quarta-feira, 30 de abril de 2014

RESENHA: "Os Solteiros", Meredith Goldstein

Por Francine Estevão

Título: Os Solteiros
Título Original: The singles
Autora: Meredith Goldstein
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 256

Sinopse: Hannah é diretora de elenco em Nova York e ainda chora pelo ex que a abandonou. Rob não é muito bom em assumir compromissos, mas nos tempos da faculdade quase namorou Hannah — e não se esquece disso... Vicki tem um trabalho lucrativo (embora tedioso) como designer de interiores de uma grande rede de supermercados, e é uma depressiva crônica. Nancy leva uma vida dupla e Joe é um quarentão que adora namorar mulheres mais jovens... Não há como negar: juntos, eles podem comprometer seriamente os planos de Bee de ter o casamento mais elegante da cidade. Da união desses personagens apaixonados resulta um romance divertido e doce sobre vidas entrelaçadas, relações de amizade e o incontestável amor. 


Se você pensa que um livro que se passa em um casamento vai falar sobre o amor eterno e coisas assim, você está enganado. "Os Solteiros" é quase o oposto ao romantismo que se espera de um romance. Apesar de apontar muita coisa ruim da vida de solteiros, o livro de Meredith Goldstein está mais para exaltar todo o charme da vida de pessoas que ainda não encontraram o amor de suas vidas. Afinal, como ela mesmo diz, "os solteiros muitas vezes são as pessoas mais extraordinárias de uma sala".

O livro conta a história de cinco solteiros enquanto Bee, o elo entre todos eles, se casa com Matt, o amor da sua vida (que no livro só tem nome e nada mais, nem uma descriçãozinha, nem uma fala, nada!). 

Cada capítulo leva o nome de um dos cinco solteiros e relata, aos poucos, as sensações que eles têm de estarem sozinhos em um casamento intercaladas com flashs do passado e do presentes deles fora da festa, que é a forma como conhecemos suas vidas amorosas cheias de desastres e sucessos.

A história tem alguns personagens interessantes e é divertido ver como Hannah, que profissionalmente escala elenco para comerciais e filmes independentes, escala atores para todas as pessoas reais ao redor dela. No entanto, tem também alguns dos "principais" que são completamente dispensáveis à trama. No geral, a palavra que eu usaria para descrever a história como um todo é "desnecessário". O livro não tem um propósito, um começo-meio-e-fim. Ele sai do nada e vai pra lugar nenhum, ou seja, parece que tem só o meio. 

terça-feira, 29 de abril de 2014

Vanessa Bosso é nova aposta da Novo Conceito

A autora Vanessa Bosso é o novo nome do selo Novas Páginas, da editora Novo Conceito. A previsão é de que seu primeiro livro na "casa nova", "O Homem Perfeito", seja publicado no segundo semestre deste ano.

Vanessa Bosso escreve desde 2009, já publicou mais de 12 livros e, recentemente, ganhou um grande feedback ao apostar nos e-books.

"O reconhecimento dos leitores eu já tinha, mas, agora, posso dizer com todas as letras, estou me sentindo realizada", declarou Vanessa Bosso.



Parabéns, Van! E boa sorte na casa nova! Que a oportunidade lhe traga ainda mais leitores e muito mais sucesso!



segunda-feira, 28 de abril de 2014

LANÇAMENTOS de maio - Editora Arqueiro

"Escravas de Coragem", de Kathleen Grissom



Belle já tinha problemas suficientes preparando a comida da casa-grande e cuidando para se manter longe dos olhos de D. Martha e de seu filho, Marshall. Eles não sabem que, na verdade, ela é filha ilegítima do capitão James Pyke, por isso imaginam o pior em relação à preferência do capitão pela escrava mestiça. Ser responsável por uma menina meio doente que acaba de chegar à fazenda é um tormento do qual Belle não precisava. A garota parece incapaz de reter comida no estômago, mal fala, não se lembra de nada e, às vezes, é até meio assustadora, com sua cara de avoada. Além de tudo é branca e tem cabelos cor de fogo. Mas Belle sabe que, entre as pessoas que a acolheram, a cor da pele não significa nada e por isso acaba recebendo Lavinia de braços abertos. Esse é apenas o início da saga de uma família formada por laços que vão muito além do sangue. Uma história de coragem, esperança, força e amor à vida.


Leia um trecho aqui.

"Roleta Russa", Jason Matthews 



Desde pequena, o sonho de Dominika Egorova era fazer parte do Bolshoi, o balé mais importante da Rússia. Após ser vítima de uma sabotagem, porém, ela vê sua promissora carreira se encerrar de forma abrupta. Logo em seguida, mais um golpe: a morte inesperada do pai, seu melhor amigo. Desnorteada, Dominika cede à pressão do tio, vice-diretor do serviço secreto da Rússia, o SVR, e entra para a organização. Pouco tempo depois, é mandada à Escola de Pardais, um instituto onde homens e mulheres aprendem técnicas de sedução para fins de espionagem. Em seus primeiros meses como pardal, ela recebe uma importante missão: conquistar o americano Nathaniel Nash, um jovem agente da CIA, responsável por um dos mais influentes informantes russos que a agência já teve. O objetivo é fazê-lo revelar a identidade do traidor, que pertence ao alto escalão do SVR. Logo Dominika e Nate entram num duelo de inteligência e táticas operacionais, apimentado pela atração irresistível que sentem um pelo outro.


