quarta-feira, 6 de março de 2013

Resenha: "Alta Fidelidade" de Nick Hornby


Por Francine Estevão

Título: Alta Fidelidade  
Título Original: High Fidelity
Autor: Nick Hornby
Lançamento: 1995
Páginas: 245
Editora: Penguin Books
Categoria: Romance

Sinopse: Uma história sobre monogamia, relações amorosas, solidão e sensibilidade masculina, temperada por música pop, ironia e bom humor. Assim é o romance de estréia de Nick Hornby, Alta fidelidade. Em Londres, após ser abandonado por Laura Lydon, sua última namorada, Rob Fleming, dono de uma loja semifalida de discos de vinil, faz um balanço das cinco piores separações da sua vida: Alison, Penny, Jackie, Charlie e Sarah. Laura, uma advogada bem-sucedida e atraente, ficou fora da lista por não ter provocado muito sofrimento; além disso, ela o trocou por Ian, um vizinho que ouvia discos horríveis. Rob busca consolo com os balconistas de sua loja, Bary e Dick, com quem mantém conversas tipicamente masculinas sobre outras listas, dos melhores filmes — entre eles Cães de aluguel — aos melhores episódios do seriado Cheers, passando, naturalmente, pelas melhores músicas. Rob tenta sair com uma cantora americana, Marie, mas o caso não dá certo. Ele volta a encontrar Laura e decide reconquistá-la. No meio do processo, no entanto, começa a fazer uma reflexão sobre a vida aos 35 anos, as lições que ela traz e todos os compromissos e desilusões que ela implica. Narrado na primeira pessoa por Rob – um alter-ego de Nick? – Alta fidelidade é um romance de geração. Por trás do auto-retrato de um perdedor, surge uma análise fascinante da desorientação afetiva deste final de milênio, da busca pela felicidade — e pela fidelidade — a qualquer preço.


Comprei esse livro em inglês, por dois reais na Fnac porque adorei a sinopse que vem na capa do livro - que é diferente da traduzida =( - e achei que valia a pena levar pra casa pra treinar meu inglês.

Eu adorei esse livro porque ele tem duas coisas que eu adoro: música e listas.
1º a música. Tem MUITA música nesse livro. Também não é pra menos considerando que Rob, o personagem principal, é dono de uma loja de discos em Londres.
2º as listas. Apesar de esse não ser um vício muito explícito, eu a-do-ro criar listas para tudo. 5 melhores filmes, 5 melhores músicas, 5 comidas favoritas e por ai vai. E em “Alta Fidelidade”, Rob tem a mesma mania. Ele cria listas a todo momento e para tudo.

Apesar desses ingredientes e de a história se passar na sempre agradabilíssima Londres, não achei o livro muito demais. Ele é legal, mas é só isso.

O começo é mais chato, enquanto ele enrola falando sobre os cinco mais memoráveis términos de relacionamentos que ele já viveu e até entrar na história que ele vive no presente é meio cansativo. 

Depois o livro fica legal e engraçado em várias partes. Rob é largado pela namorada, Laura, e isso faz com que ele comece a repensar toda a vida dele. Suas escolhas desde profissional até o estilo de roupa que veste, as músicas que ouve e a forma como organiza seus discos (o que muda constantemente). E enquanto a história segue, o bacana é que você vai se identificando com algumas situações que podem não ter nunca acontecido com você, mas que com certeza você já viu acontecer com alguém.

Em meio ao processo de superação do fim do relacionamento e tentativa de reatar com Laura, Rob acaba vivendo algumas situações inusitadas e alguns reencontros que podem fazer com que ele mude de ideia sobre si mesmo.

Pra ser sincera, achei o filme, com John Cusack, mais legal que o livro. O filme é muito bem adaptado e deixa de fora coisas que são dispensáveis no livro.

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