quarta-feira, 14 de agosto de 2013

RESENHA: "Perdida", de Carina Rissi

Por Francine Estevão


Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autor: Carina Rissi
Lançamento: 2013
Páginas: 363
Editora: Verus
Categoria: Romance

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole, está habituada com a modernidade e as facilidades que isto lhe proporciona. Ela é independente e tem pavor a menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são os que os livros lhe proporcionam. Mas tudo isso muda depois que ela se vê em uma complicada condição. Após comprar um novo aparelho celular, algo misterioso acontece e Sofia descobre que está perdida no século XIX, sem ter ideia de como ou se voltará. Ela é acolhida pela família Clarke, enquanto tenta desesperadamente encontrar um meio de voltar para casa. Com a ajuda de prestativo Ian, Sofia embarca numa procura as cegas e acaba encontrando algumas pistas que talvez possam leva-la de volta para casa. O que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos...


Carina Rissi sabe construir um conto de fadas moderno como ninguém. Além do mais, ela consegue pegar um mote que já vimos várias vezes em filmes e livros, que é a viagem no tempo, e criar algo extremamente original e apaixonante!

Eu diria que “Perdida” já virou um clássico moderno brasileiro. Afinal, quantas escritoras de hoje você já viu vender TANTO um único título a ponto de ele até virar filme? Aqui no Brasil isso acabou virando uma coisa meio rara (infelizmente). Mas, mérito merecido. O livro consegue nos atrair tanto, que quando vemos estamos lá em 1830, junto com a Sofia, com o Ian e com todos personagens que estão envolvidos nessa confusão atemporal.

Sofia é uma jovem de 2010 que trabalha muito, passeia pouco, tem uma melhor amiga que é como se fosse uma irmã pra ela, a Nina, e é viciada em tecnologia. Então, como ela poderia viver sem seu celular, com todas suas músicas, quando ele cai na privada de um lugar público? Eca! Ela não faz o resgate, claro, mas no dia seguinte, logo cedinho, sai em busca de um novo aparelho.

Na loja, ela encontra uma vendedora estranha que a oferece um aparelho especial, cheio de funções e com um preço promocional. Por que não aproveitar? Mas assim que deixa a loja, o celular não funciona. Enquanto tenta fazer a geringonça funcionar, Sofia tropeça e uma luz sai do aparelho. Quando ela dá por si, não há mais ruas, carros, prédios e nem um monte de pessoas a sua volta. Em vez da modernidade de 2010 a jovem se descobre em 1830, em meio a cavalos, vestidos bufantes, tradições extremamente formais e um gentleman lindo, alto e moreno!, que vai ajudá-la a se recuperar da situação que a deixou tão perdida no meio do nada.

Agora, imagina você, de mini saia, regata e All Star ir parar em 1830? Isso sem contar os costumes, os hábitos e o jeito de falar. Claro que a vida de Ian (o gentleman lindo, alto e moreno!), da família, dos amigos e dos criados dele vai virar de cabeça pra baixo com a presença de Sofia por lá. Pelo menos enquanto ela não descobre como faz pra voltar pra 2010. O que ela não esperava era que iria gostar tanto de viver como se fizesse parte de um livro de época, o que acaba abalando sua relação com todos do passado e do futuro.

Vou parar por aqui porque se não começo a me empolgar e acabo dando spoilers e como o livro é ÓTIMO, acho que todo mundo devia ler porque vale muito! Conforme as páginas vão passando, você vai se envolvendo mais e mais na história a ponto de não saber que decisão você tomaria se estivesse no lugar de Sofia. Confesso que lá pelo fim, por diversas vezes, fiquei com os olhos cheios de água a cada reviravolta que a vida deles dava.

E a boa notícia (além da que o livro vai virar filme), é que vai ter “Perdida 2”. Eu quero só ver o que nossa querida Carina Rissi vai aprontar com esses dois personagens tão apaixonantes e envolventes que acabaram conquistando o coração de milhares de leitores em cada cantinho desse país.


Confira também a entrevista que a Carina Rissi deu pra Sociedade do Livro aqui e a resenha do segundo livro dela, "Procura-se um marido" aqui

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