sexta-feira, 1 de junho de 2012

Resenha - "Johnny Depp" de Danny White

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks

Título Original: Johnny Depp
Título Nacional: Johnny Depp
Autor: Danny White
Lançamento: 2012
Páginas: 233
Categoria: Biografia Não Autorizada
Editora: Best-Seller

Sinopse: Com charme e excentricidade, Johnny Depp se tornou um dos maiores nomes de Hollywood, em uma carreira consagrada por sucessos cinematográficos de público e crítica, como "Piratas do Caribe" e "Alice no País das Maravilhas". A beleza e o estilo exótico lhe proporcionaram um grande número de fãs em todo o mundo e uma badalada vida pessoal. Nesta biografia, Danny White conta toda a trajetória do ator desde a juventude turbulenta, marcada por drogas e rock’n’roll, o início da carreira, a vida amorosa e os acontecimentos que tornaram Johnny Depp um dos maiores ícones do cinema da atualidade. 
Quando a editora Best-Seller entrou em contato com o TriBooks para perguntar se gostaríamos de analisar o livro “Johnny Depp” de Danny White, o primeiro e-mail que mandei foi para minha colega de blog (e melhor amiga nas horas vagas) se ela deixaria eu ler o livro ou ela iria reivindicar a leitura para ela e entraríamos em um ringue. Isso tudo com uma doçura de um hipopótamo. Como ela sabe que eu piro no Depp e sofro de uma doença em estágio avançado chamado Deppismo, fui a vencedora  e pude passar um final de semana inteiro com o astro hollywoodiano mais sexy do planeta – pelo menos em pensamento.
Danny White faz um apanhado de entrevistas e fofocas que a mídia leva diariamente sobre o mundo dos famosos, o apanhado nesse caso foi tudo que ele pode encontrar sobre Johnny Depp, e com isso construiu uma biografia não autorizada do ator. E posso certificar que ele encontrou muito material para sua pesquisa. Muitas curiosidades aparecem na trama da biografia do ator, coisas como fãs que já perguntaram quanto custa o excremento do Depp – bem nojento não?! – como também fãs que doaram pêlos corporais dentro de cartinhas super fofas para o astro do cinema #weird.
Também ficamos sabendo que Depp acredita seriamente em fantasmas e que espera que um dia possa virar um – Johnny Depp interpretando Jesse do livro “A Mediadora” será um sonho virando realidade? – E entre tantas outras curiosidades essenciais para a vida de uma fã do astro, nos vemos também adentradas em uma contextualização histórica do que acontecia ao redor das produções dos filmes em que Depp fazia. Um dos preceitos que deixa o livro de Danny estrategicamente bem escrito.
Depois que nos é contada a infância e a adolescência do ator, que pasmem, fez realmente sucesso com sua banda The Kids, abrindo shows de bandas ultras famosas até que nos é contado sobre sua primeira atuação no filme “A Hora do Pesadelo” e a partir desse ponto, Danny começa sua contextualização do que acontecia dentro do caldeirão cinematográfico de Hollywood, entrelaçando a vida do próprio Johnny Depp com questões fora da vida do ator, que em dados momentos acabavam por se interagir.
Narrando a vida de Johnny, Dany conta coisas que toda fã suspeita, como ele ser um rebelde romântico ao extremo. E também é ao extremo as desculpas que o escritor arranja para tentar demonstrar que mesmo com todas as burradas e chatices que Johnny já fez na vida, ele é sim um cara simpático, legal e ultra bonzinho. Lendo as partes que narram a explosão de raivas do ator até o momento que ele acaba virando um quarto de hotel de cabeça para baixo, deu para sentir que Depp viveu momentos intensos e preocupantes de depressões, alcoolismo e muita droga, mesmo que o escritor tenha tentado evitar que essas partes se sobressaíssem em sua escrita.
