segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Resenha - “O Diário de Jack, o Estripador” de Shirley Harrison


Por Maju Raz



Título Original: “The Diary of Jack the Ripper: The Chilling”
Título Nacional: “O Diário de Jack, o Estripador”
Autor: Shirley Harrison
Lançamento: 2012
Páginas: 504
Editora: Universo dos Livros
Categoria: Investigação Criminal

Sinopse: Estou com medo de olhar tudo o que escrevi. Talvez fosse mais sensato destruir isto, mas em meu coração não consigo me obrigar a fazê-lo. Já tentei uma vez, mas como o covarde que sou, não consegui. Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda que o homem que me tornei não era o homem que um dia fui. O que está por trás do polêmico diário atribuído a Jack, o Estripador, um dos mais cruéis psicopatas da História.

“Esse livro é dedicado àquelas mulheres muitas vezes esquecidas de Whitechapel que foram violentamente massacradas em 1888, e cujas mortes foram eclipsadas pelo mistério de seu assassinato.”

“O diário de Jack, o Estripador” é um livro que relata o que está por trás do polêmico diário conferido a “Jack,o Estripador”, pseudônimo dado a um dos mais cruéis psicopatas da História, não identificado, que atuou em Whitechapel, Londres por volta de 1888.  Suas vítimas eram prostitutas que tinham garganta e corpo mutilados. 

O hipotético “Jack” chamava-se James Maybrick. James foi casado com uma jovem chamada Florence que o traiu. Sendo assim seus instintos assassinos só pioraram depois disso. O próprio James relata em seu diário que “tornou-se assim, um assombro por causa dela”. 

Antes de você começar a ler o livro você pensa: “Ah isso deve ser mais uma ficção”, mas não é. A escritora certifica que o diário não é falso e perpetra uma introdução explicando os vários processos de autenticação que o diário passou. – “Se este Diário for uma falsificação moderna- e tenho certeza de que não é – e se eu fosse o fraudador, eu o consideraria o ápice de minha realização literária.” (Bruce Robinson).

Shirley estudou intensamente o assassino e, para trazer mais veracidade, traz no fim do livro anexo com fotos e imagens ligadas a Jack, o Estripador e os manuscritos em inglês do diário. 

A leitura do diário não é nada uma “Anne Frank”. É arrepiante e chocante. Os relatos são frios, doentios, insanos e pior, verdadeiros. 

“Decidi que da próxima vez vou arrancar os olhos e mandá-los para aquele tolo do Abberline. Bastardo. Bastardo. Arranque os olhos, arranque a cabeça, deixe tudo para os mortos. Isso não me diverte…” Páginas 473/475

As únicas falhas do livro são que além de a autora explicar muitas vezes as mesmas coisas de formas diferentes (o que torna o livro um pouco cansativo) as folhas são amarelas e muito claras, cansando a vista e embaçando a página que você está lendo já que transparece a página de trás.

Fora isso o livro é extremamente interessante e informativo. Recomendo pra quem gosta do tema investigação criminal, mas leiam de estômago vazio.

2 comentários:

  1. Demais! Simplesmente perfeito pra mim! Vi esse livro a um tempinho e fiquei super interessada nele, mas acabei recuando porque vi umas resenhas dizendo que era um livro pra quem tem estomago forte, porque tinhas umas coisas tensas... Ahh, eu gostei e queria ler. Perfeito esse gênero de livro, amo amo amo! *-*

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  2. Olá Cristiane! Recomendo o livro mesmo Jack sendo insano. Confesso que fiquei com compaixão momentânea dele ("...Talvez em minha mente atormentada eu deseje que alguém leia isto e entenda que o homemque me tornei não era o homem que um dia fui."), mas passou depois de frases como "cortei e a abri inteira"...
    Hehehehe o gênero é perfeito mesmo! Dá pra aguentar sim! Tem bastante documentação, explicação, fotos. Tá sensacional esse livro ;)
    Obrigada pela visita e pelo comentário. Beijos!

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