terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Resenha - "A Dama da Ilha" de Patricia Cabot

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks.

Título Original: Lady of Skye
Autor: Patricia Cabot (pseudônimo de Meg Cabot)
Lançamento: 2011
Páginas: 319
Formato: Impresso
Categoria: Romance

Sinopse: O Marquês de Stillworth, Reilly Stanton, quer reconstruir o seu orgulho ferido comprovando para todos e para si mesmo que é um verdadeiro herói e não um bêdado inútil como afirmou sua ex-esposa. Ignorando todos os conselhos sensatos que recebeu, o londrino Stanton assume um posto médico na remota Ilha de Skye convencido de que pode conviver com as condições de vida, digamos... primitivas. É aí que conhece a senhora Brenna Donnegal, e por mais que tentasse, Stanton não consegue ignorar aquela bela mulher. Ela ocupou o antigo papel do pai como médica local da Ilha, e está mais do que irritada por encontrar Dr. Stanton assumindo seu trabalho e a casa de campo de seu pai. Por bem ou por mal, ela dará o castigo merecido ao usurpador. Mas o que começa como uma faísca de um cabo de guerra entre dois corações orgulhosos logo inflama no fogo ardente da paixão.

Meg Cabot e Patricia Cabot, apesar de ser uma única pessoa, se diferenciam completamente no estilo de narração. Enquanto Meg é a diva dos livros para as adolescentes, dando uma forma de vida a personagens marcantes como Jesse de Silva, do livro “A Mediadora” e Cal Langdon do livro “ Todo Garoto Tem”, o primeiro título da trilogia “Boy”. Patricia escreve livros que não tem nenhum enredo, com descrições rápidas como se quisesse chegar apenas naquelas cenas que todo leitor que já leu Patricia Cabot sabe quais cenas são, estas sim, com bastante demora na narração e descrição. Os livros de Patricia, como “A Rosa do Inverno” e “Pode Beijar a Noiva” são livros que ao se abrir a capa, o que vemos não são emoções dos personagens, mas sim um vácuo, iguais aqueles plásticos que embrulhamos comida. Alguma coisa no plástico sempre vai ter.

Porém, ao ler “A Dama da Ilha” tudo aquilo que já foi pensado sobre Patricia Cabot pode-se jogar no lixo. O livro aqui resenhado é em todo seu total, diferente de qualquer obra que Meg escreveu como Patricia. Neste livro existe emoção, enredo, pesquisa de alguns detalhes da época de 1850, os personagem nos cativam aos poucos, não existe a correria para se chegar no ápice do amor. Em “A Dama da Ilha” o vácuo é preenchido com oxigênio.

O ar que deu vida ao livro está em todos os lugares, desde os personagens que aqui são médicos, Brenna que vive na Ilha de Skye e apesar de não ser formada em medicina pela época em que é narrado o livro, cuida de todos os habitantes da pequena ilha, enquanto o pai está na India pesquisando sobre a cura da cólera. E também há o médico reconhecido pela Academia de Medicina de Paris, um cavalheiro lindo, forte e muito engraçado, chamado Reilly Stanton, que vai até Skye para provar a sua ex-noiva que consegue ser um médico mesmo sem precisar de seu título de marquês. Além dos personagens, o oxigênio também pode ser encontrado no enredo fortemente construído, a busca da cura da cólera, que na época chegou a matar 50.000 pessoas, dados de pesquisa da própria autora. 

Reily solta um sarcasmo dentro do livro que sorrimos, mas o pessoal da aldeia, tanto o garoto Hamish com seu cachorro e suas ovelhas como o vilão, nem tão vilão, Lorde Glendenning, são tão engraçados que chegamos a dar gargalhadas lendo sobre esses habitantes de Skye. 

O livro é uma mistura de romance adolescente, com cenas adultas, próprio para velhos, jovens conhecidos das artes românticas e para aqueles que querem ter uma leitura gostosa, do jeitinho que a comida fica quando retiramos da embalagem a vácuo.

Um comentário:

  1. Parabéns pela resenha Roh! Estou ansiosa para ler A Dama da Ilha! Beijos!

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