sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Resenha - "O Homem de Gelo" de Philip Carlo

Por Francine Estevão

Título Original: The Ice Man
Título Nacional: O Homem de Gelo – confissões de um matador da Máfia
Autor: Phillip Carlo
Lançamento: 2007
Páginas: 486
Editora: Landscape
Categoria: Biografia

SinopseEsta é a biografia de Richard Leonard Kuklinski, que exerceu a profissão de matador de aluguel por quarenta e três anos, e executou mais de 200 pessoas sob a tutela da máfia de New Jersey. O homem de gelo - confissões de um matador da máfia é fruto de mais de 240 horas de entrevistas frente a frente com Kuklinski na Penitenciária Estadual de Trenton. As entrevistas foram realizadas pela rede de TV HBO, cujo documentário final recebeu diversos prêmios.
O autor Philip Carlo divide a obra em cinco capítulos e mostra como era a relação de Kuklinski com seus pais e irmãos, os primeiros trabalhos para a máfia, os assassinatos com requintes de crueldade, a profissão, a relação com seus filhos, esposa e, finalmente, a prisão.
Richard Kublinski recebeu o apelido de homem de gelo porque deixava algumas de suas vítimas em um congelador, retirando-as depois de alguns dias. Deste modo os investigadores não conseguiam precisar quando o crime havia sido cometido. Segundo a produtora da HBO, Gaby Monet, Kuklinski era um homem frio e totalmente desinteressado pelos sentimentos humanos, porém de uma sinceridade tremenda. Quando os chefões da emissora assistiram o trabalho de Gaby, ficaram extasiados. Qualquer espectador que o assistisse sentiria calafrios. Ele matava com revólveres, veneno, porretes, facas, usando os próprios punhos, chave de parafuso, picadores de gelo e até mesmo fogo. O documentário foi ao ar pela primeira vez em novembro de 1999 e da noite para o dia Richard se transformou em um superstar do crime.
Só para se ter uma idéia da frieza de Kuklinski, os mafiosos, sabendo de sua fama, o pagavam o dobro do valor combinado se ele fosse capaz de levar a vítima à morte com um alto grau de sofrimento. Certa vez, descobriu um modo de eliminar os corpos de suas vítimas: jogava-os em uma caverna infestada de ratos que devoravam o cadáver rapidamente, eliminando qualquer pista ou vestígio.
Mas qual seria a causa de tanta crueldade? O que aconteceu com Richard Kuklisnki para que ele viesse a se transformar no homem de gelo? Segundo o próprio assassino, se alguém contribuiu para isso, esse alguém foi seu pai. "Eu não culpo ninguém por nada, mas ele fez de mim uma pessoa perversa, disso eu tenho certeza".



Um pai dedicado, um marido fiel e o matador favorito da Máfia.

Em "O Homem de Gelo", Phillip Carlo retrata com detalhes a história de Richard Kuklinski desde seu nascimento até sua morte.

O polonês que ficou conhecido como um dos assassinos mais famosos da história dos EUA (graças aos vários documentários da HBO sobre sua vida) tem em sua conta ao menos 200 assassinatos praticados das mais variadas formas. Ele matava com armas, facas, veneno, o que fosse, e se desfazia dos corpos das maneiras mais bizarras possíveis. Alguns, ele deixava caído no mesmo lugar em que a morte se dera, outros ele congelava, dava de comida aos ratos, esquartejava e guardava em barris, entre outros métodos nada sutis.

O mais curioso no livro e em toda a história de Richard é que por pior que ele seja (o Richard), você acaba criando uma simpatia pelo “Grandalhão”.

Acredito que isso não justifique suas ações, já que até mesmo o próprio Richard diz que não sabe o que as justifica, mas o autor se preocupa em contar alguns dos motivos que podem ter levado Richard a praticar tantos crimes.

Kuklinski teve uma infância difícil. Ele era motivo de piada por parte dos colegas e apanhava do pai. Durante essa fase, Richard perdeu um irmão que morreu depois de uma agressão do pai. Ele então começou a roubar para comer e aos poucos foi se envolvendo no mundo do crime e suas ações ilegais foram crescendo até que ele começou a roubar carros além de revistas com histórias de crimes reais que ele lia na marra, já que nunca foi um bom aluno e mal sabia ler.

Depois de anos aguentando piadas e chacotas, ele decidiu que era hora de parar com aquilo e foi assim que o “polaco” cometeu seu primeiro assassinato e sua primeira omissão de corpo. Assim, Richard começou a ganhar espaço e respeito, mesmo que ninguém soubesse que era dele a autoria dos crimes que começaram a aparecer.

