quarta-feira, 19 de março de 2014

RESENHA: "Um perfeito cavalheiro", de Julia Quinn

Por Francine Estevão

Título:
Um perfeito cavalheiro (3º livro da Série Os Bridgertons)
Título original: An Offer from a Gentleman
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 304

Sinopse: Sophie sempre quis ir a um evento da sociedade londrina. Mas esse é um sonho impossível. Apesar de ser filha de um conde, é fruto de uma relação ilegítima e foi relegada ao papel de criada pela madrasta assim que o pai morreu. Uma noite, ela consegue entrar às escondidas no baile de máscaras de Lady Bridgerton. Lá, conhce o charmoso Benedict, filho da anfitriã, e se sente parte da realeza. No mesmo instante, uma faísca se acende entre eles. Infelizmente, o encantamento tem hora para acabar. À meia-noite, Sophie tem que sair correndo da festa e não revela sua identidade a Benedict. No dia seguinte, enquanto ele procura sua dama misteriosa por toda a cidade, Sophie é expulsa de casa pela madrasta e precisa deixar Londres. O destino faz com que os dois só se reencontrem três anos depois, Benedict a salva das garras de um bêbado violento, mas, para decepção de Sophie, não a reconhece nos trajes de criada. No entanto, logo se apaixona por ela de novo. Como é inaceitável que um homem de sua posição se case com uma serviçal, ele lhe propõe que seja sua amante, o que para Sophie é inconcebível. Agora os dois precisarão lutar contra o que sentem um pelo outro ou reconsiderar as próprias crenças para terem a chance de viver um amor de conto de fadas. Nesta deliciosa releitura de Cinderela, Julia Quinn comprova mais uma vez seu talento como escritora romântica.

“Um perfeito cavalheiro” nos traz, em seus primeiros capítulos, uma recontagem de Cinderela. Com direito a quase todos os detalhes do clássico conto de fadas. Sophie é a filha bastarda de um conde e quando ele se casa, a nova condessa detesta a jovem e proíbe suas duas filhas de tratarem a enteada bem. Até que o conde morre e a condessa faz de Sophie a criada da casa. Um dia, Sophie encontra a oportunidade de ir a um baile de máscaras oferecido pelos Bridgertons e acaba se envolvendo com o 2º filho da família, Benedict. No entanto, à meia noite, hora de voltar para casa, ela deixa o cavalheiro para trás sem nem mesmo lhe contar seu nome. A ele, resta apenas uma luva que servirá de esperança para que ele encontre a dama de prateado.

No princípio, tudo isso me deixou um pouco desanimada com a leitura. O fato de ser extremamente igual a Cinderela me fez pensar que o livro seria bastante óbvio até o fim. Mas como Julia Quinn é uma excelente contadora de histórias, basta avançar um pouco para ser ver completamente presa ao livro e mais do que envolvida. A autora sabe despertar nossos sentimentos pelos seus personagens que até podem estar vivendo uma releitura do clássico conto de fadas, mas que têm seu jeitinho todo especial de conquistar os leitores e de nos fazer soltar altas gargalhadas durante a leitura, algo que se repete desde o primeiro livro da série e que considero uma das principais qualidades na narrativa dela, tornando suas histórias – por mais óbvios que possam ser seus finais – diferenciadas dos outros romances históricos modernos que são publicados e tornando a leitura extremamente agradável. A forma como ela desenvolve cada personagem é única e essencial para que a história ganhe força e desperte o interesse de todos.

Voltando ao enredo... Após o baile, Benedict sai a procura de sua companhia misteriosa e desperta na madrasta de Sophie a desconfiança e depois a certeza de que ela a desrespeitou e esteve no festa. Com isso, Sophie é expulsa de casa e acaba conseguindo um emprego na casa dos pais de um amigo de Benedict. No entanto, cansada das investidas do filho do casal, ela decide ir embora, mesmo sem saber para onde. Quando está para deixar a propriedade, no meio de uma festa, o jovem e outros colegas dele, já embriagados, estão prestes a forçá-la a ficar com eles. Mas a jovem é impedida de ser abusada por ninguém menos que Benedict, que não a reconhece do baile.

Após salvá-la de um destino cruel, Benedict, um cavalheiro nato, resolve levar Sophie para sua propriedade a fim de oferecer a ela um emprego na casa de sua mãe, Violet. É a partir dai que “Um perfeito cavalheiro” ganha rumo próprio e fica ainda melhor.

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