terça-feira, 9 de outubro de 2012

Resenha: "Mentes Sombrias" de Sérgio Pereira Couto


Por Francine Estevão

Título: Mentes Sombrias
Autor: Sérgio Pereira Couto
Lançamento: 2012
Páginas: 240
Categoria: Crimes, Romance Policia, Investigativo
Editora: Universo dos Livros

Agradecimento especial a editora Universo dos Livros, parceira da Sociedade do Livro

Sinopse: Uma sucessão de crimes coloca novamente Little Rock em estado de alerta. Dessa vez, Tony Draschko está diante dos mistérios que cercam uma rede gótica chamada Presas Noturnas. O CSA se vê frente a frente com um universo desconhecido que vai revelar muito sobre os segredos não apenas da pequena cidade como também do seu próprio passado. O assassinato de Mary Watley e Lindsay Willigam tira o sono de Tony. A presença do figurão Stoker, chefe dessa rede, é um mistério ainda maior. Ninguém nunca o viu nos eventos da casa noturna Madame Lilith. Mas a impressão de que Stoker é onipresente é o que alimenta o medo das pessoas envolvidas nesse caso policial. Como nos outros romances de Sérgio Pereira Couto, Mentes Sombrias é um livro de ação e suspense, numa envolvente história em que os investigadores usam técnicas de perícia sofisticadas e avançados métodos de investigação criminal para desvendar crimes quase perfeitos.

“Mentes Sombrias” é menos técnico e menos interessante do que o primeiro livro do personagem CSA Tony Draschko, “Mentes Criminosas”No entanto, Sérgio Pereira Couto não perde a linha e consegue manter o leitor envolvido até o fim, que eu confesso não ter gostado tanto assim.

Não consigo fazer uma análise sem fazer uma comparação, por isso talvez essa resenha fique meio negativa, mas é que entre o primeiro e este, achei o primeiro bem melhor.

Em “Mentes Sombrias” o mistério principal, o motivo que levou aos crimes, não me convenceu muito. O final também foi um pouco decepcionante. A forma como a situação principal se desenrola é meio artificial e não convence. E acho que faltou as questões mais técnicas que o autor fez questão de colocar no primeiro livro da “série”, já que apesar de técnicas, eram bem explicadas, bem didáticas. Acredito que isso conquistava ainda mais os leitores fãs de livros do gênero.

No entanto, por mais que eu tenha desconfiado de quem era a pessoa por trás de tudo, logo mudei de ideia e mais uma vez me surpreendi ao ver quem realmente era. O que é bom.

Outro ponto positivo do livro é a retomada de assuntos que ficam meio que “no ar” no primeiro livro. Eu, por exemplo, não esperava uma conclusão para o caso da morte dos pais de Tony, coisa que esse livro vem trazer.

Tony é encarregado de um novo caso que caiu em suas mãos por acaso. Com um novo parceiro CSA, ele vai tentar desvendar a morte de duas jovens no estacionamento de uma livraria e acaba se envolvendo em um grande mistério sobre uma rede social para góticos e uma sociedade secreta que esconde segredo das “melhores” famílias de Little Rock. Por trás de tudo isso, de tudo mesmo (tipo, o ser é onipresente), está um ser misterioso chamado Stoker, que é quem comanda tudo que acontece na história deixando os CSA e toda equipe de investigação malucos até que o mistério seja desvendado.


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