“Eu nunca, nunca mais na minha vida vou permitir que alguém abuse de mim.” (p.45)

Richard então passa a cometer mais e mais crimes, ficando cada dia melhor no que ele faz (muitas vezes simplesmente por prazer) e se tornando um especialista em fazer isso de maneira que nunca ninguém nem suspeite dele. Com isso, o assassino profissional em que ele se torna começa a ficar conhecido pelas famílias de mafiosos que passam a contratá-lo para fazer grandes serviços em troca de muito dinheiro.

Ele se torna o favorito da Máfia até ficar rico com isso e conseguir sustentar (bem) sua família (que não faz nem ideia do monstro que ele é). Eis ai seu grande ponto fraco, sua família. Apesar das agressões à sua mulher, ele a ama mais que tudo e vai ser fiel a ela até o fim da vida. Ele também possui um amor incondicional pelos filhos que têm tudo do bom e do melhor, principalmente no que depender de Richard.

Aos poucos, o autor do livro vai mostrando como Richard vai crescendo e ganhando respeito no mundo do crime embora não possa ser incorporado a nenhuma família da Máfia por não ser italiano e a forma como ele vai se tornando um pouco daquilo que o pai dele era para ele, sua mãe e irmãos.

Por outro lado, o livro mostra também o descaso da polícia e de outras autoridades com as vítimas de Richard, principalmente aquelas que apareciam mortas no meio da rua do nada.
Foram anos de crimes em plena luz do dia – bastava um movimento errado no trânsito para que ele saísse de si e matasse o motorista do outro carro – impunes.

No fim, Richard acaba preso e acaba revelando, aos poucos, seus grandes feitos desde o primeiro até o último crime cometido.

Algumas cenas são extremamente fortes e ficam pior ainda se você tiver a consciência de que tudo aquilo que você está lendo realmente aconteceu.

O livro contado entre narrativas e declarações do próprio Richard, da sua família e de outras pessoas que participaram de alguma forma de sua vida faz a leitura fluir, o leitor se envolver e terminar o livro com seu próprio julgamento sobre Richard. Aliás, esse é um aspecto interessante de “O Homem de Gelo”. Em momento algum o autor faz algum julgamento de Richard. Percebemos com a leitura que os fatos são narrados sem juízo de valor. 

Além dos documentários, a história de Richard Kuklinski deve virar em breve um filme. Mais especificamente uma adaptação deste livro. As gravações começaram neste ano.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Nicholas Sparks voltará ao Brasil em 2013

Por Roh Dover

Foto: Maria Julia Raz



Nicholas Sparks anunciou via Twitter por meio de (tentativas) mensagens em portugues para seus fãs brasileiros sua vinda ao Brasil em 2013. Abaixo segue as mensagens:

Quero vist Brasil e Portugal! São países bonitas!
Vou vist Brasil em 2013! Em turnê. Eu não sei quais as cidades que vai visitar, mas estou animado!
Eu não falo bem o português. Eu sei. Mas estou tentando!
Eu estou escrevendo meu novo romance, e eu acho que as pessoas vão adorar!  


terça-feira, 28 de agosto de 2012

CLUBE DO LIVRO FNAC: Convite Próximo Encontro Clube de Leitura Sociedade do Livro


Sorteio do mês - SETEMBRO: "Os Turistas" de Jeff Hobbs


Sinopse: Sete anos após a formatura, ex-colegas de classe da Universidade de Yale precisam enfrentar seu passado enquanto tentam conquistar a fortuna e a glória na cidade de Nova York. Às vésperas de completar 30 anos, o narrador do livro, cujo nome jamais é revelado, e os amigos Ethan Hoevel, David Taylor e Samona Ashley se veem inesperadamente reconectados em uma trama que mistura sexo, mentiras e traições. Recuando e avançando no tempo, o narrador anônimo revela, aos poucos, o passado e o presente de quatro velhos conhecidos que vivem descompromissadamente como turistas.

Resenha aqui


Sorteio válido até 26 DE SETEMBRO de 2012.







