segunda-feira, 1 de julho de 2013

AUTOR DO MÊS: Danilo Barbosa

Por Francine Estevão


Este mês, a Sociedade do Livro traz na coluna "Autor do Mês" um convidado especial.

Além de escritor, Danilo Barbosa é publicitário e coordenador do Clube do Livro de Ribeirão. E também amigo da equipe da Sociedade.

E por que ele merece um mês todinho dele? Porque ele acaba de relançar seu primeiro livro, "Arma de Vingança".


SL: Arma de Vingança é mesmo seu primeiro livro ou você já escreveu outras histórias antes, mas que (ainda) não foram publicadas?

DB: Foi o meu primeiro livro mesmo. Tenho outras ideias bem loucas em andamento, que espero liberar logo para os leitores. Acho que estou apenas aguardando o momento certo. Um autor nunca sobrevive com apenas um escrito. Os personagens povoam a nossa cabeça.

SL: Lembro que, quando te conheci, estávamos em uma livraria e quando você foi pegar seu livro pra me apresentar, havia apenas 2 exemplares. Tanto é que o livro está na segunda edição e segue fazendo sucesso. Qual o gostinho desse reconhecimento?

DB: É muito bom ter esse contato com a galera. Ser um escritor brasileiro que, sem nenhuma campanha de marketing maciça, como os best-sellers, conseguir chegar a 2ª edição em uma editora pequena é um grande fato. Sou muito grato aos leitores. Afinal, o que seríamos de nós escritores sem eles? O sabor que me vem disso é de vitória, emoção e muitas coisas boas. O dia que mais me pirou foi quando fui reconhecido em um ônibus lotado... É demais.

SL: Seus textos tem um "tom" diferente. Podemos dizer que eles têm uma pegada mais forte. Para onde você olha quando escreve? Existe uma Ana (personagem principal de "Arma de Vingança") escondida em algum lugar? 

DB: Acho que todo mundo tem uma Ana em si. É a nossa parte instintiva, a nossa "sombra". Acho que Ana, mais que uma mulher vingativa, é uma justiceira. Tem seus dias bons, dias ruins, mas quando vê a injustiça e uma possibilidade de mudar isso, vai à luta. Todos nós temos que trabalhar esse nosso lado mau de alguma forma. No fundo, os meus personagens são uma forma de trabalhar o meu. Quanto ao pegar pesado, rs, as pessoas acreditam que precisamos criar monstros fantásticos para nos assustar. Eu quis provar que não construindo o Ricardo... Parece que estou conseguindo, rs.

SL: Qual a parte mais difícil no momento de criar uma história?

DB: Construir os vilões, com certeza. Tive cenas que pensei "eu não vou dar conta", mas não podia parar. Quando finalmente terminei, estava todo tenso, com o corpo dolorido demais. Olhava determinados trechos e pensava, não acredito que escrevi isso....

SL: O Danilo publicitário ajuda ou atrapalha o Danilo escritor?

DB: Acho que não. Penso que os dois se completam. O publicitário permite que eu escreva de forma mais direta, sedutora, convidativa, entende? O escritor floreia, o publicitário seduz.

SL: Como foi participar da Feira do Livro de Ribeirão? 

DB: Foi demais. A galera vindo ao estande, querendo tirar foto comigo e conversando nas redes sociais é maravilhoso. Saber que as pessoas gostam do seu trabalho e se identificam é prazeroso. Tive leitores que já tinham a primeira edição e compraram a segunda só para trocarem ideias com o autor (ops, este sou eu!). O contato com os novos leitores quando conhecem a sua história, mesmo que brevemente, através de sua versão é extasiante. O olhar que eles te fitam quando descobrem que você é o autor não tem como descrever. Pela primeira vez me senti verdadeiramente tietado, quando adolescentes vieram me encontrar com caderninhos, pedindo autógrafos. Cansa, sem dúvida, ficar o dia inteiro de pé em um estande, comendo pouco, com os pés doendo e tal, mas ao mesmo tempo é BOM PRA C... Prazer e dor mesclados de uma forma única.

SL: Além de leitor, escritor, publicitário...você é muito ligado à literatura de forma geral. Você tem um blog literário ("Literatura de Cabeça") e um clube do livro ("Clube do Livro de Ribeirão"). Qual o retorno dessa relação tão próxima com as letras?

DB: Paixão. Amar os livros como muitas poucas coisas na vida. O que consegui de destaque no mercado, não como autor, mas mais nos bastidores, foi por fuçar e gostar desse mundo. Entre livros, sentindo o cheirinho deles e conversando com os autores, me sinto em casa. É como se um pedaço do meu coração se preenchesse quando me encontro nesse meio.

SL: E os próximos projetos? O que podemos esperar depois dessa segunda edição de "Arma de Vingança"?

DB: Várias coisas rolando. Ousando me adentrar no chick-lit e, paralelamente, um terror e um romance em andamento. Vamos ver qual sai primeiro. Escrever não é prazeroso, como muitos dizem... Tem dor, é mostrar facetas suas para o mundo. É literalmente um parto, prazer e dor sempre se misturando diante da gente. E esse filho ganha o mundo...

Rapidinhas:

Livro favorito: Pergunta difícil para quem vive cercado de livros. Posso citar O iluminado, A trama da maldade ou até mesmo E o vento levou. Depende do que você deseja sentir.
Autor favorito: Stephen King, claro.
Um livro que leu e que gostaria de ter escrito: O livro das coisas perdidas.
https://mail.google.com/mail/u/0/images/cleardot.gif


Um comentário:

  1. Obrigado pelo carinho, meninas. Sempre que precisarem, estou por aqui!

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