quarta-feira, 13 de junho de 2012

Resenha - @mor de Daniel Glattauer

Por Roh Dover
Esta resenha também foi publicada no blog TriBooks

Título Original: Gut Gegen Nordwind
Título Nacional: @mor
Autor: Daniel Glattauer

Lançamento: 2012
Páginas: 184
Categoria: Romance/ Internet
Editora:Suma de Letras

Sinopse: Num e-mail enviado por engano, começa um relacionamento virtual que testa as convicções de Leo Leike e Emmi Rothner. Inicialmente, Emmy só queria cancelar uma assinatura de revista. Depois, inclui Leo por engano entre os destinatários de um e-mail de boas festas. Na terceira troca de e-mails, o mal-entendido dá lugar à atração mútua, reforçada pelo fato de um nunca ter visto o outro. Nada como a curiosidade instigada por frases bem encadeadas chegando a intervalos regulares numa caixa postal eletrônica para que os dois se esqueçam dos possíveis impedimentos. O austríaco Daniel Glattauer dá nova vida à tradição epistolar em @mor, primeiro de dois romances que exploram um relacionamento sustentado basicamente em trocas de e-mails. Romance de estreia de Glattauer e campeão de vendas na Alemanha e na Espanha, o livro explora, sob roupagem moderna, sentimentos familiares a amantes de todas as gerações.

Desde a trilogia “Boy” da Meg Cabot em que o enredo é sustentado por e-mails e mensagens de texto, qualquer livro que se remeta a este tipo de história eu leio. Descobri meses atrás que existia um chamado “TweetHeart”, e meus olhos brilharam quando descobri que a história inteira era escrita através de tweets.
Então não foi a toa que peguei @mor de Daniel Glattauer para ler. A sinopse do livro é muito chamativa e a chamada de Der Spiegel na capa, diferente de “Onze” de Mark Watson, é puramente verdadeira. Quando ele diz “um dos diálogos amorosos mais inteligentes e encantadores da literatura atual” ele está resumindo pontualmente nossos sentimentos enquanto estamos lendo @mor.
Os primeiros diálogos entre Emmy e Leo nos fazem dar boas risadas. Emmy manda um e-mail cancelando uma assinatura de uma revista e por engano chega até Leo no e-mail dele. Assim como a vida de Emmy com o Leo e a vida de Leo com a Emmy. Nada mais na vida deles será igual depois dessa simples e enganosa troca de e-mail.
A partir das primeiras páginas eles se apaixonam pelas pessoas que eles imaginam ser atrás da tela do notebook. Nessa parte nós nos desconectamos do livro. Quem em sã consciência hoje em dia trocaria e-mail e se apaixonaria por um completo desconhecido?! A partir da terceira resposta do estranho desconhecido eu com certeza o chamaria de O Psicopata da Rede Digital e bloquearia ele da minha vida virtual – pra sempre.
Emmy não fez isso #alouca. E depois damos graças a Deus por ela não o ter feito. Conforme as poucas páginas do livro vão passando, começamos a nos conformar com a estranheza da situação. Entendemos o lado de Emmy e por que ela se apaixonou pelo Leo imaginário dela, e conhecemos um pouco do porque Leo precisa escrever para Emmy. Não, ele não é O Psicopata da Rede Digital como pensei.
Depois que voltamos a nos conectar com o livro, também nos apaixonamos pelos personagens e por suas necessidades de escrever um para o outro. Além daquela vontade irreverente que nos passa de seguir para a página adiante e saber se eles vão se encontrar na vida real, longe dos e-mails virtuais.
Se eles se encontram ou não, só lendo para saber. Mas Daniel escreve uma história de amor virtual maravilhosamente bem. Nos encantamos com os diálogos e rimos com os personagens. Ficamos ansiosos e tensos. Ficamos com raiva e xingamos. Damos conselhos e lemos. Emmy e Leo se tornam parte da nossa amizade, que assim como o amor deles, nasce do nosso imaginário e lá fica para sempre.
Citações Favoritas
"Não se pode repetir os velhos tempos. Como o nome já diz, esses tempos são velhos. Novos tempos não podem nunca ser como os velhos tempos. Quando se tenta, eles parecem, tão somente antigos e gastos, como aqueles pelos quais se suspira."

5 comentários:

  1. Parabéns pela resenha Roh! Já li @mor e amei! Beijos!

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  2. Interessante, mas muito repetitivo, o que torna a leitura monotôna ....

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  3. Interessante, mas muito repetitivo, o que torna a leitura monotôna ....

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  4. Amei ! Não conseguia para de ler!

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  5. Amei ! Não conseguia para de ler!

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