quinta-feira, 19 de abril de 2012

Resenha - "A Linguagem das Flores" de Vanessa Diffenbaugh

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no TriBooks

Título Original: The Language of Flowers
Título Nacional: A Linguagem das Flores
Autor: Vanessa Diffenbaugh
Lançamento: 2011
Páginas: 295
Formato: Impresso 
Categoria: Romance/Drama
Editora: Arqueiro

Sinopse: Victoria Jones sempre foi uma menina arredia, temperamental e carrancuda. Por causa de sua personalidade difícil, passou a vida sendo jogada de um abrigo para outro, de uma família para outra, até ser considerada inapta para adoção. Ainda criança, se apaixonou pelas flores e por suas mensagens secretas. Quem lhe ensinou tudo sobre o assunto foi Elizabeth, uma de suas mães adotivas, a única que a menina amou e com quem quis ficar... até pôr tudo a perder. Agora, aos 18 anos e emancipada, ela não tem para onde ir nem com quem contar. Sozinha, passa as noites numa praça pública, onde cultiva um pequeno jardim particular. Quando uma florista local lhe dá um emprego e descobre seu talento, a vida de Victoria parece prestes a entrar nos eixos. Mas então ela conhece um misterioso vendedor do mercado de flores e esse encontro a obriga a enfrentar os fantasmas que a assombram. Em seu livro de estreia, Vanessa Diffenbaugh cria uma heroína intensa e inesquecível. Misturando passado e presente num intricado quebra-cabeça, A linguagem das flores é essencialmente uma história de amor – entre mãe e filha, entre homem e mulher e, sobretudo, de amor-próprio. 

 
A expectativa é a decepção do leitor, disse isso na resenha “Cidade dos Ossos” de Cassandra Clare. Após terminá-lo segui para “A Linguagem das Flores” de Vanessa Diffenbaugh sem expectativa nenhuma.
Não fazia ideia do que se tratava o livro, porque não gosto de ler sinopse e ao ler o primeiro capítulo sobre uma menina com problema psicológico, órfã que acabou de ser emancipada do estado após completar 18 anos eu disse “que coisa é essa?!” levantei uma sobrancelha (é eu consigo fazer isso) e fiz careta com a boca.
Também comentei na resenha de “Cidade dos Ossos” que a decepção pode ser a sobrevivência do leitor. Com certeza foi a sobrevivência do livro em minhas mãos. Após acostumar com a história de Victoria, entender seus problemas e libertar-me do pré-conceito da vida que ela tinha, me vi tocada pelo livro, de coração e alma.
Não é fácil imaginar a vida que Victória teve, e muitos de seus problemas psicológicos nos é explicado, como viver em mais de 10 casas diferentes e todas suas supostas mães te devolvendo porque não querem mais você ou você tendo que ir embora porque a mãe adotiva era uma louca desvairada que tentou te matar.
Os problemas psicológicos de Victória vêm a tona nos primeiros capítulos, tão bem narrados e descritos pela autora que o choque que você leva de ler uma personagem estilo da Victoria te faz largar o livro e sair correndo para voltar no mundo mágico e perfeito de “Cidade dos Ossos”.
Após se emancipar e viver os últimos 18 anos entre mães que decidiam que não te queriam, decidiam que você tinha problemas demais para elas aguentarem e entre o orfanato, Victoria não tinha ninguém e sua única casa era a rua e sua única cama o chão.
Entre a emancipação e a vida presente de Victória ela nos conta a última mãe que teve, sua última esperança e tentativa de um lar aos 10 anos. Elisabeth conseguiu quebrar todas as barreiras que Victória construiu ao longo dos lares que passava e era rejeitada. Ela ensinou a Victória sobre o poder das flores e suas mensagens, e Victória colocou tudo a perder.
Se apegando a única lembrança boa que tinha, conseguiu um emprego em uma floricultura e entre as idas ao mercado de flores,  descobre que não é apenas ela que sabe sobre o segredo mágico das mensagens que as flores são capazes de transmitir, aquele homem misterioso da barraca também sabe sobre elas.
É entre a vida problemática de Victória e sua alegria de viver com Elisabeth no passado, que Vanessa nos conta de forma belíssima a história dessa menina que apesar de não ter esperança nenhuma, aos poucos foi encontrando a beleza que existe na vida brutal da realidade deste mundo.
Nós conseguimos ver nitidamente a transformação dela, seu crescimento e o enfrentar dos obstáculos mentais que ela precisa superar. “A Linguagem das Flores” me tocou e me transformou, uma história incrível que até aqueles que esperam uma expectativa não serão levados a decepção, e aqueles que assim como eu não tinham expectativa nenhuma, serão presenteados com uma história simples e ao mesmo tempo complexa, bela e que transformará cada um que a ler.

Um comentário:

  1. Parabéns pela resenha! Estou ansiosa para ler A Linguagem das Flores! Abraços!

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