Leia um trecho aqui.

"Os Três", Sarah Lotz



Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. 

Leia um trecho aqui.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

TAG: Livros não lidos X Compras


Hoje a TAG do blog Falando de Livros  me propôs discutir  “livros não lidos x compras”.

1 - Quantos livros não lidos você possui?

Hum....vamos contar os comprados mais recentemente e deixar a conta do skoob em paz? Fazendo assim o total é de SETE livros. Isso contando os comprados. Os ganhados e afins totalizam SETE também...


Livros comprados não lidos X_X

Tudo o que ganhei e que espera ser lido

2 - Quantos livros já lidos você possui?

Acho que aqui vale usar o skoob? Hehehehehe. 237 no total.

3 - Você compra mais livros do que lê?

"Não. Não importa quanto livros eu compre, eu sempre acabo lendo-os e"...que mentira! 
Sim, sou uma compradora de livros possuída compulsiva, mas após frequentar os livrólogos anônimos eu melhorei. Juro. Risos.

4 - Você pretende banir as suas compras de livros?

Assim....não vou banir, mas vou tentar comprar menos. Às vezes uma capa me chama atenção, uma sinopse me encanta, uma amiga é culpada por indicar algum livro legal. Outras vezes tem aquele livro LINDO que você precisa ter com você pra sempre, como no caso do "The Secret Garden" da Editora Barnes&Noble (O Jardim Secreto) que comprei e que é lindo! Mas pretendo diminuir um pouco a compra sim pra não acumular muitos livros sem ler. 


5 - Por que você acha que não lê os livros não lidos da sua estante?

Hum...eu quero lê-los sim, mas às vezes tem um título que acaba de sair e eu acabo de comprar e dou a preferência a ele, mas não deixo de ler os da estante :)

E vocês, compram mais do que leem? 

quinta-feira, 24 de abril de 2014

SORTEIO: "Boneca de Ossos", Holly Black


Em parceria com a editora Novo Conceito, a Sociedade do Livro vai presentear um sortudo ou sortuda com o lançamento da NC "Boneca de Ossos", da Holly Black.

SinopsePoppy, Zach e Alice sempre foram amigos. E desde que se conhecem por gente eles brincam de faz de conta – uma fantasia que se passa num mundo onde existem piratas e ladrões, sereias e guerreiros. Reinando soberana sobre todos esses personagens malucos está a Grande Rainha, uma boneca chinesa feita de ossos que mora em uma cristaleira. Ela costuma jogar uma terrível maldição sobre as pessoas que a contrariam. Só que os três amigos já estão grandinhos, e agora o pai de Zach quer que ele largue o faz de conta e se interesse mais pelo basquete. Como o seu pai o deixa sem escolha, Zach abandona de vez a brincadeira, mas não conta o verdadeiro motivo para as meninas. Parece que a amizade deles acabou mesmo...

Além de ganhar o livro, a pessoa sorteada poderá ganhar um espaço no blog para compartilhar com nossos leitores sua opinião sobre o livro.

Então, fiquem atentos aos termos e condições do sorteio e no dia 11 de maio, o ganhador ou ganhadora será conhecido.


a Rafflecopter giveaway



quarta-feira, 23 de abril de 2014

RESENHA: "Quem sabe um dia", de Lauren Graham

Por Francine Estevão

Título: Quem sabe um dia
Título original: Someday, someday, maybe
Autora: Lauren Graham
Editora: Record
Lançamento: 2014
Páginas: 368

Sinopse: Franny Banks é uma atriz lutando em Nova York, com apenas seis meses para o prazo de três anos que deu a si mesma para ser bem sucedida. Mas até agora, tudo o que ela tem para mostrar por seus esforços é uma única linha em um anúncio de camisolas feias de Natal e um emprego de garçonete degradante. Ela vive no Brooklyn, com duas companheiras de quarto, Jane - sua melhor amiga de faculdade, e Dan, um escritor de ficção-científica, que é muito, definitivamente não namorável. E está lutando por seus sentimentos por um cara suspeitamente charmoso de sua aula de atuação, tudo isso enquanto tenta encontrar um shampoo para seus cabelos que realmente funcione. Enquanto isso, ela sonha em fazer um trabalho "importante", mas parece que ela só consegue audições para propagandas de detergente líquido e comerciais de manteiga de amendoim. É díficil dizer o que vai acontecer primeiro: ela vai ficar sem tempo ou sem dinheiro, mas de qualquer forma, o fracasso significaria enfrentar o fato de que ela não tem absolutamente nenhum habilidade para sobreviver no mundo real. Seu pai quer que ela volte para casa e vire professora, seu agente não vai chamá-la de volta, e sua colega de aulas, Penelope, que parece incentivadora, pode só tornar a competição ainda mais difícil. Quem Sabe Um Dia é uma estreia engraçada e encantadora sobre encontrar a si mesmo, um amor e o mais difícil de tudo, encontrar um trabalho como atriz.


