quarta-feira, 5 de novembro de 2014

RESENHA: "Amy & Roger's Epic Detour", Morgan Matson

Por Francine Estevão

Título: Amy and Roger’s Epic Detour
Autora: Morgan Matson
Editora: Simon and Schuster
Lançamento: 2010
Páginas: 344


Sinopse: Amy Curry acha que sua vida é um saco. Sua mãe decide se mudar da Califórnia para Connecticut para começar de novo - apenas a tempo para o último ano de Amy na escola. Seu pai morreu recentemente em um acidente de carro. Então Amy embarca em uma viagem para escapar de tudo, dirigindo pelo país a partir de sua casa direto para sua nova vida. Quem se junta a Amy na viagem é Roger, o filho de uma velha amiga de sua mãe. Amy não o vê há anos, e ela está menos do que entusiasmada por estar dirigindo pelo país com um cara que ela mal conhece. Então ela é surpreendida ao descobrir que está desenvolvendo uma paixão por ele. Ao mesmo tempo, ela está descobrindo como lidar com a morte do pai e como colocar sua própria vida em ordem após o acidente. A história é contada entre narrativas tradicionais,  bem como em “restos” da estrada – como guardanapos de jantar, recibos de motel, cartões postais . Esta é a história da jornada de uma menina para se encontrar.


É impossível não se apaixonar por uma história de road-tour. Principalmente uma que traz tantos elementos reais como “Amy and Roge’s Epic Detour”. O livro traz inúmeros fragmentos de uma viagem que de fato aconteceu, como se estivéssemos acompanhando Amy e Roger na estrada, como se os personagens realmente tivessem passado por tudo aquilo. São playlists, descrições sobre as cidades, dos estados e de alguns estabelecimentos que visitaram, fotos, notas fiscais de compras feitas e de contas em restaurantes e em hotéis, e muitos outros detalhes que dão vida à história destes dois adolescentes. (A Rose, do blog TriBooks, que foi quem me emprestou o livro, disse que tudo isso são fragmentos da road-trip feita pela autora.)

Amy está prestes a deixar o lugar que sempre conheceu como sua casa, na Califórnia. A mudança tem a ver com a recente morte de seu pai, que ainda é um tema proibido perto de Amy e aos poucos vamos descobrir o motivo desse tabu. Sem conseguir dirigir por causa da morte do pai, em um acidente de carro, e sem estar muito preparada para a mudança, a mãe de Amy arruma um jeito de ela ir até Connecticut sem precisar pegar a direção.

Roger é filho de uma amiga da mãe de Amy e vai passar um tempo na casa do pai, fora da Califórnia. Ela não se lembra dele, mas quando crianças eles costumavam brincar todos juntos. Ainda assim, ela entra no carro com ele e aos poucos o silêncio constrangedor entre os dois, tomado apenas pelas playlists de Roger, vai dando espaço a algumas conversas truncadas até que ambos estejam à vontade um com o outro.

Mas isso não acontece de uma hora pra outra. A mãe de Amy tem tudo planejado para a viagem. Rotas e hotéis reservados. Mas nem Amy nem Roger estão prontos para chegarem aos seus destinos e é então que os dois decidem fazer um pequeno desvio dentro do planejamento. É assim que os dois vão se conhecendo e nós, leitores, vamos conhecendo as histórias de cada um deles enquanto eles mesmos vão se redescobrindo no caminho.


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