sexta-feira, 23 de março de 2012

Resenha - "A Esperança" de Suzanne Collins

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no TriBooks.

Título Original: Mockingjay
Título Nacional: A Esperança
Autor: Suzanne Collins
Lançamento: 2011
Páginas: 421
Formato: Impresso 
Categoria: Ficção/Fantasia
Editora: Arqueiro
#3 série “Jogos Vorazes”


Sinopse: Depois de sobreviver duas vezes à crueldade de uma arena projetada para destruí-la, Katniss acreditava que não precisaria mais de lutar. Mas as regras do jogo mudaram: com a chegada dos rebeldes do lendário Distrito 13, enfim é possível organizar uma resistência. Começou a revolução. A coragem de Katniss nos jogos fez nascer a esperança em um país disposto a fazer de tudo para se livrar da opressão. E agora, contra a própria vontade, ela precisa assumir seu lugar como símbolo da causa rebelde. Ela precisa virar o Tordo. O sucesso da revolução dependerá de Katniss aceitar ou não essa responsabilidade. Será que vale a pena colocar sua família em risco novamente? Será que as vidas de Peeta e Gale serão os tributos exigidos nessa nova guerra? Acompanhe Katniss até o fim do thriller, numa jornada ao lado mais obscuro da alma humana, em uma luta contra a opressão e a favor da esperança.

Contêm spoiler para quem não leu “Jogos Vorazes” e “Em Chamas”

O desfecho da trilogia “Jogos Vorazes” de Suzanne Collins tem pouca ação, mas muita explicação.  Depois que Katniss é salva da arena pelos rebeldes do Distrito 13, Suzanne dá a ela a capacidade de enxergar o poder político que será Panem nas mãos da líder da rebelião, e o que ela vê não é nada bom.
Katniss se vê no subterrâneo do distrito 13, um distrito inteiro construído embaixo da terra anos e anos após a última rebelião, que supostamente teria destruído qualquer forma de vida por lá segundo a Capital, e se encontra sufocada, não pelo peso da terra em cima dela, mas pelos kilos de autoritarismo que governam os rebeldes do 13. Porém Katniss é altamente utilizável para os que governam a atual rebelião contra a Capital, ela é o Tordo, o símbolo da rebelião, aquela que por um único significado juntará todos os distritos para combater a Capital e seu reinado maquiavélico.
Nesse livro enxergamos mais o personagem Gale, que por mais que ame Katniss, também ama a causa que serve, a rebelião e a vingança pelos anos vividos sufocado pela pressão da Capital. Peeta ainda está nas mãos do presidente Snow, e Katniss se vê horas imaginando que tipo de tortura ele estará sofrendo.
Entre todo o enredo do terceiro e último livro de Collins, entre juntar os distritos, guerrear com a Capital e perder muitos e muitos personagens a escritora detalha sua personagem Katniss com pequenos cristais que vão se juntando até seu desfecho, mostra uma personagem corajosa, que ama sua família acima de tudo, mas que tem um coração congelado para todos os outros.
Collins continua sua crítica à mídia e a política e todo poder que ela exerce em uma sociedade alienada. Mas em “A Esperança” a autora também descreve a obsessão fanática da sociedade por reality shows, transformando a guerra dos rebeldes contra a capital e mais um show ao vivo para a população assistir, como um exemplo de uma extensão dos Jogos Vorazes que a Capital fazia ano após ano. Agora, o produtor dos Jogos está nas mãos dos rebeldes, e Katniss precisa gravar cenas falsas da guerra para demonstrar a população como os rebeldes são fortes e resistentes, enquanto tantos outros morrem, morrem e morrem. Transformando a morte e algo fútil e distante da realidade da sociedade.
Apesar da autora não saber descrever cenas de mortes importantes, que se deram um pouco confusas na narração, ela ganha milhares de pontos com sua última e maior crítica: a guerra é algo grande, forte, que sai do controle, mata e morre e que ao acabar físicamente, não acaba mentalmente e aqueles que estiveram nela viverão eternamente com o som de bombas em seus ouvidos, com o gosto de cinzas em sua boca, e a mancha de sangue em suas mãos.


Citações:
"Francamente, nossos ancestrais não parecem merecer esse respaldo todo. Enfim, olha o estado em que nos deixaram, com as guerras e o planeta destroçado. Visivelmente não davam a miníma para o que poderia acontecer com as pessoas que viveriam depois deles" página 96

2 comentários:

  1. o livro é arrastado e sem graça e sem ação e completamente sem logica! katniss, que é uma guerreira, tem que passar o livro todo em treinamento e recriminando Peeta que está com a mente bagunçada devido as torturas que sofreu. Ela se torna completamente incompreensivel, tendo raiva e repudiando e pensando em como matar Peeta, a pessoa que ela supostamente ama, pq ele esta com "problemas mentais" devido a estar ainda com veneno no corpo e tendo alucinações, mesmo sabendo que esta sendo tratado e que esta se recuperando aos poucos. O fim é deprimente, tudo se resume em 2 paragrafos. O romance deixa de existir e deixando claro que ela so ficou com o cara pq era praticamente a unica opção. O casal principal sofre no primeiro livro, se junta no segundo e sofre, no terceiro é tanta maldade com o Peeta que o leitor acaba pensando que vai ser um final com uma vingança espetadular devido ao excesso de sofrimente, maaaaas, o livro acaba bestamente, sem um final logico ou romantico ou com graça ou com algum minimo detalhe, 20 anos se resumem em 2 paragrafos finais. Livro porcamente escrito.

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    1. Meu Deus! Ham, pois é. Claramente você NÃO gostou do livro, mas se chegou a ler até o terceiro, é porque deve ter se incentivado no primeiro e segundo, penso eu. Realmente, Katniss é uma guerreira, mas para todos ela é uma peça no xadrez deles, só um brinquedo muito valioso na brincadeira dos que tem o poder. Também achei que ela ficou com o cara porque era a opção de que ela mais necessitava, como foi dito no livro, acho que a Katniss nunca gostou de nenhum dos dois, ela só necessitava deles, é do perfil da Katniss e do perfil da personalidade que a escritora narrou sendo sua personagem principal. Mas eu gostei da trilogia em geral e achei muito realista e definitivamente com uma crítica pesada sobre a mídia, a sociedade, a massa, e o poder. Acho que ela poderia ter colocado um epílogo com mais detalhes, mas nada do que eu tenha que reclamar. Enfim, minha crítica está na resenha, é tudo o que eu achei do livro.

      Obrigada e comente sempre! (Só cuidado com os spoilers)

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