terça-feira, 16 de setembro de 2014

RESENHA "O Sobrevivente" de Gregg Hurwitz


Título: O Sobrevivente
Título Original: The SurvivorAutor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Lançamento: 2014
Páginas: 368

Sinopse:  No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida: reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas. De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível: criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher – pela qual ainda é apaixonado – e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor. 

“Quando você pisa no pé de alguém acidentalmente, você oferece o próprio pé para que a outra pessoa pise nele também”.

E se esse ditado valesse para a vida real? E se você, pessoa de boa fé que é, visse uma pessoa sendo roubada, fosse lá tentar ajudar a pessoa e deixasse o ladrão fugir e antes dele sair correndo ele te dissesse “você vai pagar pelo que fez”.

Eu acredito no bem que ainda tem nas pessoas e sei que o exemplo acima pode muito bem acontecer. Essa é a história de O Sobrevivente de Gregg Hurwitz, autor de Você é o Próximo. Real assim, a história de Nate nos faz ficar vidrados nos acontecimentos que são narrados de forma ativa.

A pessoa que escreve essa resenha não é fã de carteirinha de suspenses policiais, thrillers ou afins. Sabe aquela receita de bolo de romance policial? Um agente aqui, dois assassinos ali, bate tudo com um toque de mistério e voi a la, você tem um livro! Para mim um livro do Harlan Coben ou do James Patterson por semestre é bom o suficiente. As histórias na minha cabeça acabam se tornando muito repetitivas (insira aqui sua receita de bolo) e acabo desistindo no segundo ou terceiro livro que leio dessa categoria de literatura.

Isso não acontece com O Sobrevivente. Hurwitz não segue a tal receita de bolo e a história não se torna envolvente por causa do mistério e sim por ser narrada de forma ativa para o leitor, transformando os medos e sustos do personagens em nossos medos e nossos sustos.

O diferencial já começa pela história do personagem principal, Nate é um ex-militar que voltou para casa depois de um acidente enquanto estava trabalhando para o exército, seu melhor amigo e toda sua trupe morreram e Nate foi o único sobrevivente. Ele acaba voltando para a família, sua mulher e sua filha, mas os dias turbulentos no exército não colaboram para que ele volte a ter uma vida normal e o estresse pós traumático faz com que a família perfeita se desintegre.

E se você acha que isso é o pior que pode acontecer, não! Nate descobre após cinco anos que tem uma doença terminal e acaba desistindo da vida e tenta o suicídio. É nesse estágio que encontramos pela primeira vez o personagem, no alto de um prédio a pouco de pular. Mas a atenção de Nate é desviada quando descobre que o banco perto dele está sendo assaltado. Nate então pisa no pé de alguém.

Ele dá uma de herói e usa seu treinamento militar mais um pouco de sorte e consegue matar cinco dos integrantes que estavam tentando roubar o banco, deixando escapar o sexto. O problema é que Nate pisa no pé de uma quadrilha Ucraniana barra pesada e apesar de não oferecer o seu pé, o próprio chefão vai atrás de Nate e puxa seu pé para ser esmagado. Preso dentro do quartel da quadrilha, o chefão lhe dá uma ordem: voltar no mesmo banco que Nate foi o herói e roubar aquilo que ele atrapalhou a quadrilha pegar se não os ucranianos irão atrás do pé da filha de Nate.

E é nesse ponto que a história começa. Um thriller instigante, que faz o leitor entrar na narração e assistir a história da poltrona de um cinema. Indicado até para aqueles que não curtem muito romance policial, essa história agradará a todos. E quando ler O Sobrevivente de Gregg Hurwitz não esqueça de pegar a pipoca!

"[...] refletiu por um instante sobre a vergonhosa ironia: fora preciso desejar a morte para que aprendesse a viver novamente."

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