terça-feira, 20 de março de 2012

Resenha - "Cidade dos Ossos" de Cassandra Clare

Por Roh Dover 
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks.

Título Original: City of Bones

Autor: Cassandra Clare
Lançamento: 2011
Páginas: 459
Formato: Impresso 
Categoria: Ficção/Aventura
Editora: Galera Record
 #1 série Os Instrumentos Mortais


Sinopse: Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. 
 
Quando se lê muito de um livro, cria-se a expectativa, e quando se tem expectativa, também se tem a decepção. Quem nunca ouviu sobre a série “Os Instrumentos Mortais” de Cassandra Clare não vive no mundo onde nós leitores vivemos. Pega no flagra pela curiosidade me vi debandando para o lado dos que leem “Cidade dos Ossos”, primeiro livro da série de Cassandra Clare.
Clary é uma menina normal que vive com sua mãe em Nova York, Estados Unidos. Tudo muda quando ela é testemunha de algo meramente estranho para os olhos dos humanos, caso estes pudessem ver o que ela viu, dois meninos e uma menina matando um inocente adolescente em uma boate que foi com seu melhor amigo Simon. Clary acaba descobrindo que só ela pode enxergar a cena e tenta impedir sozinha, três adolescentes fortemente armados de assassinar o pobre coitado do menino. Pausa na história para dar minha opinião: descobri que estou ficando muito velha para ler livros assim quando sei que ninguém em sã consciência tentaria ajudar sozinha uma pessoa estranha de morrer na mão de provavelmente três adolescentes psicopatas. Continuando, Clary então, é claro, descobre que os três adolescentes são na verdade Caçadores de Demônios, e que o garoto inocente não tem nada de pobre coitado. E é nessa turbulência que a mãe de Clary desaparece e a partir daí, com a ajuda dos três adolescentes, Jace, Alec, Isabella e também com seu fiel amigo Simon, Clary se aventura no mundo de magia, sombras e descobre que nada foi coincidência e que ela está mais interligada com esse mundo do que gostaria.
Assim que você lê a narração de Clare, já da para descobrir que ela, um dia, foi fanática pela J.K. Rowling e pesquisando você descobre que a autora mantinha uma fanfic, histórias contadas pelos fãs de um dado livro, sobre Draco Malfoy. Está em cada personagem, cada movimento, cada palavra, tudo está impregnado com a magia de Harry Potter. Só que eu posso chegar nos 60 anos e nunca vou usar o termo “estou velha demais para ler isso” no caso do bruxo mais famoso do mundo, caso que aconteceu com “Cidade dos Ossos”. Talvez a expectativa seja a ruína do leitor.
Porém, conforme os capítulos foram passando, eu começava a perceber que estava rindo com o livro, e não aquele riso de deboche, mas aquele riso natural, o livro é divertido, e muito! O sarcasmo de Clare nos envolve, mas não torna a leitura mais fácil. É difícil expressar os sentimentos que o livro me passou sem ter sensações dúbias, o enredo é bom, os detalhes são interessantes, tem coesão na história, tem humor, mas algo de muito importante faltou, apesar de não conseguir expressar o que seja, faltou ao ponto de mesmo sabendo que o livro é bom, não conseguir expressar isso em voz alta sem ter aquela dor por dentro de que algo não está certo.
Apesar desse sentimento estranho, de que o livro é bom, mas faltou algo essencial na construção dele, o final nos deixa com tamanha curiosidade que não tem como não querer ler sua continuação, apesar de saber que deverá ser tão doloroso a virada das páginas quanto foi neste. Tenho a sensação que esse sentimento inexprimível se deve ao fato de que os personagens não me conquistaram, reformulando, Jace não me conquistou e quando o garoto mais sexy do livro não te conquista, nem a trama por mais maravilhosa que seja, consegue.
Mas não desistirei de Cassandra Clare, meu sangue potteriano não me deixa desistir de alguém que um dia ficou famosa pela Trilogia Malfoy, que sabe a estrutura das histórias da escritora mais bem sucedida do mundo e que com certeza faz um final tão bom que mesmo aqueles que sofreram ao ler o livro, serão obrigados a ler o segundo. Dessa vez, sem expectativa nenhuma, talvez a decepção seja a sobrevivência do leitor.

Um comentário:

  1. Parabéns pela resenha Roh! Muito em breve pretendo ler Os Instrumentos Mortais. Abraços!

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