segunda-feira, 12 de março de 2012

Resenha: “Sexo na Lua” de Ben Mezrich

Por Juh Garzon

Título Original: Sex on the Moon: The Amazing Story Behind the Most Audacious Heist in History
Autor: Ben Mezrich
Lançamento: 2012
Páginas: 272
Categoria: Não ficção
Editora: Intríseca (Parceria)

Sinopse: Após ser selecionado para o competitivo programa de estágios da Nasa, o universitário Thad Roberts sonha em ser o primeiro homem em Marte, mas uma paixão avassaladora o lança fora de órbita. Como muitos outros, ele promete dar a Lua de presente para a amada. Mas Thad decide cumprir a promessa ao pé da letra. Transforma a fantasia em realidade ao executar um audacioso plano para roubar amostras lunares trazidas pelas missões Apollo e mantidas em um laboratório aparentemente inexpugnável.

Até pôr essa ideia em prática, Thad parecia ter o futuro em suas mãos. Inteligente e carismático, ele se tornou um líder entre seus colegas estagiários e ganhou a admiração e a confiança de um círculo de respeitados cientistas. No entanto, ao receber um e-mail inusitado oferecendo-lhe uma rara pedra lunar, Axel Emmermann, ávido colecionador de pedras e sócio do Clube de Minerais da Antuérpia, na Bélgica, entra em cena. Axel desconfia que há um crime em curso e decide investigar, deflagrando uma cadeia de acontecimentos que mudará, de forma irreversível, a vida de Roberts.

Baseado em pesquisas meticulosas em milhares de páginas de registros judiciais, transcrições de documentos do FBI e dezenas de entrevistas com os principais envolvidos, entre eles o próprio Thad Roberts.




Calma ai. Não é ficção?! Isso quer realmente dizer que alguém teve essa ideia?! SÉRIO? Tô passada. 

Não, de verdade, ninguém me falou que isso não era brincadeira quando me deram esse livro para ler. Ou se me falaram, eu não escutei/prestei atenção. Gente, como assim?! Que burro, dá zero para ele!

Deixa eu falar uma coisa, eu não tenho o mínimo interesse no espaço a não ser ver a Lua durante a noite e procurar as Três Marias e a Cruzeiro do Sul quando não tem nuvens para atrapalhar. Meu pai acredita em ETs. Tipo, ETs mesmo- Varginha e tudo (só não contem para ele que estou zuando da cara dele aqui). Eu acredito em vida em outros planetas e assisti Armageddon para ouvir “I Don’t Wanna Miss a Thing”. E só. Ah! E eu sei o que “Houston, we have a problem” quer dizer (literalmente e no contexto). Mas para por aí. 

Quando tinha seis anos fui ao Kennedy Space Center e não lembro de nada a não ser da foto do meu avô com roupa de astronauta. E só me lembro porque eu não era alta o suficiente para ficar na altura certa para tirar a foto e isso me deixou chateada. Eu deveria ir lá esfregar a minha altura na cara deles agora?! Minha mãe fala (eu fui perguntar sobre esse passeio enquanto estava lendo o livro) que deu para ver a plataforma de lançamento de foguetes e isso a emocionou. Então tá, né... Eu também lembro de ver um simulador e de pensar “nossa, que apertado”. Hoje, literalmente agora, o copo que compramos lá, está servindo de vaso para dois lírios brancos.

E aí todas as meninas fazem um fuzuê por causa desse livro e eu: “????”

E, surpreendentemente, eu gostei. Digo que fiquei surpresa porque, ora, você leu o que eu acabei de escrever acima? NUNCA pensei que fosse ler esse livro sem pensar/falar “$#!###@$%$%@!!!!”. E acontece que é legal!

