terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Resenha: “Em Busca do Guardião da Luz” de Camila Prietto

Por Juliana Garzon

Título Original: Em Busca do Guardião da Luz
Ano de Lançamento: 2010
Número de Páginas:
355
Categoria:
Ficção/Juvenil


Sinopse: Clara, uma menina de treze anos que adora “encher o mundo de pontos de interrogação” com sua curiosidade e perspicácia, se descobre pertencente a uma antiga tradição de Mestres que se ocupam em manter o equilíbrio entre os mundos. Isso mesmo, existem nove mundos paralelos ao nosso que nos influenciam, e a espevitada menina se descobre percorrendo estes mundos, no LIVRO I - EM BUSCA DO GUARDIAO DA LUZ. A Série Mestres da Luz traz em si, as estórias de Clara e todos os ensinamentos, conhecimentos, historias e mistérios da mais antiga e intrigante sociedade secreta de todos os tempos. Em meio a Pedras da Luz, Anjos da Morte, Guardiões, Sombras e Safiras acessaremos todos os conhecimentos da Sociedade da Luz e seus Mestres.

Já li/vi muitos livros e filmes de fantasia no estilo "As Crônicas de Nárnia", "Coração de Tinta", "Eragon", "A Bússola de Ouro" e por aí vai. O que eles têm em comum? Uma criança, de repente, se vê em um mundo que nunca pensou que fosse real, conhece criaturas estranhíssimas e, ainda para ajudar, tem que salvar todo o mundo delas das forças do mal. Em “Em Busca do Guardião da Luz” não é muito diferente, só que a missão da protagonista também o nosso mundo real, já que ele é “estabilizado” por 10 dimensões, que estão ameaçadas pelas Sombras.

Clara, que odeia e não entende matemática (yay! Ponto positivo pra ela!), a princípio não quer balancear a equação, mas acontece que a responsabilidade está enraizada na família dela.

Acho que, em comparação com algumas literaturas do mesmo estilo, “Em Busca do Guardião da Luz” tem um apelo bem mais infantil. A escrita é detalhada, às vezes até demais. Apesar de os lugares serem fáceis de serem imaginados, a narrativa por vezes se confunde entre passado e presente num mesmo período, o que pode desestimular o leitor e tirar o dinamismo da leitura. A autora frequentemente refere-se a Clara como “a menina” o que, na minha perspectiva de leitora, a distancia de toda a história, como se ela fosse qualquer pirralhinha e não “ela, A Clara, A protagonista”.

Sobre a clássica temática do bem contra o mal, Camila Prietto, assim como os outros, coloca o peso da espada e do escudo nas costas de uma criança; mas também mostra justamente essa dualidade da personalidade humana.

Nenhum comentário:

Postar um comentário