quarta-feira, 22 de maio de 2013

RESENHA: "A livraria 24 horas do Mr. Penumbra", de Robin Sloan

Por Francine Estevão

Título: A livraria 24 horas do Mr. Penumbra
Título original: Mr. Penumbra's - 24 hour Bookstore
Autor: Robin Sloan
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2013
Páginas: 288
Categoria: Ficção

Sinopse: A recessão econômica obriga Clay Jannon, um web-designer desempregado, a aceitar trabalho em uma livraria 24 horas. A livraria do Mr. Penumbra — um homenzinho estranho com cara de gnomo. Tão singular quanto seu proprietário é a livraria onde só um pequeno grupo de clientes aparece. E sempre que aparece é para se enfurnar, junto do proprietário, nos cantos mais obscuros da loja, e apreciar um misterioso conjunto de livros a que Clay Jannon foi proibido de ler. Mas Jannon é curioso…


Só eu sei o quanto foi difícil fazer essa resenha tamanho meu desapontamento com o livro. A sinopse é ótima e me fez passar o livro na frente de todos os outros que estavam na lista de próximas leituras. No entanto, desde as primeiras páginas já queria desistir da leitura. A única coisa que me fez ir até a última página foi a esperança (vã) de que ia melhorar. Tanta gente falando bem do livro, não era possível que ele fosse tão fraco.

Fato é que, além de ficar bem aquém das boas críticas e do que a resenha vende, a leitura é cansativa e totalmente dispersiva. Achei o livro confuso. Sabe quando parece que o autor começou a escrever e não sabia onde aquilo ia dar, esperando que uma luz surgisse ao longo das páginas, mas como nada aconteceu ele colocou aquilo lá mesmo porque precisava terminar o livro? O final é muito ruim, mais um desapontamento gigantesco.

Resumidamente, a questão é que o livro tem os ingredientes necessários para ser uma história incrível, mas a combinação desses ingredientes e a mistura deles não foi feita da melhor forma.

Desempregado, Clay arruma emprego numa misteriosa livraria 24 horas e claro, ele ficou com o turno da madrugada. Desacreditado que alguém entraria lá no seu turno, ele se surpreende e fica intrigado com a presença de frequentadores habituais tão peculiares que escolhem os livros para levar de um jeito estranho e intrigante.

Além disso, sua missão como funcionário da livraria também não é das mais normais, levando em consideração que ele precisa anotar até o formato da sola do sapato de cada passa pela porta de entrada. Weird!

Tanta excentricidade acaba despertando o ser curioso que há em Clay que vai, com a ajuda de amigos tão peculiares quanto os frequentadores da livraria, tentar desvendar o mistério daquele lugar e daquelas pessoas, incluindo seu chefe, Mr. Penumbra.

Com a ajuda de muita tecnologia - e aqui o autor não perdoa na linguagem geek, que só torna a história ainda mais cansativa - o livro nos leva a uma investigação meio sem noção a respeito do que há para ser descoberto. Aqui eu diria que o autor cometeu seu maior pecado. Ele cria tramas do nada e as desvenda mais do nada ainda, sem muita lógica e faz o leitor se perder nesse caminho. Enquanto lia, eu me perguntava: mas do nada? como assim? Exatamente isso, do nada e sem nenhuma explicação ou lógica anterior ou posterior, os mistérios iam se revelando e você só ficava sabendo que já estava tudo resolvido, sem nenhum sentido.  

Como eu disse, um livro que tinha tudo para ser excelente, mas que o autor optou por outro caminho deixando muito a desejar.

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