O personagem do Thad- que por Jesus Cristo, existe! (eu ainda não me conformei)- é muito carismático, na história e para o leitor, e não há como não apoiá-lo e torcer por seu sucesso. Pow, fala aí quantas pessoas você conhece que conseguiriam se formar na universidade em três graduações (tipo, física X³, geo-seiláoque e bla bla bla complicado- que-tem-que-fazer-conta) E aprender russo e japonês AO MESMO TEMPO. Será que ele fez isso mesmo? Falando nisso, vou pesquisar uma foto dele para ver se ele é como eu imaginei (tá, óbvio que não vai ser e depois eu explico), mas calma aí! (......) Maaaaano, olha o cara aqui! Camiseta da Nasa e tudo... caraaaamba! Então, eu imaginei ele assim, porque ele é um ex-mórmon e por culpa do filme “Ela é a Poderosa” eu acho que todo mórmon é assim- haha!

Saaaaca só o que eu acabei de achar: Uma clipagem do caso. Eu quero muito exclamar um palavrão agora, mas vou me segurar em respeito a você que está lendo... vai que não gosta.

Então, tá, ó: curti o livro pra caramba. Isso mesmo, eu curti o livro. Foi gostoso de ler. Mas eu preciso fazer dois comentários: 1º) Na minha humilde opinião, o título “Sexo na Lua” não tem nada a ver. Para publicar a resenha aqui no blog tive que pesquisar o título original, mas mesmo que não tivesse iria pesquisar para saber se era isso mesmo ou uma daquelas traduções brasileiras maravilhosas. Mas já que é isso mesmo, sou inclinada a pensar que foi um título escolhido para chamar a atenção do leitor (claro), mas do leitor errado. Porque vamos ser honestos, você vai querer me convencer de que se alguém chegar para você e falar “ai, to lendo um livro que chama ‘Sexo na Lua’” você não vai dar aquele sorrisinho sacana tipo “áááá safadééénha!”? Pois é, como explicar para o meu pai se ele visse o livro no meu criado mudo?? “Não pai, conta a história de um cara que roubou a NASA” “Aham... (olha para o alto) Deus, o que eu faço com a minha filha?!”. E, no fim das contas, chama isso só por causa de uma cena em que, sim, os personagens fazem sexo, mas com uma pedrinha lunar (avaliada em milhares de dólares) lá ao lado deles. E eu discordo de que o Thad tenha feito isso para impressionar a namorada. Ele já tinha a ideia, a Rebecca (que na verdade chama Tiffany) foi, como ele próprio diz, um catalisador. 

Agora, vem cá... Um cara de 23 anos rouba a NASA (sim, aplausos porque ele conseguiu) e acha que não vai acontecer nada. Ele realmente acredita que vai ficar tudo de boa e que depois ele vai para a praia?! Mano, cala a sua boca! E sabe o que é pior?! O cara que estudou russo E japonês não teve capacidade intelectual para considerar que poderia terminar numa prisão federal. Sério mesmo?!?! Juro, fiquei inconformada. Todo dia a gente vê gif no Tumblr falando que não precisamos de razão para fazermos as coisas que queremos, e eu concordo na maioria das vezes, mas pelo amor de Deus, o cara realmente não pensou que ele iria arruinar a chance dele de se tornar um astronauta?! Algo que se tornou um sonho dele e pelo qual ele batalhou pra caraaaaamba para chegar perto. Não entra na minha cabeça. Será que é porque eu ando no mundo da Lua? Ha!

Tá, a 2ª coisa é que o livro quase não tem diálogos. Eu normalmente odeio histórias que não têm diálogos e essa realmente não tem quase nada, mas, surpreendentemente (de novo) funciona. Mas mantenho a opinião de que algumas frasezinhas a mais não iriam machucar.

Ah, e, para finalizar, posso fazer uma observação? O nome do autor é Bem Mezrich. Ele conta história de um cara que roubou pedras lunares da NADA para vender. O outro livro dele chama “Bilionários por Acaso”. 

:O

2 comentários:

  1. adorei a resenha, o cara foi mto tolo e corajoso! também fiz uma resenha no meu blog: http://donnaflaviaa.blogspot.com.br/2012/12/resenha-sexo-na-lua.html

    Aguardo seu comentário lá hein! Beijos
    E parabéns pelo blog!

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  2. Agora eu fiquei com muita vontade de ler esse livro menina, adorei sua resenha :p

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