domingo, 2 de setembro de 2012

Reportagem TriBooks e Sociedade - E dizem que o povo brasileiro não lê

Por Roh Dover
(Comentários de Maju Raz)


Wow. Acho que é assim que devo começar falando da 22° Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Para quem não sabe, eu – Roh, que foi pelo TriBooks e a MJ que foi pela Sociedade do Livro somos de Ribeirão Preto, uma cidade do interior do estado de São Paulo. Então pegamos o avião até a grande cidade e fizemos uma viagem até chegar na casa em que ficamos. 
 
Jogamos as malas em cima das camas e saímos correndo para a Bienal, a MJ queria muito ir no Sr. Barriga e já estávamos em cima da hora de quando disseram que iam distribuir as senhas e eu bem, queria ir em tudo e ver todos ao mesmo tempo. 
 
Pois é, para quem sabe da história, a MJ chegando em cima da hora não conseguiu ver o Sr. Barriga (e ela tinha credencial de Jornalista) e ficamos sabendo que a população fez fila antes de abrir a Bienal. Um pouco de desorganização por ali, um pouco de revolta acolá e é melhor eu resumir especificadamente como foi a Bienal e parar de contar cada passo que demos se não isso vai virar um livro.
 
(Cheguei correndo no estande da Universo dos Livros e estava uma fila enorme que rodeava todo o lugar. Fui até o caixa e perguntei onde pegava a senha. A atendente disse que as senhas haviam acabado, mas que era só comprar o livro e ir pro final da fila. Comprei o livro "Chaves a biografia oficial Ilustrada" por R$30,00 e fui pro fim da fila. O pessoal da fila falou "cadê sua senha?" e eu disse que não tinha, então me falaram que eu não poderia ter o livro autografado. Falei com alguém da Universo dos Livros que falou que as senhas haviam acabado logo cedo e que eu não ia conseguir falar com Sr. Barriga, que "nem nós que somos funcionários vamos conseguir"...nem foto dava pra tirar porque as pessoas não se respeitavam e não deixam nem os fotógrafos trabalharem. Aí pedi pra alguém que estava com senha autografar o livro pra mim, mas ninguém se prontificou. Foi aí que um funcionário viu meu desespero e nervoso e me falou "entra com alguém, uma senha é pra duas pessoas". Vai pedir isso pra alguém na fila? Quase apanhei lá e o funcionário tinha me passado infirmação errada porque era uma senha por cada pessoa. Acontece que a Bienal abria as dez da manhã, mas nove e meia já tinha gente pra pegar senha lá fora fazendo fila. Aí abriram as portas da Bienal e o povo começou fazer fila. Quem chegou no horário certo de distrbuição pra pegar senhas já não conseguia mais nada. COMO BRASILEIRO AMA FILA GENTE! Alguém tinha que ter falado NÃO, não vai fazer fila agora, só vai fazer fila depois de tal horário, mas a organização pra isso foi péssima.)
 
Tive que me contentar só com os Tótens
 
Para quem não sabe, o TriBooks e a Sociedade foram a Bienal nos dias 11 à 13. Definitivamente o sábado foi o pior dia para se ter ido visitar a Bienal, tivemos que ir a pé do Metro Tietê até o Parque de Exposições do Anhembi porque a fila de ônibus de graça para a Bienal estava rodando o quarteirão. Mas a pé do Tietê deu uns 10 minutos de caminhada, então compensou mais do que fritar na fila dos ônibus.
 
Apesar de ter sido o pior dia porque toda população do Brasil decidiu ir também, foi o dia mais cheio de eventos legais, e nem preciso falar que perdemos quase todos os eventos (porque tudo tem fila e senha, fila e senha) que queríamos, já que preferimos ficar na fila para pegar autógrafo com Raphael Draccon e Carolina Munhoz. 
 
Raphael Draccon

Carolina Munhoz
 
Sociedade do Livro empolgada no Medieval
E aqui preciso deixar um parágrafo especial para a editora LeYa que, CARA! ARRASOU COM AQUELE TRONO DE FERRO DAHORA! 