Estava vestindo inocentemente uma t-shirt durante que comprei durante uma viagem, quando a Roh Dover, do TriBooks pergunta “é daquele livro?” OI? Minha blusa, comprada inocentemente, só porque achei linda, era a capa de um livro? Google.

Não só era a capa de um livro, como era a capa de um livro da Lauren Graham, que se passa em NY, recomendado pela Meg Cabot. Okay, comprar o livro NOW!



“Quem sabe um dia” é daqueles livros deliciosos de ler para relaxar. Ele diverte, distrai, e você devora a história sem nem perceber o tempo passar.

A autora, Lauren Graham, ficou marcada para sempre em mim como a Lorelai, de Gilmore Girls. Por isso, no começo da leitura de sua estreia literária, foi impossível não imaginar Franny como a própria autora, que também atua em Parenthood. Depois, com o passar da história, a personagem foi criando seus próprios traços e fui criando uma imagem própria para a ela. Ela é bastante real (ou pelo menos tão real quanto eu imagino alguém na situação dela) e acho que isso se deve ao fato de Lauren ter colocado no papel muitas das experiências que teve nos caminhos que percorreu para ser uma atriz famosa e reconhecida.

Franny mora com Jane, uma produtora de filmes, e Dan, um aspirante a roteirista. Ela está na Big Apple para conseguir se tornar uma atriz na Broadway, mas ela tem um prazo autoimposto para que isso aconteça. Caso contrário, ela desistirá desse sonho e trilhará outros caminhos. Isso porque ela não quer se tornar uma daquelas pessoas que insistem para sempre sem nunca chegar a lugar nenhum de fato.

Com o prazo quase se esgotando, ela se divide entre as aulas de teatro, um emprego como garçonete, testes para comerciais, dificuldades financeiras, preguiça, determinações que nunca servem para nada e que nem sempre consegue cumprir, espiar um vizinho com hábitos estranhos e uma secretária eletrônica que é a única do apartamento que dá alguma atenção ao pai de Franny. Aliás, a secretária eletrônica é quase uma personagem da história rs.

Além disso e das reclamações constantes com o peso a mais que ela acha que tem e com o cabelo revoltado que ela quase nunca consegue domar, Franny ainda tenta fazer de tudo para conseguir um agente que lhe ajude a conseguir empregos de verdade como atriz (e não só comerciais), um relacionamento estranho com um ator famoso da sua turma das aulas de teatro e uma queda, ainda que não confessada, pelo seu colega de apartamento.

Fora isso, a autora não deixou que a história se detivesse ao momento presente da personagem. Ela conta o que a motivou a ser atriz, como ela começou a perceber a importância de atuar na sua vida, dando certa profundidade à história.

Cada elemento, cada personagem e cada situação contribuem para que o livro seja excelente. Uma delícia de ler, muito bem escrito e engraçado. Tem também, ainda que de forma extremamente sutil, uma mensagenzinha sobre a importância da autoconfiança e da persistência na conquista pelas coisas que desejamos. A história de Franny mostra que nossas escolhas determinam quase tudo que acontece na nossa vida e que devemos sempre acreditar em segundas chances.


Além da capa MA-RA-VI-LHO-SA, preciso destacar aqui uma das coisas que mais me deixou apaixonada pelo livro: as páginas da agenda de Franny! Sério, gente. Achei tão legal a forma como ela faz as anotações na agenda diária dela que deu vontade de sair desenhando nas páginas da minha agenda também.





terça-feira, 22 de abril de 2014

Divergente, o filme


Estava ansiosa pela adaptação de "Divergente", primeiro livro da trilogia distópica criada por Veronica Roth. Mas ao mesmo tempo que não via a hora de assistir ao filme, eu também estava morrendo de medo. Primeiro porque eu havia amado o livro (que é com certeza o melhor dos 3) e segundo porque eu havia detestado o elenco escalado para cada papel. No entanto, ao entrar na sala de cinema, fiquei tão envolvida que acabei esquecendo o fato de não ter gostado dos atores que faziam cada um dos papeis. 

A versão cinematográfica de "Divergente" ficou excelente. E "adorei" foi a primeira palavra que eu disse assim que o filme acabou. O filme tem bastante ação, assim como o livro, o que dá um ritmo excelente à história. Os atores trabalharam direitinho e conseguiram me deixar com o estômago em calafrios em muitas cenas.

