segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

NOTÍCIA: Redes sociais de autopublicação

Por Francine Estevão





Muita gente (eu, por exemplo) que escreve, tem medo de publicar seus textos na internet. Todo mundo sabe que isso aqui não é terra de ninguém, e, perder os direitos de algo que você criou não é difícil. Afinal, o que não faltam são pessoas mal intencionadas que deixam de dar os créditos quando pegam algo na internet.

Eu, claro, publico vários dos meus textos na internet, no meu blog pessoal principalmente, mas quando o assunto é meu primeiro livro, eu entro em pânico.

Já pensou perder todo uma história que você passou três anos escrevendo pra alguém de má fé? #Medo

Esses dias, a Roh Dover, do Tri-Books, me mandou um link sobre o Widbook, uma rede social (não sei se essa é a melhor definição - eu diria que ela é um misto de rede social e site de autopublicação) para escritores. Ali, você publica sua história e também pode ler a história de outros autores do mundo inteiro, de graça. Um inconveniente é que ela é mais voltada para textos em inglês. Eu até encontrei alguns em português, espanhol e outras línguas. Mas eu diria que 95% dos textos ali são em inglês e também acho que esses são os que têm mais chances de serem lidos.

Poucos dias depois de ela me mandar esse site, saiu uma matéria na Folha de S. Paulo sobre uma autora brasileira que publicou seu primeiro livro no Wattpad e acabou conseguindo um contrato com um editora britânica. Só depois disso, é que uma editora brasileira se interessou pela autora.

Acho que ninguém mais duvida que o mercado editoral brasileiro é uma vergonha. Cada nova história que ouço de amigos escritores, mais vontade eu tenho de chorar.

Por isso, a pulguinha atrás da orelha começou a coçar e fiquei tentada a testar essas redes sociais de autopublicação. Se eu perdi o medo? Não! Se eu mando tão bem no inglês a ponto de conseguir traduzir todo meu primeiro livro (com facilidade)? Não! Mas, não custa tentar.

Afinal, essa pode ser uma saída para os pobres escritores filhos dessa pátria nem tão mais amada, Brasil.
Quem sabe, esse movimento de brazucas chamando atenção de editoras internacionais não provoque uma reação das editoras nacionais? Mais uma vez eu digo, não custa tentar.

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