Para participar do sorteio é OBRIGATÓRIO:

1 - Residir no Brasil

2 - Seguir o blog publicamente pelo Google Friend Connect (basta ter uma conta no Gmail, Twitter ou Facebook) – ao fazer isso você deve preencher o formulário como “primeira participação”

3 - Deixar um comentário neste post

4 - Preencher o formulário abaixo






CHANCES EXTRAS:

-seguir a @Sociedade_Livro no twitter (preencher o formulário mais uma vez)

-divulgar no twitter a frase: “Quero ganhar o livro “Os Turistas” que a @Sociedade_Livro está sorteando http://migre.me/atFOl" (preencher o formulário mais uma vez)

-adicionar a Sociedade do Livro no Facebook (preencher o formulário mais uma vez)

Avisos:

- A primeira participação é OBRIGATORIAMENTE seguir o blog da Sociedade e comentar neste post (não serão aceitos formulários que estiverem marcando as opções extras como primeira participação).
- As pessoas que não seguirem as regras OBRIGATÓRIAS serão DESCLASSIFICADAS caso sejam sorteadas, sendo feito assim um novo sorteio.
- O ganhador vai receber um e-mail da Sociedade do Livro informando que ele ganhou o sorteio. Ele tem até 5 dias para responder o e-mail para a nossa equipe. Se não aparecer dentro deste prazo estabelecido, o sorteio perde o valor e um novo sorteio é realizado.O sorteio vai ser feito pelo site random.org e faremos um print na página, para mostrar o ganhador.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Resenha - “O Diário de Jack, o Estripador” de Shirley Harrison


Por Maju Raz



Título Original: “The Diary of Jack the Ripper: The Chilling”
Título Nacional: “O Diário de Jack, o Estripador”
Autor: Shirley Harrison
Lançamento: 2012
Páginas: 504
Editora: Universo dos Livros
Categoria: Investigação Criminal

Sinopse: Estou com medo de olhar tudo o que escrevi. Talvez fosse mais sensato destruir isto, mas em meu coração não consigo me obrigar a fazê-lo. Já tentei uma vez, mas como o covarde que sou, não consegui. Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda que o homem que me tornei não era o homem que um dia fui. O que está por trás do polêmico diário atribuído a Jack, o Estripador, um dos mais cruéis psicopatas da História.

“Esse livro é dedicado àquelas mulheres muitas vezes esquecidas de Whitechapel que foram violentamente massacradas em 1888, e cujas mortes foram eclipsadas pelo mistério de seu assassinato.”

“O diário de Jack, o Estripador” é um livro que relata o que está por trás do polêmico diário conferido a “Jack,o Estripador”, pseudônimo dado a um dos mais cruéis psicopatas da História, não identificado, que atuou em Whitechapel, Londres por volta de 1888.  Suas vítimas eram prostitutas que tinham garganta e corpo mutilados. 

O hipotético “Jack” chamava-se James Maybrick. James foi casado com uma jovem chamada Florence que o traiu. Sendo assim seus instintos assassinos só pioraram depois disso. O próprio James relata em seu diário que “tornou-se assim, um assombro por causa dela”. 

Antes de você começar a ler o livro você pensa: “Ah isso deve ser mais uma ficção”, mas não é. A escritora certifica que o diário não é falso e perpetra uma introdução explicando os vários processos de autenticação que o diário passou. – “Se este Diário for uma falsificação moderna- e tenho certeza de que não é – e se eu fosse o fraudador, eu o consideraria o ápice de minha realização literária.” (Bruce Robinson).

Shirley estudou intensamente o assassino e, para trazer mais veracidade, traz no fim do livro anexo com fotos e imagens ligadas a Jack, o Estripador e os manuscritos em inglês do diário. 

A leitura do diário não é nada uma “Anne Frank”. É arrepiante e chocante. Os relatos são frios, doentios, insanos e pior, verdadeiros. 

“Decidi que da próxima vez vou arrancar os olhos e mandá-los para aquele tolo do Abberline. Bastardo. Bastardo. Arranque os olhos, arranque a cabeça, deixe tudo para os mortos. Isso não me diverte…” Páginas 473/475

As únicas falhas do livro são que além de a autora explicar muitas vezes as mesmas coisas de formas diferentes (o que torna o livro um pouco cansativo) as folhas são amarelas e muito claras, cansando a vista e embaçando a página que você está lendo já que transparece a página de trás.

Fora isso o livro é extremamente interessante e informativo. Recomendo pra quem gosta do tema investigação criminal, mas leiam de estômago vazio.

domingo, 26 de agosto de 2012

RESULTADO SORTEIO DE AGOSTO – “Tudo o que ela sempre quis” de Barbara Freethy

Esse mês, além de agradecer a todos que participaram do sorteio, gostaríamos de agradecer a editora Novo Conceito, que nos deu o livro para o sorteio.