Faltaram algumas coisas, claro. Mas achei a adaptação muito bem feita. Para quem leu o livro há mais tempo, assim como eu, algumas das coisas que faltaram no filme nem fizeram tanta diferença. (Apenas o Amah que não apareceu em momento algum e ele tem papel importante lá pra frente na história.) No entanto, de maneira geral, o essencial do livro está lá no filme, que vale muito a pena assistir.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

RESENHA: "Arrabal e a Noiva do Capitão" de Marisa Ferrari

Por Carla Rojas 


Título: Arrabal e a Noiva do Capitão
Autora: Marisa Ferrari
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 368


Sinopse: Giordano e Giuseppe são idênticos na aparência, mas suas almas não poderiam ser mais diferentes. O bravo Giordano é o capitão-chefe da Guarda Real. Giuseppe é um ator de coração puro e alegria contagiante que viaja com sua trupe para se apresentar nas praças e castelos da região. De caráter inflexível, Giordano tem como sua maior missão proteger o Rei. Por sua vez, o sonhador Giuseppe deseja escrever uma peça de teatro com diálogos, o que seria uma inovação para a época. Embora não sejam propriamente amigos, os dois irmãos vivem uma espécie de acordo de cavalheiros, respeitando o espaço um do outro e lidando com o delicado estado de saúde de sua mãe. Até que a formosa Luigia acaba com a paz da família Romanelli...
 Arrabal e a Noiva do Capitão nos transporta para a incrível Nápoles do século 18, magistralmente reconstruída por Marisa Ferrari. Uma história que resgata a magia do teatro e nos convida a compreender a beleza que existe nas contradições.

Eu realmente comecei a ler este livro sem ter noção do que se tratava. A capa e o título me faziam pensar que era apenas mais um romance, desses ambientados em tempos antigos e sobre um amor impossível. Mas não foi essa a impressão que tive após terminá-lo. “Arrabal e a Noiva do Capitão” é sobre escolhas e obrigações, liberdade e obediência,  camaradagem e segredos e tudo mais que essas antíteses implicam. E conta com uma abordagem  ótima, aliás.

O livro começa contando o nascimento de Giordano e Giuseppe, irmãos gêmeos e filhos de Gioconda e Carlo Romanelli. E é ao redor desses dois personagens que a história vai rodar. De início já fica claro que os irmãos são o oposto um do outro, em seus modos de viver especialmente. Isso causa uma distância praticamente tangível entre eles, até que ambos se apaixonam pela mesma mulher, Luigia.

 

Inicialmente esse enredo me pareceu bem clichê, e até o seria, não fosse  o final surpreendente que , de fato, foi um desfecho sensacional pra história, dando a ela um novo sentido fora do usual. A questão psicológica e individual (principalmente no fim) também é bem forte na narrativa,  tirando-a da superficialidade de um romance empacotado.

Sim, o decorrer do livro pode ter ocorrido de maneira bem lenta para mim. Embora acredite que isso se deva mais às minhas duas últimas leituras (Garota Exemplar e A Filha do Louco) do que a uma possível letargia de Arrabal e a Noiva do Capitão, que sem as características de um thriller de suspense das outras duas obras não tinha a mesma dinâmica bem veloz e fácil para ler.

Falando agora do cenário que a autora deu à obra, talvez eu seja suspeita para falar devido a minha preferência pela Itália, mas eu adorei saber mais sobre a Nápoles do século XVIII. Existe todo um embasamento histórico que foi uma surpresa agradável tratando-se de um livro nacional (afinal, as conquistas e batalhas de Carlo di Borbone não são um tema recorrente em livros brasileiros não é? Rs). E as falas em italiano, presentes em praticamente todos os diálogos (tem até um pouquinho em francês!) não chegam a atrapalhar o entendimento(não há tradução) pois são em sua maioria interjeições, frases e palavras que podem ser entendidas pelo contexto, mesmo que você não saiba niente de italiano ou seja um principiante na língua (como eu). Marisa Ferrari está de parabéns por ter criado uma narrativa com esses detalhes.




Marisa Ferrari nasceu no Rio de Janeiro. É jornalista e pós-graduada em Filosofia Antiga. Autora de poemas, roteiros de cinema e peças de teatro, entre eles o musical infantil “;Um príncipe desencantado”

domingo, 20 de abril de 2014

FELIZ PÁSCOA!

Hoje os cristãos comemoram o renascimento de Cristo. Que possamos todos nós renascer também em nossos corações, celebrarmos a vida e realizar sonhos. Construir uma blogosfera cada vez mais ética e amiga, construir esperanças para novos projetos sempre com os pés firmes rumo ao futuro!

FELIZ PÁSCOA da Equipe Sociedade do Livro!


sexta-feira, 18 de abril de 2014

TAG: Sete pecados literários

E a TAG de hoje é.... Sete Pecados Literários que eu tirei do blog Leitora Incomum.

1 - Ganância - Qual é seu livro mais caro? E o menos caro? 
Acho que o mais caro foi “As Palavras”, da Clarice Lispector (deve ter tido algum mais caro, mas lembro desse porque está mais recente). E o mais barato, vários dos que compro nas promoções da Fnac. Também pra ficar com o mais recente, “Deslembrança”, da Cat Patrick.




