sexta-feira, 13 de julho de 2012

Resenha - "Os Turistas" de Jeff Hobbs

Por Francine Estevão

Título Original: The tourists
Título Nacional: Os Turistas
Autor: Jeff Hobbes
Lançamento: 2010 (original: 2007)
Páginas: 382
Categoria: Ficção
Editora: Rocco

Sinopse: Sete anos após a formatura, ex-colegas de classe da Universidade de Yale precisam enfrentar seu passado enquanto tentam conquistar a fortuna e a glória na cidade de Nova York. Às vésperas de completar 30 anos, o narrador do livro, cujo nome jamais é revelado, e os amigos Ethan Hoevel, David Taylor e Samona Ashley se veem inesperadamente reconectados em uma trama que mistura sexo, mentiras e traições. Recuando e avançando no tempo, o narrador anônimo revela, aos poucos, o passado e o presente de quatro velhos conhecidos que vivem descompromissadamente como turistas.

Difícil fazer resenha de um livro que você acha que não gostou embora ele tenha te prendido do início ao fim e feito você pensar na sua própria vida.

Em primeiro lugar, “Os turistas” é um tanto confuso, mas não de um jeito que prejudica a leitura porque ele faz você se envolver. Acho que esse é o principal ponto positivo. Ele te leva a fazer parte da história dos quatro personagens principais como se você os tivesse conhecido na universidade, onde eles se conheceram, te levando a querer saber o que tem acontecido na vida deles depois daqueles anos.

O narrador, sem nome, que sabe tudo de todos, conta a história dele, um escritor/jornalista fracassado, de Ethan Hoevel, um famoso designer, de Samona Ashley, ex-modelo que abriu uma estamparia e de David Taylor, que trabalha com finanças, oito anos depois de os quatro terem deixado Yale.

Ele narra como cada um seguiu sua vida e o que eles se tornaram depois da universidade e das promessas e sonhos criados naquele tempo até que a vida dos quatro se cruza novamente, oito anos, depois em um jogo de manipulação planejado por Ethan, gay, que já teve um caso com o narrador e que então seduz Samona, grande amor da vida do narrador, mas que é casada com David. Enquanto isso, David, que também não é nenhum santinho, leva uma vida medíocre, a parte das armações de Ethan, das aventuras da esposa, o que não dura muito e ele também acaba se vendo envolvido nesse “quadrado” amoroso.

David, embora seja um personagem secundário, digamos assim, foi o personagem que mais me interessou em todo o livro porque é em cima dele que o escritor faz a reflexão, talvez clichê, mas extremamente real, sobre o que acontece com a gente e com os nossos sonhos quando viramos “gente grande”.


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