Resultado Sorteio do Mês – “Tudo o que ela sempre quis” de Barbara Freethy



Lembrando que o sorteio foi feito pelo random.org.

Parabéns, CRISTIANE MARIA DORNELAS SILVA. Você vai receber o nosso e-mail e tem 5 dias para responder. Se dentro desse prazo nós não recebermos o e-mail com seus dados, outro sorteio vai ser feito.
Obrigada a todos que participaram.
E não percam o sorteio de setembro!

sábado, 25 de agosto de 2012

CLUBE DO LIVRO FNAC: Encontro Sociedade do Livro – 18 de SETEMBRO


No dia 18 de setembro, a Sociedade do Livro se reúne às 19h30, no espaço de eventos da Fnac do Ribeirão Shopping para falar sobre o lançamento da Editora Novo Conceito, “Cuco” de Julia Crouch.

O livro foi escolhido pelos participantes do último encontro, em agosto, depois de uma votação entre os presentes.

Além de falar de “Cuco”, vamos também conversar sobre outros livros que temos lidos e que vocês, participantes, têm lido.

Ao final do encontro de setembro, vamos votar o livro para outubro e também fazer os já tradicionais sorteios de livros e brindes disponibilizados pelas editoras parceiras da Sociedade do Livro.

Lembrando que o evento é gratuito e mesmo quem não tiver lido o livro do mês pode participar e levar sugestões de leituras para a gente.

Para dúvidas e sugestões, entrem em contato com a gente pelo sociedadedolivrorp@gmail.com


“Cuco” de Julia Crouch




Sinopse: Polly é a mais antiga amiga de Rose. Então quando ela liga para dar a notícia que seu marido morreu, Rose não pensa duas vezes ao convidá-la para ficar em sua casa. Ela faria qualquer coisa pela amiga; sempre foi assim. Polly sempre foi singular — uma das qualidades que Rose mais admirava nela — e desde o momento em que ela e seus dois filhos chegaram na porta de Rose, fica óbvio que ela não é uma típica viúva. Mas quanto mais Polly fica na casa, mais Rose pensa o quanto a conhece. Ela não consegue parar de pensar, também, se sua presença tem algo a ver com o fato de Rose estar perdendo o controle de sua família e sua casa. Enquanto o mundo de Rose é meticulosamente destruído, uma coisa fica clara: tirar Polly da casa está cada vez mais difícil.


Encontro de SETEMBRO da Sociedade do Livro
Data: 18/09/2012 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Fnac Ribeirão Shopping
Livro do mês: “Cuco”  de Julia Crouch

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Ai meu Deus, Ai meu Jesus" de Carpinejar


Pela primeira vez Carpinejar, jornalista, poeta e mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS, lança um livro de crônicas temático. Em Ai meu Deus, Ai meu Jesus, ele trata de situações e assuntos relacionados a amor e sexo. 
"O livro é roupa de cama: colcha, lençol e fronha de palavras. Preenchendo os vazios, moldando as performances, detalhando os sentimentos, cobrindo e descobrindo o sexo. O encontro dos amantes, a rotina dos pais, a euforia do início do casamento, a negação do amor. Ao dissecar como ninguém a natureza da alma feminina, mais uma vez Carpinejar escancara a porta do quarto."

Confira um dos textos do livro:

TEMPO É TERNURA

Perder tempo é a maior demonstração de afeto. A maior gentileza. Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas. Ler um livro para o filho pequeno dormir. Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar
 fazendo suas coisas. Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto. Preparar um assado de 40 minutos. Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.

Levar uma manhã para alinhar os quadros, uma tarde para passar um paninho nas capas dos livros e lembrar as obras que você ainda não leu. Experimentar roupas antigas e não colocar nenhuma fora. Produzir sentido da absoluta falta de lógica.

Tempo é ternura.

O tempo sempre foi algoz dos relacionamentos. Convencionou-se explicar que a paixão é biológica, dura apenas dois anos e o resto da convivência é comodismo.

Não é verdade, amor não é intensidade que se extravia na duração.

Somente descobriremos a intensidade se permitirmos durar. Se existe disponibilidade para errar e repetir. Quem repete o erro logo se apaixonará pelo defeito mais do que pelo acerto e buscará acertar o erro mais do que confirmar o acerto. Pois errar duas vezes é talento, acertar uma vez é sorte.

Acima da obsessão de controlar a rotina e os próximos passos, improvisar para permanecer ao lado da esposa. Interromper o que precisamos para despertar novas necessidades.

Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou. É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo. Criaram mais chances do que os demais. Superaram preconceitos. Perdoaram medos. Dobraram o orgulho ao longo das brigas. Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas. Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.

Crônica do livro "Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus" (Bertrand Brasil, 256 páginas)


Fonte:  BertrandBrasil

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Resenha - "Cinquenta Tons de Cinza" de EL James


Por Francine Estevão

Título Original: Fifty Shades of Gray
Título Nacional: Cinquenta Tons de Cinza
Autor: EL James
Lançamento: 2012
Páginas: 455
Editora: Intrínseca
Categoria: Adulto

SinopseQuando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos.

Você com certeza já ouviu falar de “CinquentaTons de Cinza” e criou um mito em torno do livro. Ou você leu para concordar com tudo aquilo que estavam falando, ou você leu para poder discordar com conhecimento de causa.

Para começar é preciso tentar entender o porquê de Christian Grey ser como é. E isso a autora consegue passar bem. Antes de mais nada, ela faz com que nos apaixonemos por ele e custamos a acreditar que ele tenha uma tendência controladora e que seja um sadomasoquista. No entanto, ao longo da história, EL James coloca em Ana a nossa curiosidade para saber o porquê de ele ser assim e aos poucos ela vai dando explicações que se não justificam ao menos amenizam a “culpa” que podemos infligir a Christian.

Ana, uma jovem inocente (até demais pro meu gosto) e prestes a se formar, o conhece sem querer quando vai no lugar da melhor amiga entrevista-lo e acaba se encantando de um jeito diferente pelo empresário.
Ela, apesar de desajeitada, não passa despercebida a Grey que desenvolve uma atração irresistível por Ana. Ele então se aproxima dela que acaba não resistindo aos encantos dele, mesmo com os avisos do próprio de que ele pode ser perigoso para ela.

E enquanto Ana e Gray desenvolvem uma relação complicada e até, por que não?, misteriosa, enquanto Ana passa pelo dilema aceitação do novo, do diferente x se manter fiel a quem ela é, o que proporciona uma boa discussão sobre até onde aguentamos em nome do amor, quem diverte as leitoras é a Deusa Interior da jovem que nos faz rir o tempo todo. Sério, ela é o máximo!

O livro não é tão forte que não possa ser suportado nem tão fraco que possa ser desprezado. Mas para saber melhor, vale a pena ler. Afinal, a história é muito bem contada e a leitura é simples, fácil e rápida. 

50 Tons de Cinza vende 100 mil cópias no Brasil


Por Francine Estevão 


Em 16 dias desde o lançamento, “50 Tons de Cinza”, de EL James, vende 100 mil cópias no Brasil. O equivalente a 6.250 livros por dia.

Os números são da assessoria da editora Intrínseca, responsável pela distribuição do livro, e se somam aos 40 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo.

“50 Tons Mais Escuros”, continuação de “50 Tons de Cinza” tem lançamento previsto para 15 de setembro no Brasil.

O terceiro livro da série, “50 Tons de Liberdade”, chega às livrarias em primeiro de novembro.

Fonte: Terra

Conto de Jennifer Egan vai começa a ser publicado na segunda-feira


Por Francine Estevão



A partir desta segunda-feira, dia 20, até o dia 30 de agosto, a editora Intrínseca vai publicar em seu twitter (@intrinseca) o conto da escritora Jennifer Egan, “Caixa Preta”.

Durante os 10 dias, vão ser postados um tuíte por minuto durante uma hora, das 22 às 23 horas.

O conto foi originalmente escrito em forma de tuítes e publicado no perfil da revista norte-americana New Yorker.

“Caixa Preta” conta uma história de espionagem que se passa no futuro.

No dia 31 de agosto, a história vai ser publicada em e-book.

Fonte: Intrínseca

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Livro: um santo remédio

Por Juliana Garzon
Do Blog da L&PM

Que livro é uma terapia, que engrandece o espírito, que relaxa e estimula o cérebro, a gente já sabe. Tanto é assim que, no Egito antigo, as bibliotecas eram locais não apenas para se adquirir conhecimento, mas também espiritualidade. Os gregos também associavam os livros ao tratamento médico e espiritual, concebendo suas bibliotecas como “a medicina da alma”.

A partir do Século XX, as bibliotecas terapêuticas começaram a se disseminar a partir dos EUA e a biblioterapia passou a ser usada dentro de hospitais. Atualmente, muitos são os estudos que mostram a eficácia desta terapia no ambiente hospitalar, alcançando cura ou diminuindo os sintomas de até 80% das doenças.