 Sai agora que o Trono de Ferro é do TRIBOOKS!

Euforias a parte, o estande da LeYa ganhou disparado de qualquer outro em estilo – claro que ninguém ia querer concorrer com aquele trono de ferro maravilhoso que estava por lá. Porém, a editora perdeu no quesito de preços para exposição na Bienal. Os livros estavam muito caros! Queria ter saído de lá com “A Dança dos Dragões”, mas estava a R$54,90! Conhecemos a Adriana que é a agente de parcerias com o TriBooks por parte da LeYa/Lua de Papel e ela deu uma lembrancinha que amei!

Depois do sábado, ir na bienal domingo e segunda foi super sossegado.  Finalmente conseguimos pegar os ônibus de graça e aqui preciso falar que apesar de não darem conta no sábado ultra movimentado, conseguiram dar conta nos outros dias que fomos à bienal. 
 
Alguns estandes estavam mesmo na onda de preços baixos para a bienal, que para mim é o essencial da feira de livros, estandes como Intrínseca que tinha livros de R$ 2, R$ 5, R$ 8, R$ 10 R$ 24 e R$ 26, Novo Conceito com todos seus livros por R$ 19 e aqueles pedágios maravilhosos, a iD com seus livros por R$ 10 e R$ 29,90 e a Record que colocou Danielle Steel por R$ 10 abalaram geral a mente consumista dos leitores possessivos por livros. Ou seja, eu pirei por lá!
#pedágioNC - Chico Anes! CHICO ANES! A SENHA É CHICO ANES!

Já outras como por exemplo a editora Rocco estava completamente por fora na noção de preços e mesmo com 20% de desconto estampados em todos os lados do estande da editora, o livro “A Catastrófica História de Nós Dois” estava por R$ 50. Oi? Você tem noção de quantos livros eu posso comprar por R$ 50 em uma Bienal? Saímos de lá como se tivéssemos visto o bicho papão. Mas ela tem que ganhar um crédito, afinal eles acataram a ideia de #RoccoPreçoBaixo.
 
Passamos na LeYa que já falamos ali em cima e sobre o magnífico trono de ferro que rendeu várias e várias fotos, passamos também na Arqueiro que estava com um preço legal de R$ 24,90 e tinha algum livro por R$ 2, mas quando chegamos só tinha sobrado a plaquetinha com o preço, porque os livros mesmos acabaram todos. E babamos no estande da Martin Claret com aquelas capas MARAVILHOSAS que saíram, em especial da Jane Austen que chorei de tão lindas que estão. E sim pessoal da Martin Claret, seus marcadores sumiram porque admito, fomos nós que pegamos quase todos!
 
Outra editora que merece ser falada por aqui é a Gutemberg. O carinha que estava vendendo os livros do estande foi super simpático e sai de lá com dois livros da Paula Pimenta por R$ 50 autografados e gente, cada livro da Paula Pimenta custa uns R$ 30.
 
(A Sala de Imprensa estava espetacular! Brindes, bebidas, computadores de última geração. Capricharam!)
 
Acabamos por não ir a todos os eventos que queríamos, mas mesmo assim essa bienal foi inesquecível. (Foi mesmo!) Que as editoras continuem fazendo esse trabalho super legal nos estandes e que outras aprendam com a criatividade de algumas!

Memórias da 22° Bienal Internacional do Livro de São Paulo 
Estande da Martins Fontes. Sou do tamanho de um Hobbit.
Bottons da NC + minha agenda bufando de 1°Capítulos

Lembrança da atividade da Intrínseca com os Nerdfighters (Sim, um Okay e um botton é para sorteio no TriBooks)

Sim *.* ela vira uma bolsa linda!

Lembrança #SouUmParceiroDaLeYa

Lembrança #SouConsumistaPorLivrosEAdmito
Sou menos consumista que a Rô hahaha

Um comentário:

  1. Quanta coisa!!!!!!! E aquele trono de ferro realmente perfeito!

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