2 - Ira - Com qual autor você tem uma relação de amor e ódio? 
Cecelia Ahern. Tem livro dela que é ótimo e me faz morrer de tanto chorar de tão bom (“O Presente”), tem livro que marcou pra sempre (“Se você me visse agora”) e tem livro que me arrependo profundamente de ter lido (“O livro do amanhã”). Depois dessas experiências, fico meio com receio de começar a ler uma nova história dela porque nunca sei se vou amar ou odiar.


  
3 - Gula - Que livro você devorou sem vergonha alguma? 
Pra ficar nos mais recentes, devorei “Quem sabe um dia”, da Lauren Graham (resenha me breve no blog).



 4 - Preguiça - Qual livro você tem negligenciado devido à preguiça? 
Neste exato momento estou com “Doors Open” do Ian Rankin começado, mas to com uma preguiça mortal de ir em frente. Mas, normalmente, o que me deixa com preguiça de ler um livro não é seu tamanho ou o fato de estar em outra língua. Tenho preguiça de ir em frente com uma história quando sinto que não estou no clima para ler uma trama daquele gênero específico. Ou quando a narrativa não tem um ritmo legal.


5 - Orgulho - Que livro tem mais orgulho de ter lido?
Me orgulho muito de ter concluído “Don Quijote”. Primeiro porque é uma história incrível, segundo porque foi meu primeiro livro em espanhol e terceiro porque ele é enorme! RS


6 - Luxúria - Quais atributos você acha mais atraentes em personagens masculinos e femininos?
Hum...fisicamente falando, gosto de personagens morenos. Mas acho que o que mais atrai nos personagens são suas personalidades. Gosto quando eles têm personalidades fortes, quando são geniosos, inteligentes, não exibidos e não convencidos. Pensando rápido acho que é isso.

7 - Inveja - Que livros você gostaria de receber de presente?
A lista é grande, mas vou me conter a dois títulos apenas. “Eleanor & Park”, da Rainbow Rowell e “Destrua este Diário”, da Keri Smith.



quinta-feira, 17 de abril de 2014

Raphael Montes, a sensação do momento



Dizem que é raro autor nacional fazer sucesso. Verdade. Mais raro ainda, ultimamente, é ver um autor nacional com sucesso merecido ser tão...eu diria humilde, embora ache que essa ainda não seja a palavra exata para definir essa entrevista que Raphael Montes deu ao Jô Soares. 

http://globotv.globo.com/rede-globo/programa-do-jo/v/jo-conversa-com-o-autor-raphael-montes/3269040/

Conhecemos um autor nacional que sabe brincar com si mesmo, fazer piada e não reclamar. "Claro, porque ele está por cima", diriam alguns. E eu te convido a pensar: será mesmo que ele não reclama porque está por cima ou será que está por cima por ser assim, como demonstra ser?

Além disso, todos fãs de romances policiais sabem o quanto é difícil encontrar autores nacionais e bons do gênero. 



Conferirei e, em breve, trarei aqui pro blog uma resenha de "Dias Perfeitos". Por enquanto, só tenho ouvido falar bem dos livros dele (que também é autor de "Suicidas"). 

Sinopse: Téo é um solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e examinar cadáveres nas aulas de anatomia. Durante uma festa, ele conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Ela está escrevendo um road movie sobre três amigas que viajam em busca de novas experiências. Obcecado por Clarice, Téo quer dissecar a rebeldia daquela menina. Começa, então, uma aproximação doentia que o leva a tomar uma atitude extrema. Passando por cenários oníricos, que incluem um chalé em Teresópolis e uma praia deserta em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita, repleta de tortura psicológica e sordidez. O efeito é perturbador. Téo fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas atitudes com uma lógica impecável. A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante – e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, repleto de surpresas, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos é uma história de amor, sequestro e obsessão. Capaz de manter os personagens em tensão permanente e pródigo em diálogos afiados, Raphael Montes reafirma sua vocação para o suspense e se consolida como um grande talento da nova literatura nacional.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

RESENHA: "Uma carta de amor" de Nicholas Sparks

Por Maju Raz

Título: Uma carta de Amor
Título Original: Message in a Bottle
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 277

Sinopse: Uma garrafa jogada no oceano pode passar centenas de anos viajando ao sabor das ondas sem nunca parar em terra firme. Porém, certa vez, o destino quis que uma em especial chegasse à costa algumas semanas depois de ter sido lançada ao mar. Theresa Osborne, uma colunista de um jornal de Boston divorciada e mãe de um menino de 12 anos, a encontra durante suas férias no litoral. Dentro do recipiente, há uma linda carta apaixonada. Para Garrett, o remetente, a mensagem é o único modo de expressar seu amor eterno pela mulher que perdeu. Para Theresa, descrente desse sentimento desde que o marido traiu sua confiança, o texto levanta questões que a intrigam. Movida pelo caráter misterioso da situação, ela empreende uma longa pesquisa e descobre não só a identidade completa de Garrett, mas também onde ele mora, e resolve ir atrás dele. Quando os dois se conhecem, imediatamente nascem um interesse e uma afinidade mútuos, que podem ser a chance de que ambos precisavam para se libertar do passado e reencontrar a felicidade. Uma carta de amor fala da dilacerante fragilidade das relações e, ao mesmo tempo, de seu imenso poder. É uma história sobre esperança, superação, desejo e as escolhas que mais importam na vida.


