segunda-feira, 26 de maio de 2014

Impressões - 14ª Feira do Livro de Ribeirão Preto



Nunca lamentei tanto uma edição da Feira do Livro de Ribeirão Preto quanto lamento a de 2014. Apenas dois eventos da programação me interessaram de fato e, ainda assim, eu não poderia participar porque eles aconteceram durante a semana, de dia.

Achei que fosse implicância minha, até ouvir um número muito grande de pessoas reclamando também do evento como um todo. Tem expositor que já começou a repensar a participação para as próximas edições. Tem “autoridade” que não se conforma com a falta de organização. E tem muito leitor que costumava frequentar o evento e que não faz ideia do motivo pelo qual a programação foi aquela.

Começando pelos expositores, o movimento caiu muito. Normalmente, mal se anda por entre os estandes numa manhã de sábado. Neste ano, tava sobrando espaço. Não que todos comprem, mas a curiosidade sempre atrai o público. É meio lugar comum reclamar que os preços não compensam. Na maioria dos casos, não mesmo. Mas uma novidade (positiva) que percebi este ano foram os estandes promocionais. Eles estão sempre por lá com suas faixas de “tudo por 10 reais”, mas nem sempre os títulos são recentes e atrativos. Neste ano, eram.

Sobre a programação, não tem jeito. Escolher assuntos segmentados foi um tiro pela culatra. Isso porque eles atraíram um público diferente daquele habitual, mas espantaram os “ratos de biblioteca”. Faltaram atrações que chamassem atenção do todo (ou pelo menos da maioria). Resultado: muitos dos eventos quase vazios (teve programação no palco principal do Pedro II com seis pessoas). Lamentável (para não dizer vergonhoso).

A falta de organização também abrange o item “programação”. Acho legal disseminar a ideia do livro e da leitura pela cidade toda, mas não adianta. Feira do Livro é = Centro de Ribeirão. Prova de que a tradição é mais forte que a informação, não adiantou de nada a revista com a programação informar que alguns dos eventos ocorreriam no Teatro Municipal, no Morro do São Bento. Teve gente que acabou perdendo o evento do qual esperava participar porque “passou batido” pela informação e acabou indo parar no entorno da Praça XV.


Que me perdoem os atuais responsáveis pela Fundação Feira do Livro, responsável pela organização do evento, que assumiram em 2013, mas eles podiam fazer uma consultoria com a antiga presidente da Fundação para pegar umas dicas. O evento declinou depois dessa mudança. Acho que a programação está cada vez mais voltada a interesses particulares e políticos e cada vez menos interessante do ponto de vista do público geral do evento. Aguardemos 2015, ou não.

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