quarta-feira, 2 de abril de 2014

RESENHA: "As mentiras de Locke Lamora", Scott Lynch

Por Francine Estevão

Título: As mentiras de Locke Lamora (livro 01 da série Nobres Vigaristas)
Título Original: The Lies of Locke Lamora
Autor: Scott Lynch
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 464

Sinopse: O Espinho é uma figura lendária: um espadachim imbatível, um especialista em roubos vultosos, um fantasma que atravessa paredes. Metade da excêntrica cidade de Camorr acredita que ele seja um defensor dos pobres, enquanto o restante o considera apenas uma invencionice ridícula. Franzino, azarado no amor e sem nenhuma habilidade com a espada, Locke Lamora é o homem por trás do fabuloso Espinho, cujas façanhas alcançaram uma fama indesejada. Ele de fato rouba dos ricos (de quem mais valeria a pena roubar?), mas os pobres não veem nem a cor do dinheiro conquistado com os golpes, que vai todo para os bolsos de Locke e de seus comparsas: os Nobres Vigaristas. O único lar do astuto grupo é o submundo da antiquíssima Camorr, que começa a ser assolado por um misterioso assassino com poder de superar até mesmo o Espinho. Matando líderes de gangues, ele instaura uma guerra clandestina e ameaça mergulhar a cidade em um banho de sangue. Preso em uma armadilha sinistra, Locke e seus amigos terão sua lealdade e inteligência testadas ao máximo e precisarão lutar para sobreviver.

Quando li “mentiras” no título, logo me interessei pelo livro, mesmo sendo uma história um pouco diferente das que estou acostumada a ler. De início, fiquei um pouco perdida na leitura, mas quando fui me situando no cenário do enredo, acabei me envolvendo bastante com a história de Lamora, que intercala entre o presente e um pouco de seu passado para mostrar como ele chegou ali. Gosto desse artifício de contar sobre o passado do personagem porque nos dá mais embasamento para entender o que fez com que aquela pessoa se tornasse como ela é. 

O livro tem bastantes diálogos que pendem para o humor e muitas cenas de ação, que dão ritmo à leitura, apesar do excesso de descrição que o autor utiliza para ir nos situando ao longo de toda a narrativa. E, apesar de ser uma série (de 7 livros, se não me engano), esse primeiro pode ser lido sem que haja obrigatoriedade de continuar acompanhando a história. 

Lamora vive em Camorr com os Cavalheiros Bastardos, sua turma de ladrões. Órfão, ele foi criado e "educado" por um falso padre que o livrou da morte quando ainda era moleque e sempre se destacou pelas habilidade de conseguir fazer ótimos planos dos quais, mesmo quando terminam em problemas, ele consegue se livrar da culpa. Mas não para sempre. 

O leitor é apresentado às habilidades do personagem principal e seu grupo durante seus esquemas que envolvem jogos de mentiras, intrigas, brigas, disputas e muitas ações que dão ritmo à história e nos levam a acompanhar as aventuras e reviravoltas da vida desse grupo de ladrões especialistas na arte de enganar e se dar bem. 

Por vezes, me pegava pensando na história meio que como uma versão alternativa à "11 Homens e 1 Segredo" e suas sequências. Os Cavaleiros Bastardos são instigantes e despertam o interesse, principalmente, dos leitores que gostam desse jogo de mentiras e de avaliar como ele decorre com tamanha naturalidade para a turma de Lamora. 

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