quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Resenha – “Julieta” de Anne Fortier

Colaboração Fabiane Ribeiro  
Título Original: Juliet
Título Nacional: Julieta
Autor: Anne Fortier
Tradução: Vera Ribeiro
Lançamento: 2010
Páginas: 448
Categoria: Romance, Ficção
Editora: Arqueiro (Parceira)
 
Sinopse: Julie Jacobs e sua irmã gêmea, Janice, nasceram em Siena, na Itália, mas desde os 3 anos foram criadas nos Estados Unidos por sua tia-avó Rose, que as adotou depois de seus pais morrerem num acidente de carro. Passados mais de 20 anos, a morte de Rose transforma completamente a vida de Julie. Enquanto sua irmã herda a casa da tia, para ela restam apenas uma carta e uma revelação surpreendente: seu verdadeiro nome é Giulietta Tolomei. A carta diz que sua mãe havia descoberto um tesouro familiar, muito antigo e misterioso. Mesmo acreditando que sua busca será infrutífera, Julie parte para Siena. Seus temores se confirmam ao ver que tudo o que sua mãe deixou foram papéis velhos – um caderno com diversos esboços de uma única escultura, uma antiga edição de Romeu e Julieta e o velho diário de um famoso pintor italiano, Maestro Ambrogio. Mas logo ela descobre que a caça ao tesouro está apenas começando. O diário conta uma história trágica: há mais de 600 anos, dois jovens amantes, Giulietta Tolomei e Romeo Marescotti, morreram vítimas do ódio irreconciliável entre os Tolomei e os Salimbeni. Desde então, uma terrível maldição persegue essas duas famílias. E, levando-se em conta a linhagem e o nome de batismo de Julie, ela provavelmente é a próxima vítima. Tentando quebrar a maldição, ela começa a explorar a cidade e a se relacionar com os sienenses. À medida que se aproxima da verdade, sua vida corre cada vez mais perigo. Instigante, repleto de romance, suspense e reviravoltas, Julieta – livro de estreia de Anne Fortier – nos leva a uma deliciosa viagem a duas Sienas: a de 1340 e a de hoje. É a história de uma lenda de mais de 600 anos que atravessou os séculos e foi imortalizada por Shakespeare. Mas é também a história de uma mulher moderna, que descobre suas origens, sua identidade e um sentimento devastador e completamente novo para ela: o amor.
Recebi Julieta da Editora Arqueiro, devido à nossa parceria, e, mais uma vez, quero agradecer à Editora pela confiança e pela atenção. O livro é tão intenso que, creio, será o meu maior desafio para resenhar até hoje.
Para começar, a capa é lindíssima, ainda mais pessoalmente. A sinopse já me conquistou, ou seja, eu abri o livro, esperando muito dele! E posso garantir que ele atendeu a todas as minhas expectativas e até superou algumas!
O livro narra a história de Julie Jacobs, uma jovem de 25 anos que vive nos Estados Unidos.
Seus pais morreram em um acidente quando ela tinha 3 anos, então, Julie e sua irmã gêmea, Janice, mudam-se da Itália, sendo adotadas pela tia, que vivia em terras norte-americanas.
A narrativa começa exatamente após a morte da tia que, para surpresa de Julie, deixou a
mansão de herança apenas para Janice. Já para ela, uma carta, contando-lhe que, na verdade, seu nome era Giulietta Tolomei e que ela deveria ir para Siena, na Itália, atrás de um tesouro deixado por sua mãe.
Sem nada a perder, Julie, ou melhor, Giulietta, viaja para Siena em busca de respostas e de um suposto tesouro de família.
Então, o livro passa a ser dividido em duas narrativas: uma mostra Julie na busca pela herança, traçando passos perigosos ao envolver-se com um tesouro secular, que era tido como uma lenda: Os Olhos de Julieta. Ela acaba descobrindo que tem parentesco com a Julieta de Shakespeare e que cabe a ela construir sua própria história: descobrindo os erros de seus antepassados e escrevendo um destino, agora, com final feliz. E a narrativa paralela retratada é a de Giulietta do século IX, a verdadeira Julieta Shakespeariana e seu Romeu. Vamos, então, descobrindo que a verdadeira história deles se passou em Siena e teve um trágico desfecho devido à intensa rivalidade de famílias da época e também à perversidade de um homem, o Salimbeni. Após a tragédia ocorrida com o casal em 1340, uma maldição cai sobre as famílias, o que levou a mãe de Julie a pesquisar sobre o passado tão desesperadamente, em busca de respostas que pudessem poupar a vida de suas filhas na atualidade. Porém, com a morte dos pais, Julie tem que continuar a entender e a pesquisar sobre o passado, através de um diário e de personagens que cruzam seus caminhos.
É super interessante que, não apenas Julie é a descendente de Giulietta, mas vários outros são descentes dos personagens de “Romeu e Julieta” e as narrativas vão se entrelaçando, até que Julie encontra seu Romeu e, finalmente, tem que descobrir o paradeiro do tesouro e acabar com a maldição que caiu sobre suas famílias no século IX.
Difícil descrever o que senti lendo o livro. Ele me surpreendeu pelo paralelismo entre presente e passado, intrincados em uma trama de romance e suspense para chegar a um final que acaba por reescrever o imortal romance de Shakespeare. Uma mistura bem articulada de diversos gêneros, tendendo ao suspense histórico, com direito a pistas falsas e buscas subterrâneas, o livro me fez viajar pelas ruas de Siena e percorrer os mesmos cenários maravilhosos que Julie conheceu; além de me fazer viajar na Itália do passado, junto à Giulietta e a uma vida de sofrimento à que ela estava destinada. Extremamente bem escrito, pesquisado e elaborado, o livro é uma obra-prima que deve ser lido pelos leitores mais exigentes.
 “Como eu poderia não me empolgar? Com certeza tinha de estar alvoroçada com a
ideia de uma de minhas figuras históricas ter finalmente ganhado vida. Desde que Maestro Lippi me falara pela primeira vez da existência de um Romeo Marescotti contemporâneo, amante da arte e que bebia vinho e circulava por Siena nas madrugadas, eu havia sonhado em segredo com um encontro”. (Pág. 226)

Um comentário:

  1. Parabéns pela resenha! Já li Julieta e curti bastante. Abraços!

    ResponderExcluir