O amor verdadeiro é raro, e é a única coisa que dá sentido genuíno à vida.”

Para quem viu o filme, o final deste romance virá com nenhuma surpresa (mentira, você vai chorar mesmo assim). Mas quem não viu prepare os lenços...

Eu sabia no que ia mergulhar quando comecei a ler este livro. Eu tive que parar de lê-lo, vez em quando, enquanto aguardava pra ser atendida na psicóloga e no mecânico por vergonha de chorar em público.

"Seus sentimentos dizem muito sobre você... Não há do que se envergonhar."

A cada página ficava cada vez mais presa à história. Os trejeitos de cada personagem e as emoções são descritas minuciosamente - esse é o ponto forte do autor.  Já logo de cara nas primeiras folheadas eu fiquei extremamente emocionada e senti tudo o que a carta pretendia passar.


O trivial desta história fica no resumo: Há duas personagens neste romance. O primeiro é Theresa Osborne, que no início da história, vive com seu filho depois de separar do marido. Seu filho vai passar um tempo com o pai e Theresa encontra muito mais do que uma ruptura com a correria da cidade quando resolve passar um tempo na praia. Em uma manhã ela se depara com uma garrafa contendo uma mensagem enrolada dentro: "Minha Querida Catherine, Onde está você?...."


"Ela não sabia onde Garrett estava, mas ele existia de verdade. Se ela ignorar os próprios sentimentos, jamais descobrirá o que poderia acontecer, e por vários motivos isso é pior do que constatar que estava errada desde o início. Porque, ainda que esteja equivocada, ela será capaz de seguir sua vida sem olhar para trás e sem ficar imaginando o que poderia ter acontecido."

O segundo personagem é, naturalmente, Garrett Blake. Quando começamos a conhecê-lo na história, ele está sofrendo uma grande dor da perda de sua esposa e lutando para lidar com todo este desgosto. Eu amei as progressões de atitudes de Theresa e Garrett assim como gostei muito dos detalhes em doses certas e da escrita que flui e que prende. Eu gostei também muito da capa da Arqueiro, esse estilo novo de capa que adotaram ficou muito melhor que os outros títulos de Nicholas com as capas de fundo branco.


Theresa segue a trilha para a Carolina do Norte, onde ela descobre o passado de Garrett e que escrever mensagens transmitidas através de garrafas ao mar é o seu único consolo para lidar com a morte da ex-mulher. Ao encontrar com seu escritor misterioso, Theresa crê que foi tudo casual e os dois começam um romance. Mas os apaixonados passam dificuldades com a distância e as certezas. Eles também não querem largar tudo o que conquistaram de suas vidas concretizadas para se entregarem a um relacionamento que tem propensão ao fracasso. Entre as lembranças do passado com a ex mulher e os momentos do presente com Theresa, Garrett é um homem de coração estilhaçado, que não tem certeza se o amor morre junto de alguém e se esse amor pode voltar um dia...

"Um dia você vai encontrar alguém especial novamente. "

Com esta história, eu teria que dizer que eu gosto tanto do livro quanto do filme. Entre o papel e as telas, há diferenças sutis na história que, para mim, depois de “Um Porto seguro” é o que o torna diferente dos outros.

As pessoas dizem que o Nicholas tem uma fórmula pronta pra usar como base e escrever seus livros, mas tenho que dizer que neste romance me surpreendi e essas pessoas que falam dessa fórmula do Nick também deveriam ler para ver que não é bem assim, vão se maravilhar. 


"Num mundo que eu raramente compreendo, existem ventos do destino que sopram quando menos os esperamos. Às vezes sopram com a fúria de um tufão, às vezes mal tocam nossa face. Mas eles não podem ser negados, trazendo, como muitas vezes trazem, um futuro impossível de ignorar. Você, minha querida, é o vento que eu não previ, o vendaval que soprou com mais força do que jamais imaginei ser possível."






Conheçam mais títulos de Nicholas Sparks da Editora Arqueiro:


terça-feira, 15 de abril de 2014

Divulgado o trailer oficial de "Garota Exemplar"



Saiu ontem, o primeiro trailer oficial de "Gone Girl" ou "Garota Exemplar", em português. O lançamento do filme está previsto para 3 de Outubro, nos EUA. Dirigido por David Fincher, o filme é uma adaptação do livro homônimo da autora Gillian Flynn e tem no elenco Ben Affleck e Rosamund Pike.



