domingo, 30 de março de 2014

RESENHA: "A Filha do Louco" de Megan Shepherd

Por Carla Rojas - colaboradora do Sociedade do Livro

Título Original:  The Madman's Daughter
Autora: Megan Shepherd
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas416

Sinopse: Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família.


Saiba mais sobre este título aqui no SKOOB
O livro, baseado no clássico “ A ilha do Dr. Moreau” de  H.G. Wells me conquistou desde o inicio. Primeiramente pela capa lindíssima e diagramação caprichada. Mas a história não fica nem um pouco para trás.

Ela começa com Juliet, lutando pela sobrevivência sozinha em Londres após o falecimento de sua mãe. A protagonista me marcou por ser bem construída e complexa. Vários de seus aspectos, positivos e negativos, são abordados e o ritmo que ela imprime, veloz e dinâmico, ajuda na imersão da história (de tal maneira que me fez perder o ponto do onibus *risos*).

Juliet viaja à ilha onde seu pai se esconde e o ápice acontece com ela descobrindo aos poucos os segredos que ali existem. Ela está determinada a descobrir a verdade sobre as acusações que cercam seu pai, seria ele tão hediondo quanto a sociedade londrina parecia acreditar? Logo fica claro que sim. E não, isso não é um spoiler. As cirurgias e “intervenções” realizadas pelo Dr. Moreau são apenas o início do drama.

O tom do livro é bem dramático e chega a ser obscuro. Nada que prejudique, ao contrário, achei todos os elementos condizentes com a atmosfera de suspense e perigo vivida pelos personagens.

E o que nos prende à leitura não são apenas os mistérios mas também a relação da protagonista com Montgomery, um ex-criado de sua família agora assistente de seu pai, e com o náufrago Edward, do qual pouco se sabe. Esses personagens vão sendo desenvolvidos com o passar do tempo e por varias vezes fiquei em dúvida quanto aos meus sentimentos para com eles.

São tantas reviravoltas que eu fiquei sem fôlego. Lá pelo final da trama pensei “Pronto! É esse o grande mistério” e fui deliciosamente surpreendida outras duas vezes com novas “bombas” ( imprevisibilidade é o que há rs).

Obviamente, então, o final não tem nada de clichês ou o certinho final feliz (em que tudo da certo e os herois vivem felizes para sempre). O que é ótimo, pois nos deixa ansiosos para a continuação (é uma triologia, como alegremente fiquei sabendo!).


Capas originais dos dois primeiros títulos de Megan

Você sabia? Imagem do site da NC

Um comentário:

  1. uauuu é uma trilogia?ai ufa to aliviada porque ja li o livro e admito que me decepcionei com a ultima página,ai gente quando sai o segundo livro no Brasil??

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