sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Resenha - "Cinquenta Tons de Cinza" de EL James


Por Francine Estevão

Título Original: Fifty Shades of Gray
Título Nacional: Cinquenta Tons de Cinza
Autor: EL James
Lançamento: 2012
Páginas: 455
Editora: Intrínseca
Categoria: Adulto

SinopseQuando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos.

Você com certeza já ouviu falar de “CinquentaTons de Cinza” e criou um mito em torno do livro. Ou você leu para concordar com tudo aquilo que estavam falando, ou você leu para poder discordar com conhecimento de causa.

Para começar é preciso tentar entender o porquê de Christian Grey ser como é. E isso a autora consegue passar bem. Antes de mais nada, ela faz com que nos apaixonemos por ele e custamos a acreditar que ele tenha uma tendência controladora e que seja um sadomasoquista. No entanto, ao longo da história, EL James coloca em Ana a nossa curiosidade para saber o porquê de ele ser assim e aos poucos ela vai dando explicações que se não justificam ao menos amenizam a “culpa” que podemos infligir a Christian.

Ana, uma jovem inocente (até demais pro meu gosto) e prestes a se formar, o conhece sem querer quando vai no lugar da melhor amiga entrevista-lo e acaba se encantando de um jeito diferente pelo empresário.
Ela, apesar de desajeitada, não passa despercebida a Grey que desenvolve uma atração irresistível por Ana. Ele então se aproxima dela que acaba não resistindo aos encantos dele, mesmo com os avisos do próprio de que ele pode ser perigoso para ela.

E enquanto Ana e Gray desenvolvem uma relação complicada e até, por que não?, misteriosa, enquanto Ana passa pelo dilema aceitação do novo, do diferente x se manter fiel a quem ela é, o que proporciona uma boa discussão sobre até onde aguentamos em nome do amor, quem diverte as leitoras é a Deusa Interior da jovem que nos faz rir o tempo todo. Sério, ela é o máximo!

O livro não é tão forte que não possa ser suportado nem tão fraco que possa ser desprezado. Mas para saber melhor, vale a pena ler. Afinal, a história é muito bem contada e a leitura é simples, fácil e rápida. 

Um comentário:

  1. Para quem gostou (ou até mesmo para quem não curtiu) do "50" descobri um que atrevo dizer ser bem mais legal: "REDES SENSUAIS". WWW.FACEBOOK.COM/REDESSENSUAIS Achei "Redes" muito mais excitante (e plausível) que o "50". A história reflete isso que acontece todos os dias, isto é, pessoas se encontrando no real e no virtual através da internet. Escrito por um brasileiro que diz morar no exterior, o livro tem um jeitinho mais "nosso" sem cair no lugar-comum. Gostei e recomendo efusivamente!

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