Sinopse: Amy Dunne desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo, Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.

Confira a resenha do livro feita pela Sociedade do Livro clicando aqui

Estariam as bibliotecas chegando ao fim?



As bibliotecas brasileiras estão recebendo cada vez menos leitores. Segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Livro e da Leitura, a frequência média é de 420 pessoas por mês. O levantamento foi feito com 503 unidades no país. Um terço delas recebem menos de 100 pessoas por mês. Outro dado apontado pela pesquisa foi de que 52% delas não possui verba para a aquisição de novos livros.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Filme de "Convergente" será divido em duas partes


Nem bem terminaram as estreias de "Divergente", primeiro filme do primeiro livro da saga escrita por Veronica Roth, que chega aos cinemas brasileiros nesta semana, a Summit já anunciou que "Convergente", o último livro da série será divido em dois filmes.

Inicialmente a primeira parte do fim da história de Tris e Four está agendada para 18 de março de 2016. A segunda parte deve sair em 24 de março de 2017. 

Ok, ainda nem assistimos ao primeiro e já estão falando no terceiro. Mas, e "Insurgente"? A previsão é de que o segundo livro chegue às telonas em 20 de março de 2015. 

Embora ter dividido o último livro em dois filmes seja uma tendência recente com sagas adaptadas, confesso que não entendi a necessidade (além da financeira) de dividir "Convergente". O livro está longe de ser o melhor da trilogia e está longe também de ser o com mais conteúdo. Mas, fazer o quê?! Vamos esperar (com paciência, porque tem muito chão até 2016 e 2017!) e ver o que farão com a distopia no cinema.




sexta-feira, 11 de abril de 2014

TAG: Sua vida em livros

Vi essa TAG no Ninhada Literária e fiquei curiosa por responder algumas das questões.

Então, essa é a TAG da semana: sua vida em livros

1) Escolha um livro para cada uma de suas iniciais.

F – “Frio do Além”, Charlaine Harris
D – “Divergente”, Veronica Roth
E – “Esconda-se”, Lisa Gardner

2) Conte sua idade pelos livros de sua estante: qual é o livro?

(Pra ficar claro, você pega o número da sua idade e conta esse número nos livros da sua estante, o que cair é a resposta) – Tá, ninguém precisa saber minha idade, mas como na minha prateleira superior ficam meus livros favoritos, acabou caindo em “Nada”, da Janne Teller.

3) Encontre um livro ambientado em sua cidade/estado/país:

O primeiro que me veio a mente foi “A mangueira da nossa infância”, do Alexandre Nobre. Apesar de ser um livro de contos, ele traz histórias ambientadas em algumas cidades brasileiras e tem contos maravilhosos.

4) Escolha um livro que se passe em um lugar que gostaria de conhecer:

“Jesse hearts NYC”, Keris Stainton. Lendo esse livro, acrescentei 15 mil itens à minha lista de “lugares para conhecer em NY”. Precisa dizer mais alguma coisa?

5) Escolha a capa de um livro com sua cor favorita:

Amo azul, então fiquei na dúvida entre “O Presente”, da Cecelia Ahern e “A menina que semeava”, da Lou Aronica. Como sou apaixonada pela combinação de azul com rosa, fico com “O Presente”.

6) Que livro te traz boas lembranças?

Okay. A pergunta mais difícil ever! Passei muito tempo pensando na resposta, revirei minha prateleira, minha estante no Skoob e continuo não sabendo o que responder. Pra não deixar em branco, vou colocar aqui a série "O diário da Princesa", da Meg Cabot, por inúmeros motivos. Mas ainda assim, acho que vou continuar pensando até um dia achar um que esteja diretamente relacionado à boas lembranças.

7) Qual livro você teve mais dificuldade em terminar?

Demorei bastante para chegar ao fim de “Don Quijote”, porque estava lendo a versão completa e em espanhol (e lá na metade da história, resolvi recomeçar – isso mesmo, peguei de novo desde a 1ª páginas), mas fiquei com a sensação de dever cumprido quando cheguei ao fim!

8) Que livro ainda não lido lhe trará a maior sensação de "missão cumprida"?


Acho que quando finalmente tirar “As Esganadas”, do Jô Soares, da lista de ainda não lidos, sentirei um imenso alívio. Estava desesperada por esse livro, comprei na pré-venda, mas ainda não o li até hoje. Cada vez que penso “agora vai”, outro pula na frente por algum motivo e ele vai ficando pra depois.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ler dá sono?



Ler dá sono? Mentira! Quer dizer, pode até parecer verdade, considerando que muita gente começa a bocejar e a fechar os olhinhos quando começa a ler. Mas o problema, na verdade, não é a leitura e sim a hora que você lê.

Segundo Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre, em entrevista à revista Superinteressante, a adenosina é uma das substâncias químicas que se acumulam no organismo ao longo do dia e quanto mais adenosina, mais sono. Portanto, ler a noite não é uma boa escolha.