Baseado nesses dados, este ano entrou em tramitação na Câmara Federal o Projeto de Lei 4186, de autoria do deputado federal Giovani Cherini, para tornar obrigatória a presença de livros nos hospitais públicos, farmácias e drogarias, devidamente autorizados pelo Ministério da Saúde.

Para nós isso não é novidade. Já faz muitos anos que farmácias de cidades como Porto Alegre, Santarém, Recife e Natal possuem displays com os livros da Coleção L&PM Pocket. E o melhor: sem nenhuma contra indicação.



Quem adoraria ver esta iniciativa na sua cidade levanta a mão! \o/



sábado, 11 de agosto de 2012

DICA: Conselhos de grandes nomes da literatura

Por Francine Estevão

Alguns grandes nomes da literatura mundial deixaram em suas respectivas épocas conselhos literários. Espécies de mandamentos que iriam servir de exemplo para muitos outros autores ao longo de suas jornadas de escrita de um livro, conto...ou qualquer outro trabalho de redação.

Segue abaixo alguns desses conselhos de grandes nomes da literatura:

1 — Mintam sempre. (Juan Carlos Onetti)

2 — Elimine toda palavra supérflua. (Ernest Hemingway)

3 — Uma coisa é uma história longa e outra é uma história alongada. (Gabriel García Márquez)

4 — Antes de segurar a caneta, é preciso saber exatamente como se expressaria de viva voz o que se tem que dizer. Escrever deve ser apenas uma imitação. (Friedrich Nietzsche)

5 — Não sacrifiquem a sinceridade literária por nada. Nem a política, nem o triunfo. Escrevam sempre para esse outro, silencioso e implacável, que levamos conosco e não é possível enganar. (Juan Carlos Onetti)

6 — Use frases curtas. Use parágrafos de abertura curtos. Use seu idioma de maneira vigorosa. (Ernest Hemingway)

7 — Não force o leitor a ler uma frase novamente para compreender seu sentido. (Gabriel García Márquez)

8 — O escritor está longe de possuir todos os meios do orador. Deve, pois, inspirar-se em uma forma de discurso expressiva. O resultado escrito, de qualquer modo, aparecerá mais apagado que seu modelo. (Friedrich Nietzsche)

9 — Não escrevam jamais pensando na crítica, nos amigos ou parentes, na doce noiva ou esposa. Nem sequer no leitor hipotético. (Juan Carlos Onetti)

10 — Evite o uso de adjetivos, especialmente os extravagantes, como “esplêndido”, “deslumbrante”, “grandioso”, “magnífico”, “suntuoso”. (Ernest Hemingway)

11 — Se você se aborrece escrevendo, o leitor se aborrece lendo. (Gabriel García Márquez)

12 — A riqueza da vida se traduz na riqueza dos gestos. É preciso aprender a considerar tudo como um gesto: a longitude e a pausa das frases, a pontuação, as respirações; também a escolha das palavras e a sucessão dos argumentos. (Friedrich Nietzsche)

13 — Não se limitem a ler os livros já consagrados. Proust e Joyce foram depreciados quando mostraram o nariz. Hoje são gênios. (Juan Carlos Onetti)

14 — O final de uma história deve ser escrito quando você ainda estiver na metade. (Gabriel García Márquez)

15 — O tato do bom prosador na escolha de seus meios consiste em aproximar-se da poesia até roçá-la, mas sem ultrapassar jamais o limite que a separa. (Friedrich Nietzsche)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Gravadora EMI Classics lançará disco de "Cinquenta Tons de Cinza"

Por Roh Dover


EL James não só preparou a trilha sonora perfeita para a trilogia "Cinquenta Tons de Cinza" e não só está para bater o recorde literário mundial de vendas como também verá outra trilha sonora, dessa vez clássica, parar nas lojas de discos. A gravadora EMI Classics lançara um album erudito para quem quer acompanhar a leitura leve com um pouco de música. De acordo com a própria gravadora o sucesso do livro ajudou as músicas clássicas a serem mais ouvidas, já que o culto do Mr. Gray não ouve só Kings of Leon. Abaixo esta a compilação de 15 músicas que estarão no album.

