quarta-feira, 30 de abril de 2014

RESENHA: "Os Solteiros", Meredith Goldstein

Por Francine Estevão

Título: Os Solteiros
Título Original: The singles
Autora: Meredith Goldstein
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 256

Sinopse: Hannah é diretora de elenco em Nova York e ainda chora pelo ex que a abandonou. Rob não é muito bom em assumir compromissos, mas nos tempos da faculdade quase namorou Hannah — e não se esquece disso... Vicki tem um trabalho lucrativo (embora tedioso) como designer de interiores de uma grande rede de supermercados, e é uma depressiva crônica. Nancy leva uma vida dupla e Joe é um quarentão que adora namorar mulheres mais jovens... Não há como negar: juntos, eles podem comprometer seriamente os planos de Bee de ter o casamento mais elegante da cidade. Da união desses personagens apaixonados resulta um romance divertido e doce sobre vidas entrelaçadas, relações de amizade e o incontestável amor. 


Se você pensa que um livro que se passa em um casamento vai falar sobre o amor eterno e coisas assim, você está enganado. "Os Solteiros" é quase o oposto ao romantismo que se espera de um romance. Apesar de apontar muita coisa ruim da vida de solteiros, o livro de Meredith Goldstein está mais para exaltar todo o charme da vida de pessoas que ainda não encontraram o amor de suas vidas. Afinal, como ela mesmo diz, "os solteiros muitas vezes são as pessoas mais extraordinárias de uma sala".

O livro conta a história de cinco solteiros enquanto Bee, o elo entre todos eles, se casa com Matt, o amor da sua vida (que no livro só tem nome e nada mais, nem uma descriçãozinha, nem uma fala, nada!). 

Cada capítulo leva o nome de um dos cinco solteiros e relata, aos poucos, as sensações que eles têm de estarem sozinhos em um casamento intercaladas com flashs do passado e do presentes deles fora da festa, que é a forma como conhecemos suas vidas amorosas cheias de desastres e sucessos.

A história tem alguns personagens interessantes e é divertido ver como Hannah, que profissionalmente escala elenco para comerciais e filmes independentes, escala atores para todas as pessoas reais ao redor dela. No entanto, tem também alguns dos "principais" que são completamente dispensáveis à trama. No geral, a palavra que eu usaria para descrever a história como um todo é "desnecessário". O livro não tem um propósito, um começo-meio-e-fim. Ele sai do nada e vai pra lugar nenhum, ou seja, parece que tem só o meio. 

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