quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

RESENHA: “A Guardiã”, de Melissa Marr

Por Francine Estevão



Título: A Guardiã
Título original: Graveminder
Autora: Melissa Marr
Editora: Rocco/ Harpercollins
Lançamento: 2012/2011
Páginas: 341

PS: Eu li o livro em inglês, por isso coloquei as informações das duas versões. Quem quiser treinar o inglês pode aproveitar que o livro tem uma linguagem bem fácil de entender. 
PS2: A capa do original é muuuuito mais bonita e tem muito mais a ver com a história! #prontofalei

Sinopse: Maylene Barrow vela os mortos de sua cidade natal cuidando das sepulturas, plantando jardins e contando histórias à beira das lápides. Mas quando ela mesma morre, sua neta Rebbekah, que não pisava em Claysville desde o suicídio da irmã, é obrigada a se defrontar com uma herança da qual não pode fugir: tornar-se ela a guardiã dos mortos da outrora pacata cidadezinha. Estreia de Melissa Marr, autora da série juvenil Wicked Lovely, na ficção adulta, A guardiã fala de vida, morte e destino por meio de uma envolvente trama de mistério.

Comprei “Graveminder” porque tava em promoção e porque na capa vem uma frase da Charlaine Harris recomendando o livro. Ai eu fiquei com a expectativa de que ele fosse um pouco mais parecido com a série Harper Connelly Mysteries, da Charlaine. Não é. “Graveminder” é bem mais leve no quesito sombrio e ele tem um pezinho em diferentes gêneros literários. É meio suspense, um pouco distópico e tem ainda um quê de investigativo bem de leve. Mas é um bom livro.

Ainda assim, eu fiquei desejando que ele fosse uma série (até onde eu saiba, não é), para que numa possível continuação, pudéssemos conhecer mais detalhes sobre o mistério central da história e sobre como os personagens principais lidaram com tudo aquilo depois do “susto inicial”.

Há um segredo em Claysville que poucos sabem. A cidade não é acometida por nenhum tipo de doença ou crime e as pessoas acabam morrendo apenas por causas naturais.

Rebekkah deixou Claysville há algum tempo depois da morte do seu pai e da sua meio-irmã, Ella. Ela retorna para a cidade apenas de vez em quando para visitar a avó “adotiva”, Maylene, que agora está morta. Ao voltar para o enterro, ela descobre que Maylene foi assassinada, mas ninguém sabe quem ou o que a matou. E, aparentemente, ninguém está interessado em descobrir.

William, pai de Byron, amigo colorido de Rebekkah também parece ter sido atacado pelo mesmo “monstro” que matou a avó da jovem e, antes que seja tarde demais, ele decide contar para o filho o grande segredo que envolve a cidade.

Então Byron é levado pelo pai para conhecer um mundo completamente diferente - e supostamente surreal - que existe bem abaixo de Claysville. O mundo da morte. Ainda com muitas dúvidas sobre o que acabou de descobrir, Byron terá que tomar uma decisão que pode mudar toda sua vida e a de Rebekkah, por consequência.

De frente com a própria Morte, Byron descobre que ele está designado a ser o Guia, uma espécie de segurança particular da Guardiã – no caso Rebekkah, que ainda não sabe de nada sobre isso. Sua missão é protegê-la de qualquer perigo enquanto ela coloca os mortos de volta no lugar de onde eles jamais deveriam ter saído. Mas para isso, ele terá que contar a verdade para ela e juntos eles terão que enfrentar a morte que parece estar fora do controle atacando a cidade como nunca antes havia acontecido.

Confesso que eu esperava algo mais sombrio e acabei me deparado com uma história mais leve do que eu imaginava. O drama romântico dos personagens principais me incomodou um pouco. E também achei que eles aceitaram bem demais a nova situação de vida imposta a eles. Foi tudo muito rápido. Mas de forma geral, achei a história bastante interessante. A forma como o mundo da morte é mostrado, a forma como eles trabalham para devolver os mortes para o mundo da morte e tem até uma pitada de livros investigativos em um determinado momento – que eu não vou contar porque sei que vocês não gostam de spoilers – que me fez ficar em choque por alguns momentos antes de prosseguir com a leitura.

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