1 - Lakmé (Ato I): Flower Due
2 - Bach: Adagio from Concerto #3 BWV 974
3 - Villa-Lobos: Bachianas Brasilerias #5 – Cantilena
4 - Verdi: La Traviata Prelude
5 - Pachelbel: Canon in D
6 - Tallis: Spem in Alium
7 - Chopin: Prelude #4 in E minor, Largo
8 - Rachmaninoff: Piano Concerto #2 - Adagio Sostenuto
9 - Vaughan Williams: Fantasia on a Theme by Thomas Tallis
10 - Canteloube: Chants d'auvergne, Bailero
11 - Chopin: Nocturne #1 in B-flat minor
12 - Faure: Requiem - In Paradisum
13 - Bach: Goldberg Variation - Aria
14 - Debussy: La Fille Aux Cheveux de Lin
15 - Bach: Jesu Joy of Man's Desiring

Fonte

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Parceria com Selène d'Aquitaine

Gente, hoje anunciamos mais uma parceria da Sociedade do Livro. Dessa vez com a escritora Selène d'Aquitaine, autora de livros de ficção fantástica para jovens.




Ela nos enviou seus dois primeiros livros da trilogia Annátria e assim que terminar de ler, vocês vão conferir as resenhas aqui.

Ela também é autora de "O jardim das rosas negras" e de "Diário de rabiscos".

Enquanto não postamos as resenhas aqui no blog, quem estiver curioso sobre o trabalho da autora e quiser conhecer um pouquinho mais sobre ela, basta acessar o site http://selenedaquitaine.com/.

Obrigada, Selène, por essa parceria e sucesso com seus livros!




Bienal 2012 - TriBooks reúne a programação das editoras


 
Nosso parceiro TriBooks reuniu a programação da 22° Bienal Internacional do Livro de São Paulo que acontece dos dias 9 à 19 de agosto de 2012. Segundo o blog, a programação já foi divulgada pelas editoras, mas nem todas divulgaram sua programação.
O Sociedade do Livro e o TriBooks vão estar presentes na Bienal dos dias 11 à 14 de agosto.
Clique aqui e confiram a programação!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Resenha - "Mordida" de Meg Cabot


Por Francine Estevão

Título Original: Overbite
Título Nacional: Mordida
Autor: Meg Cabot
Lançamento: 2012
Páginas: 306
Categoria: Ficção
Editora: Galera Record

Sinopse: O poder especial de Meena Harper finalmente será valorizado. A Guarda Palatina - uma poderosa unidade secreta que caça demônios - a contratou para trabalhar na filial de Manhattan. A questão é: seu ex-namorado, Lucien Antonesco, é filho do Drácula e o príncipe da escuridão. Tudo bem, Meena decidiu que já chega de vampiros em sua vida... Ao menos até que consiga provar que, mesmo não tendo alma, os seres demoníacos não perderam a capacidade de amar.


Contém spoiler de “Insaciável”

Todo mundo que conhece bem a Meg Cabot sabe que “Insaciável” e “Mordida” foram escritos em tom de crítica à modinha dos vampiros, mesmo que essa crítica tenha sido muito mais forte no primeiro livro do que na continuação. No entanto, mesmo em tom de ironia, Meg arrasa e cria o vampiro mais lindo do mundo. Sério. O que fez com que eu não gostasse muito dessa continuação que dá muito mais espaço a Alaric Wulf, o “caçador de vampiros” (também bonitão) que trabalha com Meena Harper na Guarda Palatina enquanto Lucien, o vampiro tudo de bom, está desaparecido desde o desastre na catedral de St. George.

Além do mais, o fim – inesperado, na minha opinião – também me decepcionou um pouco. É legal e tal, mas pô, fazer aquilo com o Lucien? Não estou dizendo que não goste de Alaric, porque eu adoro a ironia dele e algumas coisinhas mais, mas ele tá competindo com o Lucien e ai ele não tem chances. (Vou parando com essa parte por aqui para não contar demais.)

Na continuação (e último da “série”) de “Insaciável”, Meena Harper está mais consciente do problema que seria namorar o filho do Drácula e por isso a ausência dele não faz tão mal a ela quanto faria antes. Enquanto isso, ela tenta convencer a Palatina e principalmente Alaric de que até os vampiros tem um lado bom e tem sonhos com um anjo, com um menino e com um livro que ela jura que tem alguma coisa a ver com essa história de vampiros serem bons, mais especificamente, Lucien, que reaparece quando Meena é mordida por seu ex-namorado humano que agora é também um vampiro. A partir dai, a Guarda Palatina volta a perseguir os rastros dele com o objetivo de destruí-lo, destruindo assim todos os vampiros sob seu comando.

