segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Resenha: "A Festa de Casamento" de Patricia Scanlan

Por Juliana Garzon


Título Original: Forgive and Forget
Título Nacional: A Festa de Casamento
Autora: Patricia Scanlan

Lançamento: 2012
Páginas: 398
Editora: Essência

 Sinopse: Nada como um lindo casamento... Para começar a Terceira Guerra Mundial! Pois é isso que acontecerá se Connie Adams, a mãe da noiva, não conseguir apaziguar as coisas entre Debbie e o pai. O ex-marido de Connie insiste em levar sua nova esposa e sua insuportável filha adolescente no grande dia, mas Debbie prefere se casar em um boteco do que tê-los na sua festa. Ainda por cima, a já estressada noiva precisa lidar com seu chefe abusivo e com a suspeita de que talvez seu noivo esteja tendo dúvidas sobre a escolha que fez. Fica a dúvida: poderá esta família viver feliz ou todos se encaminham para um divórcio tenebroso?

Julguei um livro pela capa. Eu sei o tal do ditado popular é tão forte que não existe só na nossa língua portuguesa, mas mesmo assim eu fiz isso... E me dei mal.
"A festa de casamento” conta a história de Debbie, uma moça de 20 e poucos anos que está noiva de um cara duvidoso (não só no meu ponto de vista, mas no da mãe dela também) e que tem uma relação meio... Hm, ela não tem nenhuma relação com o pai, ponto. Isso porque ele se separou da esposa e foi morar nos Estados Unidos por um tempo (a história se passa na Irlanda). Ah, isso sem contar a amargurada da chefe dela (que, na minha cabeça, é igual a chefe do James Mcavoy em ‘O Procurado’, a Janice), que fica pegando no pé da moça só porque ela vai se casar e ela tem que ficar em casa cuidando da mãe idosa.

Barry, o pai de Debbie se casou mais uma vez com uma workaholic (quem Debbie odeia, é claro) e teve outra filha, Melissa, de 13 anos (quem Debbie não suporta, é óbvio).

Uff! Quem aguenta essa Debbie? Só a mãe dela, a Connie. Dizem mesmo que “mãe, é mãe”, né?

Bom, o problema do Bryan, o noivo da Debbie, é que ele quer gastar mais do que eles têm. Eles já moram juntos e nessas 398 páginas não me lembro de ter lido que o sujeito assumiu a responsabilidade por alguma coisa, um projeto ou uma conta mesmo.
Aimeé, a madrasta dela tem uma empresa de organização de eventos e é “in” no momento e, enquanto se mata na academia e depois come alface, deixa a filha comer pizza e tomar refrigerante e comprar roupas iguais da Lindsay Lohan.

Judith, a chefe perdeu o pai e, com dó da mãe, ficou em casa para ajudá-la. Ela é amargurada porque vê a Debbie fazendo coisas que ela gostaria de ter feito, mas, por não compartilhar as responsabilidades com os outros dois irmãos, ficou lá mofando e não aproveitou a vida.

Connie é, sei lá, a mãe. Enfermeira, trabalha em um hospital e reclama da sua aparência física, ainda mais quando se compara com a nova esposa do ex-marido.
Acontece que o casamento acaba aproximando essa família “meio desconjuntada”, como diz a minha mãe, mas não de um jeito convencional. Sem querer estragar o fim do livro, mas o Barry tem um remember com a Connie e Debbie acaba abrindo o coração e falando ao pai o que ela pensa dele e o quanto ela o resente por tê-la abandonado. Ela também acaba resolvendo a inveja que tinha da meia irmã por ela ter o pai presente.

Comecei falando da capa do livro porque ela é linda e me fez pensar que tiraria uma grande lição de amor desta obra, mas não. É uma história sobre um acontecimento normal, com pessoas extremamente normais. Sabe, não tem nada que te empolga. É tudo tão cotidiano que não te faz engolir o livro.
Por outro lado, achei uma sacada muito boa da autora utilizar os diferentes personagens para contar uma parte da narrativa. Em nenhum momento ela usa a 1ª pessoa, mas contando o dia de determinado personagem adiciona algo a um acontecimento passado ou futuro e também enriquece a trama com mais detalhes.

 

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