quarta-feira, 9 de julho de 2014

RESENHA: “Se Eu Ficar”, Gayle Forman

Por Francine Estevão

Título: Se eu ficar
Título original: If I Stay
Autora: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 224

Sinopse: Aos 17 anos, a musicista Mia é uma adolescente como tantas outras. Tem pais amorosos, uma melhor amiga e um namorado apaixonado. Sua vida, no entanto, não é livre de escolhas dolorosas, como decidir se permanece fiel ao seu primeiro amor – a música –, mesmo que isto signifique perder seu namorado e deixar todos os que ama para trás. Em uma manhã de fevereiro, Mia sai para um passeio com a família e, em um instante, tudo muda. A última coisa que lembra é estar no carro com seus pais e seu irmão mais novo, Teddy, em uma estrada repleta de neve. De repente, está em pé fora do seu corpo, ao lado dos cadáveres de seu pai e sua mãe, observando ela e o irmão serem atendidos pelos paramédicos. Enquanto tenta entender se está morta ou não, Mia é levada para um hospital, onde, com seu corpo em estado de coma, reflete sobre seu passado e tenta decidir se vale a pena lutar pela vida. Por meio dos flashbacks e dos pensamentos de Mia, o texto explora a vida da adolescente, sua paixão pela música clássica e sua forte relação com a família, com o namorado, Adam, e com a melhor amiga, Kim.


“Eu não sei se depois que você morre você lembra das coisas que aconteceram quando você estava viva. Faz um sentido lógico que você não lembre. Que estar morto vai parecer como antes de você nascer, que é como dizer, um bando de nada.”

Há algum tempo eu não lia um livro que me demonstrava tanto as emoções a ponto de despertá-las em mim. Estava sentindo falta disso em minhas leituras, então ponto positivo para “Se eu ficar”.

Mia tem uma vida perfeita ao lado da sua família, do seu namorado, Adam, e de sua melhor amiga, Kim. Ela tem tudo que uma adolescente na sua idade pode desejar. Bons relacionamentos com todos ao seu redor e um futuro promissor como musicista. Até que um acidente a coloca numa situação em que terá que tomar a escolha mais difícil da sua "vida".


“Eu sei que isso faz de mim um pouco hipócrita. Se esse é o caso, eu não deveria ficar? Passar por isso? Talvez se eu tivesse prática, talvez se eu tivesse tido mais devastação na minha vida, eu estivesse mais preparada para continuar. Não é que a minha vida tenha sido perfeita. Eu tive desapontamentos e fiquei sozinha e frustrada e irritada e todas as coisas ruins. Mas em termos de coração partido, eu fui poupada. Eu nunca endureci o bastante para lidar com o que vou ter que lidar se eu ficar”.


Enquanto está em coma após o acidente que matou seu pai, sua mãe e seu irmão, Mia vaga pelo hospital, entre a vida e a morte, sem saber como sair daquele estado em que se encontra. Mas pior que isso, está em suas mãos decidir se deixar o coma significa viver ou morrer. Como o acidente acontece logo no começo do livro, conhecemos a história de Mia com as pessoas ao seu redor por mais de flashs sobre o seu passado. 

Gostei muito dessa forma de narrativa e me vi completamente envolvida pelo jeito da personagem contar os fatos da sua vida. As histórias são tão cheias de emoção, de alegria, de vida, que é impossível não se sentir próxima de Mia a ponto de sofrer com tudo o que está acontecendo a ela. É dessa forma que percebemos o motivo pelo qual é tão difícil para ela se decidir entre uma vida sem os pais, mas ainda assim ao lado de muitas pessoas que sempre estiveram presentes na sua vida e que sempre a amaram, ou o conforto de não precisar voltar para um mundo no qual sua vida estará de cabeça para baixo.


 “Está tudo bem”, ele me diz. “Se você quiser ir. Todo mundo quer que você fique. Eu quero que você fique mais do que jamais quis algo na minha vida.” A voz dele se quebra em emoção. Ele para, limpa sua garganta, respira fundo, e continua. “Mas isso é o que eu quero e eu posso entender o porque pode não ser o que você quer. Então eu só quero te dizer que eu entendo se você se for. Está tudo bem se você nos deixar. Está tudo bem se você quiser parar de lutar.” 




Fui ler “Se eu ficar” porque simplesmente me apaixonei pelo trailer da adaptação (e pela trilha sonora linda!), que estreia em Setembro, no Brasil. Mas eu não sabia que o livro era uma série. Primeiro achei que o fato de a história ter continuação seria meio que um spoiler, mas não é e só posso dizer que estou ansiosa pela continuação (e feliz porque a Novo Conceito decidiu já lançar o livro 2 em agosto, "Para onde ela foi", e porque estão lançando o 1 com a capa do filme \o/). 


Um comentário:

  1. Este livro parece ser muito legal, mais ainda não me convenceu o suficiente para eu compra-lo mas quem sabe um dia,né?
    Beijos.
    www.opsespalhei.com.br

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