terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Resenha - "Parque dos Dinossauros" de Michael Crichton

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks


Título Original: Jurassic Park
Autor: Michael Crichton
Lançamento: 1991
Páginas: 448
Formato: Impresso
Categoria: Aventura/ Ficção
Editora: L&PMPocket 

Sinopse: Numa remota ilha da Costa Rica, a multinacional de engenharia genética InGen prepara-se para assombrar o mundo com o mais fantástico parque turístico que a humanidade já conheceu. Recorrendo a avançadissimas técnicas de reconstituíção de DNA, sua equipe de cientistas conseguiu nada mais, nada meno9s do que produzir... dinossauros vivos! No entando, quando o paleontólogo Alan Grant chega a Isla Nublar, encontra evidências de que o projeto não é tão perfeito quanto se imaginava. Há algo de muito estranho acontecendo com as gigantescas criaturas pré históricas... Tudo indica que estão prestes a se tornar uma ameaça que nem mesmo os supercomputadores da InGen conseguirão evitar!


“O Parque dos Dinossauros” de Michael Crichton ficou mundialmente conhecido pela trilogia do famoso diretor Steven Spielberg, com o filme de mesmo nome. A narrativa sobre um parque de animais pré-históricos em uma ilha pertencente a Costa Rica ficou tão famosa que mesmo uma criança de nove anos hoje conhece, e idolátra, o melhor ator do filme: o tiranossauro rex.
Crichton perdeu alguns pontos muito interessantes de sua história devido a famosidade que Spielberg proporcionou ao filme. No caso, as primeiras cem páginas do livro são designadas ao suspense de que a empresa falida In-Gen está comprando materiais excêntricos e mandando para a ilha Nublar na Costa Rica. E bom, todos nós sabemos que é porque o excêntrico do Dr. Hammond quer montar um Parque dos Dinossauros por lá. Só que cem páginas de suspense, hoje em dia, vira “sem” páginas, ou seja, pura enrolação. Não que o trabalho de Crichton seja ruim. O trabalho e sua pesquisa para montar um livro que até hoje ninguém ousou fazer algo parecido, foi excepcional. Porém, os filmes ficaram tão famosos, que a magia do livro acaba se perdendo.  
Após o mistério ser resolvido e o Dr. Grant junto com Ellie e o irônico matemático Malcom chegarem ao esplêndido Parque dos Dinossauros, o leitor acaba por relembrar cenas exclusivas dos filmes, e se apaixonar pelo livro por relembrar delas. As crianças também estão por lá, Alex e Timmy, os netos do dono do maior e melhor parque temático do mundo. Cenas que fizeram do filme um ícone da época, estão presentes no livro, como o spray de barbear que na verdade era um contêiner para o DNA dos animais, que fez com que um homem cortasse a energia do parque para fugir e ganhar seus dez mil dólares para a empresa concorrente da in-gen. Os jipes parando de funcionar com os paleontólogos, o matemático, o advogado e as crianças dentro. O tiranossauro rex fazendo sua primeira aparição arrancando as cercas elétricas. Tudo está presente no livro, e como uma fã dos filmes, foi muito bom repassar tudo novamente em minha imaginação.  
As crianças merecem um pouco de atenção aqui: no livro Timmy é mais velho que Alex, diferente do filme, e Alex que é uma menina insuportável no filme, que só sabe gritar e chorar, é uma criança corajosa, engraçada e alegre. Timmy ainda é aquele garoto fascinado por dinossauros, mas que se importa com a irmã e faz de tudo para a sobrevivência dos dois.
Conforme nós vamos avançando na leitura, alguns pontos são tão conhecidos pelos filmes que chegamos a apontar no livro e falar “eu lembro disso! É aquela parte!”, outros pontos nem tanto, o que dá uma forma um pouco independente ao livro, que mesmo tão ligado ao famoso filme, ainda se mantém com algumas cartas na manga. Uma das partes é que o personagem favorito de todos, o T-Rex no livro é um grande boboca que dorme, ronca, baba e come. E mesmo quando está na parte “comer” ativa, os personagens do livro já percebem que ele é tão burro que nem medo mais sentem dele. O personagem principal do livro é outro, os velociraptores, animais inteligentíssimos e com um poder de estratégia maravilhoso.
Para aqueles que não desanimaram no começo do livro, Crichton se torna fantástico no decorrer das páginas, e não apenas pela história surpreendente sobre um parque que definitivamente nunca seria aberto, pois, um parque sobre animais extintos, exímios caçadores, controlados por humanos egoístas, que pensam em dinheiro e detenção de poder, o que no livro chama-se de “o efeito Malcom”: um erro humano desencadeia uma hélice infinita de erros e defeitos, pelo simples fato que no começo de tudo, foi produzido por outro humano. O livro também torna-se fantástico pelo que existe por trás de uma história de ficção que virou filme blockbuster, ou seja, aqueles filmes que possuem apenas o objetivo de ganhar dinheiro e sustentar a indústria cinematográfica, Crichton assume e divulga o egoísmo humano, a burocracia e a política por trás das empresas farmacêuticas que não liberam remédios que curam doenças por dois fatos: quem vai sair com o dinheiro e quem vai sair com a fama. E que para se entender o que deu errado no “Parque dos Dinossauros” ele se encarrega de argumentar com o sustento de palavras verdadeiras sobre os seres humanos. Apesar do livro ter originado um filme blockbuster, apesar de todos nós já sabermos sobre seus principais momentos, o livro tem sua base e sua crítica que merece ser lida e divulgada.

5 comentários:

  1. Good ! (= A Resenha nos faz enterder vários fatos ocorridos no livro e consequentimente no filme.
    By:Maysalb.

    ResponderExcluir
  2. excelente resenha, a continuação da história com o segundo livro "Mundo Perdido" também é excelente e tem até o filme, mas não o filme eh tão bom, principalmente pra quem leu o livro, é triste ver o que fizeram com o roteiro.

    ResponderExcluir
  3. Alguem me diz onde comprar esse livro,ja procurei em todo lugar mas não acho nada.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. http://www.lpm.com.br/site/default.asp?Template=../livros/layout_produto.asp&CategoriaID=616211&ID=608354

      Excluir