segunda-feira, 22 de abril de 2013

RESENHA: "A mangueira da nossa infância" de Alexandre Nobre

Por Francine Estevão

Título: A mangueira da nossa infância
Autor: Alexandre Nobre
Lançamento: 2012
Páginas: 112
Editora: Ficções
Categoria: Contos

(Agradecimento especial ao escritor Alexandre Nobre que nos presenteou com um exemplar do livro.)

Sobre: Alexandre Nobre é paulistano, mas reside em Ribeirão Preto, interior do estado. Durante os anos noventa atuou como compositor e guitarrista em bandas de blues e rock e, paralelamente, publicou alguns poemas e contos em jornais e revistas da cidade e região. A partir de 2007 passou a dedicar-se à literatura, sendo premiado em diversos concursos literários do país, dentre os quais destacam-se: o Concurso Nacional Luiz Vilela 2008, de Minas Gerais, com o conto A mangueira da nossa infância; o concurso Newton Sampaio 2009, do estado do Paraná, com o conto Aila; o Concurso Maximiano Campos, do Recife 2007, com o conto A praia; e o concurso de contos Prêmio Ignácio de Loyola Brandão 2011, com o conto Fazenda Nova América, dentre outros. A mangueira da nossa infância é o seu primeiro livro publicado.

Gosto de livros de contos porque nos permite conhecer várias histórias de uma só vez. Eu diria que “A mangueira da nossa infância” é aquele livro pra deixarmos por perto e irmos lendo uma história por dia.


Alexandre Nobre nos presenteia com textos curtos, mas densos e capazes de nos conectar a outro mundo, completamente paralelo à nossa realidade embora as histórias contadas no livro nos pareçam bastante reais. Eu explico.

Sabe aquela pessoa que passa pela gente na rua, que chama nossa atenção e que nos deixa pensando sobre sua história? Nos faz querermos adivinhar o que há por trás daquele sorriso, ou daquela cara fechada...? “A mangueira da nossa infância” é uma viagem interior e íntima na vida de pessoas que passam pela gente diariamente e que escondem segredos e histórias as mais variadas possíveis.

Enquanto lia, ficava imaginando como o autor descobriu aquela história sobre aquela pessoa com tantos detalhes. Muito possivelmente as histórias não sejam reais, sejam criações do autor. Mas, sinceramente, não quero saber o que dali realmente existiu. Acho que a beleza das histórias também está nisso, nos “enganar”. Nos conquistar e nos questionar.


Dois em especial me chamaram a atenção. Fizeram com que eu me identificasse de alguma maneira e me fizeram pensar: "A praia" e "Babuska". Deste último, deixo duas citações como degustação para vocês. Duas citações que exemplificam um pouco isso que estou falando sobre o livro, sobre esse questionamento entre real e imaginário:


"Querido Fernando: a imaginação nos consola?" - Babuska, pág.73

"Não se engane, Fernando: a imaginação é a nossa força. É o que nos impulsiona e nos mantém vivos. Sem ela, estaríamos todos acabados. O problema aqui é saber distinguir a aparência da realidade." - Babuska, pág. 81

Os contos nos levam a refletir e nos fazem ficar pensando naquilo que nos foi relatado, naquelas histórias que podem ter sido vividas por qualquer um ou por nenhum de nós.

Loucura, crimes, perda, paixão, ilusão, solidão, viagens, preconceito são só alguns dos temas que estão nessas 108 páginas de boas histórias contadas pelo autor. 

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