quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

RESENHA: "O Presente", de Cecelia Ahern

Por Francine Estevão

Título: O Presente
Título Original: The Gift
Autora: Cecelia Ahern
Editora: Novo Conceito
Páginas: 317
Lançamento: 2013

Sinopse: Todos os dias, Lou Suffern luta contra o tempo. Ele tem sempre dois lugares para ir, tem sempre duas coisas a fazer. Quando dorme, sonha com os planos do dia seguinte, e, quando está em casa, com a esposa e os filhos, sua mente está, invariavelmente, em outro lugar. Numa manhã de inverno, Lou encontra Gabe, um morador de rua, sentado no chão, sob o frio e a neve, do lado de fora do imenso edifício onde Suffern trabalha. Os dois começam a conversar, e Lou fica muito intrigado com as informações que recebe de Gabe; informações de alguém que tem observado uniões improváveis entre os colegas de trabalho de Lou, como os encontros da moça de sapatos Loubotin com o rapaz de sapatos pretos... Ansioso por saber de tudo e por manter o controle sobre tudo, Lou entende que seria bom ter Gabe por perto — para ajudá-lo a desmascarar associações que se formam fora de suas vistas — e lhe oferece um emprego. Mas logo o executivo arrepende-se de ajudar Gabe: sua presença o perturba. O ex-mendigo parece estar em dois lugares ao mesmo tempo, e, além disso, Gabe lhe fala umas coisas muito incomuns, como se soubesse do que não deveria saber... Quando começa a entender quem é realmente Gabe, e o que ele faz em sua vida, o executivo percebe que passará pela mais dura das provações. Esta história é sobre uma pessoa que descobre quem é. Sobre uma pessoa cujo interior é revelado a todos que a estimam. E todos são revelados a ela. No momento certo.


Estava completamente decepcionada com os livros da Cecelia Ahern depois de ler “O livro do amanhã”, mas dei uma chance ao “O Presente” e fiquei extremamente feliz de constatar que essa história é tão boa quanto os melhores livros dela, “Se você me visse agora” e “P.S. Eu te amo”.
“O Presente” me fez chorar de soluçar e eu achei que não fosse parar mais. Algo que NUNCA aconteceu comigo em qualquer livro que eu tenha lido até hoje. Eu posso ter me emocionado com algumas histórias, mas nunca uma lágrima se quer caiu. Até hoje.

O livro conta uma história extremamente realista entremeada por fatores sobrenaturais incríveis e me tocou de um jeito muito particular. Ela é um pouco de tudo aquilo do qual estou cansada de ver ao meu redor. Pessoas trabalhando tanto que esquecem de viver e gente tão preocupada com os presentes de Natal que se esquecem de todos os significados que esta data deveria ter.

A história começa com o sargento Raphie tomando conta de um jovem de 14 anos que foi “detido” depois de jogar um peru na janela da casa do pai. Enquanto aguarda a mãe ir busca-lo na delegacia, o “Garoto do Peru” é entretido pelo sargento que quer lhe ensinar uma lição ao lhe contar uma história.

Lou é um workaholic irremediável. Faz de tudo para dar o melhor de si no trabalho e se fosse possível, ele estaria em dois lugares ao mesmo tempo para poder resolver tudo e mostrar ao chefe o quanto merece o cargo de um colega maluco que foi afastado da empresa.

Mas como não pode ser perfeito em tudo, Lou prefere ser ótimo no trabalho e um saco em família, a ponto de sua esposa, Ruth, querer “demiti-lo” do cargo de pai, marido, irmão e filho.

Um dia, ao ir para o escritório, Lou conhece Gabe, um morador de rua que observa todo mundo pelos pés. Durante uma conversa entre os dois, Lou descobre que pode estar sendo trapaceado no trabalho e resolve levar Gabe para o escritório a fim de poder saber de informações privilegiadas que não permitam que ele perca a chance de ser promovido.

O que Lou não esperava era que o morador de rua misterioso iria mudar sua vida para sempre, em todos os sentidos.

Conhecemos toda a história de Lou, Gabe e cia. através do sargento enquanto ele vai contando tudo para o “Garoto do Peru” e de vem em quando, os capítulos voltam para a sala da delegacia para mostrar um pouquinho das reações do jovem à tudo aquilo que está ouvindo.

A história é LINDA LINDA LINDA e faz cada um de nós pensar nas nossas correrias do dia a dia. O que estamos fazendo com o nosso tempo?



“...isso faz com que o tempo seja mais precioso que o dinheiro, mais precioso do que qualquer coisa. Você nunca pode ganhar mais tempo. Quando uma hora passa, uma semana, um mês, um ano, você nunca consegue recuperá-los.”


Um comentário:

  1. Noossa estou maluca por esse livro!! A capa dele é linda eu amo histórias que nos trazem reflexão!!! Achei super bacana esse quote: retratar o presente ( não como um objeto que se ganha) mas como o tempo!

    Ótima resenha!!

    Beijos!

    meudiariojk.blogspot.com.br

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