gracinha, ela está realmente chateada por ter morrido (alguém pode culpá-la?), então foge do Mundo Inferior e volta ao nosso mundo dos vivos. Daí para frente, as coisas só ficam mais, e mais estranhas.

A história é (de forma beeem ralinha) inspirada no mito grego de Hades e Perséfone. Rapidinho para quem não sabe: Hades é um dos três filhos de Cronos (os outros são Zeus, deus do céu e dos deuses, e Poseidon, deus dos Mares) e controla o Mundo Inferior. Ou seja, bateu as botas? Faz uma visitinha ao reino do sujeito e não se esqueça de colocar a moeda embaixo da língua para o barqueiro, que é quem vai te levar para o que quer que seja que aconteça com nós depois da morte. Hades, se sentido todo solitário, sequestrou a bela Perséfone. A mãe dela, Deméter, deusa da agricultura, teve que intervir e conseguiu que a filha fosse liberada do cárcere por metade do ano, que era a época em que a deusa ficava mais feliz (durante a primavera e o verão), mas Hades não abria mão da esposa e ela tinha que voltar, então a mãe ficava triste (durante o outono e o inverno). Entendeu? Pierce nem sabe quem é Homero.

A vida da menina não é fácil, já que todo mundo acha que ela deixou o Tico ou o Teco onde quer que ela tenha ido, depois de ter morrido e voltado. O leitor tem que usar o Tico e o Teco enquanto lê esse livro porque, principalmente no começo, a narrativa vai para o passado, volta para o presente e vai para a imaginação (conturbada) de Pierce sem nenhum aviso prévio e você fica tipo “woah!”. O Tico e o Teco também precisam ser usados porque vários mistérios vão sendo revelados durante a trama e é muito divertido tentar descobrir e conectar tudo antes de ler a resposta. Mas é melhor ir rapidinho, porque vai que você recebe uma convocação extraordinária de Hades e tem que partir dessa para... para onde mesmo?  


2 comentários:

  1. Que legaaal!! Adooooro Meg, qualquer que seja o livro dela, nunca me decepciona. A resenha ficou legal, deu mais vontade de ler.

    Beijos ;D

    Paula

    http://tribooks.blogspot.com

    @Tri_Books

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  2. Mano, ri muito com essa resenha!!

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