Danny também nos dá um panorama geral sobre como Johnny entendia a mídia, e que desde sempre o ator não se considerava – e não se considera – um astro hollywoodiano, um ser banhado a ouro que necessite de servos o idolatrando -  um dos conceitos que mais faz com que o ator consiga fãs do mundo inteiro – o escritor também transcreveu uma entrevista em que Johnny comenta que a mídia trata os atores como produtos e os moldam de acordo com o que a sociedade precisa – Johnny e suas palavras sábias que nos fazem cair de amores ainda mais.
O escritor vai narrando a vida de Johnny e a contextualização histórica de Hollywood conforme os papéis para atuar aparecem para Johnny, assim como aparecem as mulheres de Johnny. Entre um casamento quando tinha 20 anos e vários noivados, Danny constrói um Johnny que conhecemos muito bem, o apaixonado – aquele mesmo que atuou tão bem em “Don Juan de La Marco” – o lado romântico de Johnny transpareceu tanto na mídia que as mulheres começaram a colar nos carros adesivos que diziam “buzine se você nunca foi noiva de Depp” #rimuito. Johnny não era o único romântico do par, sua ex-noiva Winona chegou a comprar uma estrela – sim, aquela do céu que a gente vê a noite – e a nomear de Jun e dar de presente para Depp, já Kate Moss se envolveu em um alcoolismo e drogas pesado depois que Johnny a trocou pela Vanessa Paradis, sua atual - nem tão atual - mulher e mãe de seus dois filhos. Não conhece Paradis? ("Vou de táxi, você sabe, tava morrendo de saudade") Leu no ritmo não é? Conhece a música? Pois é.
Claro que Danny também comenta sobre o que a crítica fala sobre a atuação de Johnny, e uma das frases que mais me chamaram a atenção foi a “Johnny é um cara multifacetado”, nenhuma palavra descreveu tão bem o trabalho do astro como essa, exemplificando as multi personalidades que Johnny consegue atribuir individualmente para cada personagem que atua. A pessoa que não concorda, por favor, vá lá assistir “Edward Mãos de Tesoura”, depois segue para “Em Busca da Terra do Nunca” e termine com “Piratas do Caribe”.
Entre outras coisas que Danny narra, também está a morte de Heath Ledger que o escritor traduz como uma “overdose acidental” – Oi?! – e que dos três substitutos de última hora, Johnny foi o que entrou “mais graciosamente no papel, e com menos esforço”. O filme em questão foi “O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus” e realmente não conseguimos distinguir quando é o verdadeiro Heath e quando é Johnny na atuação. Outra curiosidade? Danny comenta no livro que em 2010 fizeram uma lista dos atores que mais morreram em cena, e Johnny ficou em terceiro lugar, perdendo para Robert de Niro – Gente, como assim, e o Sean Benn!?
Danny White consegue passar visivelmente o Johnny que nós fãs conhecemos com uma visão ampla de seu mundo e tudo que estava ao seu redor. Aquele cara que um dia foi rebelde, fã de filme alternativo, apaixonado, excelente ator e acima de tudo, o cara inteligente que entende que sua profissão é igual a qualquer outra, mas que é supervalorizada. Aquele cara que é fã e amigo de Hunter Thompson – o pai do jornalismo gonzo (fiquei tão emocionada nessa parte!) e mesmo que tenha largado parte de sua personalidade para virar perante a mídia um pai de família que abaixou a cabeça para os filmes blockbusters, ainda mantem como a bíblia de seu mundo interno o livro “Pé na Estrada” e que segue como oração os passos do beat Jack Kerouac. 
Oi. Para tudo. O livro favorito do Johnny é “Pé na Estrada” de Jack Kerouac? Corre ler o livro sobre a geração beat, pai dos livros de Road trip. #asleitoraspiram
Enfim, está na cara – e na capa – que o livro “Johnny Depp” é em primeiro lugar para as fãs da atuação de Johnny, para as fãs do corpo de Johnny e para as piradas total pelo Johnny Depp. Mas, mais que isso, é um livro para aqueles que querem ter uma visão de como é cruamente o mundo de Hollywood, pelos olhos de um dos atores mais bem pagos e mais bem conceituados dentro e fora do mundo cinematográfico.

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