Para conseguir capturar Lucien, novos personagens e cenários entram na história. Entre eles o Brasil (com direito a favela e marginalidade) e o padre caçador de vampiros, Henrique. Em meio a tudo isso, Meg Cabot consegue conquistar – como sempre – o leitor com uma escrita leve e envolvente, criando cenas de romance e de ação, além do humor que lhe é peculiar e fazer com que devoremos mais uma das suas obras de arte que mesmo que a gente não goste a gente gosta.




quinta-feira, 2 de agosto de 2012

CLUBE DO LIVRO FNAC: 7º Encontro da Sociedade do Livro no Espaço Eventos da FNAC Ribeirão Preto

Por Sociedade do Livro




Aconteceu dia 24 de julho de 2012 às 19h30 o sétimo encontro da Sociedade do Livro no espaço de eventos da FNAC de Ribeirão Preto. A reunião foi cheia de discussões a favor e contra o livro “Tudo O que Ela sempre Quis” de Barbara Freethy e foi a primeira filmada para a galera que pediu para assistir aos encontros da Sociedade aqui no blog.
O encontro foi filmado com uma câmera fotográfica, porque na hora do evento a filmadora deu erro, então os leitores ainda não terão a filmagem completa do encontro. Vamos resolver este problema para as próximas edições da Sociedade do Livro, mas, mesmo assim, já dá para ter um gostinho do que acontece de verdade nas reuniões do clube – muita “briga”, discussão e muita filosofia barata.  Fora os desvios básicos de assunto.
A gambiarra

O livro do encontro gerou tamanha discussão que, no fim das contas, cada um realmente ficou com a sua opinião, pois teve gente que achou o livro bom, mas que poderia ser melhor. Gente que achou que o livro nunca deveria ter sido escrito e gente que achou que o livro valeu a pena ser lido.
“Tudo o Que ela Sempre quis” narra a história de três amigas que ao lerem um livro percebem que se trata da história delas na faculdade, na época em que aconteceu uma morte envolvendo uma amiga muito próxima a elas. A partir daí elas correm atrás para saber quem é o misterioso autor do livro e porque ele narra que a morte da amiga não foi um acidente e sim assassinato e ainda aponta uma das três amigas como a culpada.
Falando assim realmente parece que o livro é aquele todo poderoso suspense investigativo. Mas, de acordo com o pessoal reunido, faltou sal na investigação. Outros disseram que não era o principal foco do livro.
Comentamos muito também sobre os personagens, como fazemos sempre, os transformamos em pessoas reais e fofocamos sobre a vida deles. Cole seria o príncipe de uma, a Laura mais odiada por outra, a Madison a principal suspeita, o Drew suspeito de ser o escritor e o Dylan o maluco da turma.
Neste encontro também contamos com a presença da editora Novo Conceito e ficamos super felizes com isso! Além de estarem por lá, ainda nos deram um exemplar do livro “Tudo o que ela sempre quis” de cortesia, que já colocamos para ser sorteado neste mês de agosto no blog, cliquem aqui para conferir o sorteio.
Depois de discutir tudo sobre o livro, chegou a hora da votação para o próximo encontro da Sociedade. Os livros indicados foram: “Emma” de Jane Austen, “A Culpa é das Estrelas” de John Green, “O Que Aconteceu com o Adeus” de Sarah Dessen, “Souvenir” de Therese Fowler e “Gomorra - A História Real de um jornalista infiltrado na violenta máfia napolitana” de Roberto Saviano. Ganhou “Emma” de Jane Austen.
Então, para terminar o post sobre o nosso encontro de Julho, agradecemos a Fernanda por ter convidado a editora Novo Conceito para as reuniões e também todo o apoio que a FNAC dá ao clube, oferecendo mensalmente o espaço gratuito para as reuniões.  Agradecemos também a editora Novo Conceito pelo exemplar cedido e pelo comparecimento a reunião. Às editoras Arqueiro/Sextante e Universo dos Livros pelo comprometimento com a parceria e por agraciar o pessoal que comparece a reunião do clube com sorteios de brindes super legais. E claro, agradecemos também aos nossos participantes presentes em mais um encontro da Sociedade do Livro. 

Matheus - ganhador do sorteio
Carlos - ganhador do sorteio

O encontro!


Esperamos vocês no próximo encontro da Sociedade do Livro dia 21 de agosto às 19h30 no espaço de eventos da FNAC Ribeirão Preto para debater sobre o livro "Emma" de Jane Austen!

Confiram o vídeo do encontro: