quarta-feira, 18 de setembro de 2013

RESENHA: “Felicidade à parte” de Lolly Winston

Por Francine Estevão


Título: Felicidade à parte 
Título Original: Happiness sold separately
Autor: Lolly Winston
Lançamento: 2010
Páginas: 320
Editora: Rocco 

Sinopse: Um caso extraconjugal é o fio condutor do livro Felicidade à parte, de Lolly Winston. Em seu segundo romance, a autora de “Doce lamento” mostra personagens que poderiam ser encontrados facilmente na vida real, imersos em uma narrativa envolvente que levanta uma série de questões relacionadas ao casamento e à vida a dois. Ao longo das páginas, os leitores testemunham o doloroso processo de três pessoas reconhecendo os próprios erros e buscando um modo de consertá-los. Logo no primeiro capítulo, Elinor Mackey, uma advogada bem-sucedida, descobre que Ted, seu marido, tem um romance com Gina, professora de ginástica da academia onde ele se exercita. Chocada, ela fica sem saber o que fazer, até que decide surpreender Ted e a amante colocando-os frente a frente. Ele termina o caso, mas Elinor precisa de um tempo sozinha para refletir sobre sua vida e o que fazer dali em diante. Emocionalmente exausta depois de três anos de tentativas de fertilização artificial, que resultaram em um aborto espontâneo, Elinor percebe que tanto sua vida pessoal quanto a profissional foram abaladas pelo esforço para engravidar. Aos poucos, ela foi se afastando do marido, que encontrou em Gina alguém que precisava dele e lhe dava o carinho e a atenção ausentes em seu casamento. Paralelamente, vemos que a trajetória de Gina também não é das mais fáceis. Mãe solteira de Toby, um garoto de 10 anos, ela acumula relacionamentos malsucedidos, que incluem um ex-namorado alcoólatra e extremamente ciumento. Quando o filho começa a ter problemas na escola, ela pede a Ted que ajude o menino a entender algumas matérias. Incapaz de recusar o pedido da ex-amante, ele concorda, sem desconfiar que isso acabaria por reaproximá-los. Os perfis psicológicos dos personagens de Felicidade à parte estão entre os trunfos da obra. Lolly Winston consegue fazer com que o trio de protagonistas conquiste a simpatia dos leitores, que ficam tão divididos quanto Ted diante das duas mulheres que ama.


“Felicidade à parte” mostra muito de perto a vida de um casal com problemas de relacionamento. Enquanto lia o livro, senti que estava me intrometendo na vida de um casal, como se fosse vida real. Sabe aquela história de ser uma mosquinha pra saber tudo que se passa em determinado lugar? Então. É mais ou menos isso que a autora faz com a gente.

O livro é bem diferente dos que costumamos ler sobre casais com problemas e acredito que ele vá desagradar muita gente. Temos que olhar pra ele com a consciência de que nem sempre todo mundo fica feliz o tempo todo e temos que mudar também nossos conceitos de o que é ser feliz porque acho que estamos muito habituados com a ideia de que um livro feliz é aquele que termina com o casal tendo uma vida perfeita pra sempre.

“Felicidade à parte” conta a história de Elinor e Ted a partir do momento em que ela descobre que o marido está tendo um caso com a personal trainer. Ela acredita que a culpa pela traição seja dela, por não conseguir ter filhos, mesmo depois de um zilhão de tratamentos de fertilidade.

No entanto, Elinor é uma mulher que sempre foi forte e sua personalidade a leva a enfrentar os fatos, ou melhor, enfrentar o marido e a amante dele na sua própria casa.


A partir daí, a vida dos três - de Elinor, Ted e Gina (a amante) - passa por altos e baixos e mudanças constantes. Entre idas, vindas, filhos, gravidez, ex e futuros amantes, acidentes e muito mais, a vida de cada um vai tomando um rumo, nem sempre esperado, mas muitas vezes, um rumo que é o melhor para todos e que vai trazer muito mais felicidade para cada um envolvido do que se o “esperado” acontecesse.

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