Outra substância que interfere é a melatonina, que é liberada quando o ambiente escurece. Mais um ponto negativo para a leitura noturna. A menos que você escolha ler em um tablet, por exemplo. Segundo Fábio Haggstram, a luz inibe a produção da melatonina e te deixa com menos sono lendo.

A matéria da Super traz ainda três dicas para mandar o sono embora e continuar lendo:

- dê alguns pulos
- leia em voz alta
- leia sentado

quarta-feira, 9 de abril de 2014

RESENHA: "O mundo de vidro", Mauricio Gomyde

Por Francine Estevão

Título: O mundo de vidro
Editora: Porto 71
Lançamento: 2011
Páginas: 236

Sinopse: Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.

“O Mundo de Vidro” faz uma crítica cômica àquelas paixões que acontecem de repente. Sabe quando você vê uma pessoa no metrô e passa a fazer de tudo para se aproximar dela? Pois então, é exatamente assim que começa a paixão “dele”, personagem principal da história, por “ela”, a moça por quem se apaixona perdidamente.

E é isso mesmo, não esqueci o nome dos personagens. Na verdade, os dois principais não têm nome. Acredito que essa tenha sido uma das sacadas mais interessantes do autor para mostrar o quão abrangente é a história que ele escreveu. Como se ele dissesse: pode acontecer com qualquer um. Os personagens podem ser você, seu amigo, seu vizinho...tanto faz. É impossível não se identificar com algumas das situações do livro. Algumas engraçadas, outras cheias de vergonha alheia, mas ainda assim você se pega pensando “poxa, eu já fiz isso, também já passei por uma situação assim”. E então você ri e fica com vergonha ao mesmo tempo.

O cara, um sujeito desses com tipo de nerd, infeliz, solitário...a mulher, linda, professora de economia, colunista em um jornal...Depois de não entrar no vagão de sempre no metrô, ele conhece ela num vagão que pegou mais tarde e se apaixona perdidamente. Ele sabe que já a viu em algum momento, só não se lembra quando, nem de onde, e então passa a pegar sempre o mesmo vagão na esperança de um dia criar coragem para se aproximar.  


Quando finalmente toma coragem, acaba derrubando as coisas dela no chão. Depois disso, da um jeito de descobrir novas formas de se aproximar, começa a fazer aula de economia, descobre o endereço dela e, depois de muito esforço, eles acabam virando amigos. Mas não é exatamente só isso que ele quer. Só que ela acaba de sair de um noivado e está em uma fase delicada da sua vida.

Ele, sem saber como extravasar seus sentimentos, acaba compondo uma música e um dia entrega para ela. Isso acaba afastando os dois e atrapalhando o pequeno avanço que já haviam feito. Mas então, ele resolve se afastar de vez e esquecê-la no mesmo momento em que ela começa a receber e-mails misteriosos, sem assinatura, com capítulos de um livro sobre um casal que vive uma das histórias de amor mais linda que ela jamais ouviu falar. Isso a deixa extremamente sensível e faz com que repense toda sua vida amorosa e sua relação com ele.

Embora a história construída por Mauricio Gomyde seja a mais próxima possível de cada leitor, que vai se identificar em muitos momentos, acho que ele perdeu um pouco a mão no humor. Na tentativa de ser engraçado, as “brincadeiras” acabam exageradas, forçadas e perdem a graça. Uma mesma ideia é repetida (propositalmente) muitas vezes com outras palavras, mas em vez de ficar legal, ficou irritante.  

Já li outros dois livros do Mauricio e amei incondicionalmente. Este, acho que por ter sido o primeiro que ele escreveu, deixou bastante a desejar muito embora as partes que são a história escrita pelo autor misterioso – as minhas favoritas em todo o livro – se aproximem bastante do melhor que já li do Mauricio. Fico feliz por conseguir reparar que a evolução do autor foi incrível. Por isso, sempre que penso em uma boa história de amor, continuarei procurando pelos futuros livros dele, que sempre envolvem uma paixão avassaladora e muita música.

E a boa notícia é que em julho, o autor publica seu novo romance, "A Máquina de Contar Histórias", pela Editora Novo Conceito, por meio do selo Novas Páginas! Confiram a sinopse:

"Na noite em que o escritor Best-Seller Vinícius Becker lançou “A Máquina de Contar Histórias” (o novo romance e livro mais aguardado do ano), sua esposa Viviana faleceu sozinha num quarto de hospital. Odiado em casa por tantas ausências para cuidar da carreira literária, ele vê o chão abrir sob os pés. Sem esposa, sem o amor das filhas, sem amigos... O lugar pelo qual ele tanto havia lutado revelava-se o lugar que nunca havia desejado estar. Vinícius teve o mundo nas mãos, e agora, sozinho, precisaria se reinventar para reconquistar o amor das filhas e seu lugar no coração da família V. Uma história emocionante, cheia de significados entrelaçados pela literatura, mostrando que o amor de um pai, por mais dura que seja a situação, nunca morre e nem se perde."