quarta-feira, 16 de julho de 2014

RESENHA: “Reconstruindo Amelia”, Kimberly McCreight

Por Francine Estevão

Título: Reconstruindo Amelia
Título Original: Reconstructing Amelia
Autora: Kimberly McCreight
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 352

Sinopse: Kate Baron, uma bem-sucedida advogada, está no meio de uma das reuniões mais importantes de sua carreira quando recebe um telefonema. Sua filha, Amelia, foi suspensa por três dias do Grace Hall, o exclusivo colégio particular onde estuda. Como isso foi acontecer? O que sua sensata e inteligente filha de 15 anos poderia ter feito de errado para merecer a punição? Sua incredulidade, no entanto, vai aos poucos se transformando em pavor ao deparar, no caminho para o colégio, com um carro de bombeiros, uma dúzia de policiais e uma ambulância com as luzes desligadas e portas fechadas.
Amelia está morta.
Aparentemente incapaz de lidar com a suspensão, a garota subiu no telhado e se jogou. O atraso de Kate para chegar a Grace Hall foi tempo suficiente para o suicídio. Pelo menos essa é a versão do colégio e da polícia.
Em choque, Kate tenta compreender por que Amelia decidiu pôr fim à própria vida. Por tantos anos, as duas sempre estiveram unidas para enfrentar qualquer problema. Por que aquele ato impulsivo agora?
Suas convicções sobre a tragédia e a própria filha estão prestes a mudar quando, pouco tempo depois do funeral, ela recebe uma mensagem de texto no celular: Amelia não pulou.
Alternando a história de Kate com registros do blog, e-mails e posts no Facebook da filha, Reconstruindo Amelia é um thriller empolgante que vai surpreender o leitor até a última página.


“As perguntas sem resposta impedem o processo de cura.” (pág.260)

“Reconstruindo Amelia” foi uma leitura rápida e gostosa do início ao fim porque a todo momento o leitor se depara com uma revelação significativa para a história. E o final é bastante inesperado.

A história é contada através dos pontos de vista de Kate, a mãe, e Amelia, a garota que supostamente se suicidou após ter sido acusada de plágio em um trabalho escolar. Tem também muita informação que passamos a conhecer por meio de trechos de um blog com fofocas da escola escrito por um autor misterioso, por postagens no Facebook de Amelia e por mensagens de celular entre Amelia e vários outros personagens que têm papel fundamental na compreensão de todo o caso. Adorei a estrutura narrativa adotada porque, embora mescle diferentes pontos de vista ao longo de todo o livro, eles estão muito bem posicionados sendo essenciais para a compreensão dos fatos que se sucedem aos poucos.

Inicialmente não há dúvidas de que Amelia, uma aluna exemplar e extremamente dedicada aos estudos, se matou por ter sido acusada de plágio em um trabalho sobre sua autora preferida, Virginia Woolf. (O fato de a autora em questão ter se suicidado é apenas um detalhe que Kimberly McCreight acrescentou com muita sabedoria à sua própria história, deixando o leitor ainda mais intrigado com os acontecimentos que envolveram a morte de Amelia.) No entanto, Kate, uma advogada extremamente bem sucedida, que apesar de não ser uma mãe muito presente tinha uma excelente relação com a filha, não se conforma com a história contada pela escola e resolve investigar a morte, principalmente depois de receber uma mensagem de texto de um número bloqueado dizendo que Amelia não teria se suicidado.

As histórias pessoais de Kate e Amelia são bastante conturbadas e cheias de segredos e mistérios que vão sendo revelados aos poucos e que deixam o leitor cada vez mais intrigado e desconfiado de como realmente aconteceu a morte da garota. Acredito que, apesar dos muitos chutes e tentativas de descobrir o desfecho do livro, dificilmente alguém chegará tão próximo da realidade. 

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