quarta-feira, 15 de maio de 2013

RESENHA: "Terra Morta" de Tiago Toy


Por Maju Raz

Autora: Tiago Toy
Editora: Draco
Lançamento: 2011
Páginas: 248
Categoria: 


Sinopse: "Romance de estréia de Tiago Toy, "Terra Morta - Fuga" imagina o apocalipse zumbi ambientado em São Paulo. Em 'Terra Morta: Fuga', o leitor acompanhará uma saga de sobrevivência ao terrível mal que assolou o interior de São Paulo e agora se dirige à capital. Tiago é um rapaz introspectivo que sempre sonhou em viver na megalópole de São Paulo e buscar novos desafios. Só não imaginava que sua chance chegaria da pior maneira possível. Jaboticabal, sua cidade natal, é o cenário de um terrível apocalipse zumbi, uma tragédia que parece saída de um videogame ou filme de terror. De repente, o jovem acostumado a treinos de parkour e muito trabalho precisa lutar para sobreviver. Nenhum local é seguro, ninguém mais é confiável, água e comida não são mais garantidas no dia a dia. Mesmo que a mente custe a acreditar, não há tempo para duvidar da realidade. A única opção é fugir. A cada pessoa que Tiago encontra, uma surpresa. Aliado ou inimigo? Nunca uma certeza. Tiago e seus companheiros deverão enfrentar o passado e seus medos, e em meio a um mar de zumbis canibais, descobrirão que o maior inimigo ainda são os humanos. Descubra a origem da infecção enquanto corre sem parar, uma aventura dramática que é sucesso na internet e agora se torna uma série de livros. Pegue apenas o necessário e corra sem olhar para trás. Quer descobrir como a infecção começou? A versão do livro foi revisada e ganhou capítulos e personagens exclusivos, mas você pode acessar o blog Terra Morta e ler 23 capítulos online. http://terra-morta.blogspot.com.br/


Bom, que eu gosto do tema zumbis não é novidade, mas esse livro é! Comecei a lê-lo na segunda e terminei na terça só porque tive compromissos porque eu engoli a história que é mega envolvente!

Logo no primeiro capítulo pensei: “Hum... Tá muito parado será que vai melhorar?” E como melhorou! Nas oito páginas que seguiram o capítulo 1 percebi um ritmo frenético com um protagonista que faz “pakour” e muitos zumbis (aflição!) e correria.  Os zumbis de Tiago não são lentos como os de “Alexandre Callari” ou como os de “The Walking Dead”, são burros, mas rápidos, ou seja, se você é um sedentário como eu, já era você fica morrendo de aflição do zumbizão correndo atrás das personagens.

A distopia conta, em primeira pessoa, a história de Tiago Rodriques, um dos poucos jovens sobrevivente a tudo o que está acontecendo em sua cidade que de repente, do nada, pessoas começaram a ficar como se estivessem com raiva e atacar umas as outras. Após algum tempo fugindo desses humanos (que Tiago pensa ser zumbis), se junta a Daniela, uma ex-jogadora de handebol que estava na cidade jogando quando toda a loucura explodiu. Os dois seguem juntos numa luta grande pela sobrevivência, experiências e conluios. A origem do vírus que se "alastrou" pela pequena cidade foi muito criativa e diferente de outros romances de terror. Li muitas resenhas falando que "Terra Morta" faz relação a "Resident Evil", mas não achei. Os dois podem ter pontos parecidos, mas a originalidade de Tiago foi diferente da dos filmes. 

O diferencial dessa ficção está na linguagem simples, mas intensa e nos detalhes: A capa é muito bem ilustrada e a arte gráfica da imagem da Igreja da cidade de Jaboticabal que vem no final com um muro  pichado "Jaboticabou" foi o melhor, foi inédito! Estou lendo “A noite maldita – crônicas do fim mundo” de André Vianco, leitura igualmente distópica e que também se passa no interior do Brasil assim como a de Tiago – “Terra Morta” se passa em cidades do interior do Estado de São Paulo (Jaboticabal, Araraquara...) e em São Paulo. No início de meu contato com esse tipo de descrição, de cidades próximas a mim, achei meio estranho. Porque de primeiro eu não conseguia imaginar outro lugar, ficava meio presa às características que já conheço das cidades, então ficava pensando “que coisa estranha, se passar aqui no Brasil”. Na verdade penso que isso seja um pouco de “preconceito” do brasileiro com o nacional, uma coisa que precisa ser trabalhada na nossa cabeça, uma coisa que temos que valorizar mais. Se vivemos aqui então porque as coisas não podem se passar por aqui? Muitas amigas minhas tem esse “conflito” e já falaram pra mim que não gostam que cite as cidades, que preferem que o autor apenas descreva o local, mas acho que é questão de costume e de valorização. Conforme fui me adaptando achei super interessantes e até “engraçado”, por exemplo: como estamos no Brasil, existe essa dificuldade em encontrar armas de fogo, então onde os protagonistas vão procurar armas para se defender? Em casas de pesca, achei muito legal isso, pois nos outros livros e filmes que vemos com o tema zumbi, as personagens sempre vem munidas de quinhentos tipos de armas carregadas de munição e a história acaba sendo um pouco “mais distante do real”, ir a uma casa de pescas ficou muito original.

A todo capítulo me peguei tentando me colocar em situações parecidas com a da história, primeiro por se passar no Brasil, segundo por conta da forma do escritor narrar, uma forma simples que toca leitor. Leitura muito mais que recomendada para quem curte o gênero zumbis/terror e para quem quer começar a ler. Adorei!

Capítulo 6 - Os zumbis não são o único perigo
Foto tirada do Pinterest de Tiago Toy 

Um comentário:

  1. Fico feliz que tenha gostado tanto, Maju, e agradeço a resenha e divulgação de meu trabalho.
    Logo sai o segundo e você continua o banquete ;)
    Bjão e sucesso!

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