segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

RESENHA: "Belleville", Felipe Colbert




Por Carla Rojas Montero


Título: Belleville
Autora: Felipe Colbert
Editora: Novo Conceito
Lançamento: 2014
Páginas: 304


Sinopse: Se pudesse, Lucius aterrissaria em 1964 para ajudar Anabelle a realizar o grande sonho do seu falecido pai! De quebra, ajudaria a moça a enfrentar alguns problemas muito difíceis, entre eles resistir à violência do seu tio Lino. Claro que conhecer de perto os lindos olhos verdes que ele viu no retrato não seria nenhum sacrifício... Sem conseguir explicar o que está acontecendo, Lucius inicia uma intensa troca de correspondência com a antiga moradora da casa para onde se mudou. Uma relação que começa com desconfiança, passa pelo carinho e evolui para uma irresistível paixão – e para um pedido de socorro...

 A história de Belleville se inicia com uma carta bem peculiar de uma garota chamada Anabelle. Nela encontramos os primeiros chamarizes para a leitura, bem, se você ainda não percebeu pela capa, a trama gira em torno da construção de uma montanha-russa nos terrenos de uma casa, basicamente uma montanha-russa caseira.

  Só que Anabelle e seu pai, que foi quem iniciou o projeto, viveram na década de 60. E Belleville, que é o nome da montanha-russa, permaneceu inacabada e intocada até a chegada de um novo morador da casa, Lucius, um universitário novo na cidade, cinquenta anos depois.

  Apenas esse pequeno prospecto já serviu pra me cativar. Parece bem louco que tudo se desenrole por causa da montanha-russa, mas é algo original e encantador, afinal, quem nunca se sentiu cativado por um "brinquedo" desses na infância? Eu mesma, embora com medo de altura e tal, sempre gostei muito desse tipo de atração.

  Nós acompanhamos simultaneamente o desenrolar das histórias de Lucius e Anabelle. O primeiro tentando se adaptar à nova rotina e megacurioso para descobrir mais sobre o estranho projeto nos fundos da casa e sobre a antiga moradora da residencia, que lhe escrevera uma carta, e Anabelle, lidando com a perda de ambos os pais dentro de apenas um ano e que a deixara sozinha e sem recursos.

  E é aí que a magia acontece, literalmente. De alguma maneira, quando Lucius decide responder a carta, não para Anabelle, mas sim para quem quer que habitasse a casa depois dele, ela acaba chegando às mãos da garota. A caixa em que Anabelle enterrara a primeira carta se torna o meio de comunicação entre os dois, um portal entre os diferentes tempos. 

  Gostei particularmente de Anabelle, ela mostra uma força e determinação sem perder a doçura que torna difícil não gostar dela, especialmente porque ela passa por situações bem péssimas. Orfã, ela acaba entregue aos cuidados e tirania de um tio horrendo. Mas é a relação da garota com Lucius que é a melhor parte do livro. 

  Não há outra maneira de descrever esse relacionamento que não passe por apaixonante. É impossível não se cativar e torcer pelo casal (é bem ao estilo do filme A Casa do Lago na verdade, se você gostou do filme, vai gostar do livro). Lucius e Anabelle acabam apaixonando-se apesar de tudo que os impede de ficar juntos e deixam os leitores com o coração apertado torcendo por um final feliz. É isso, Felipe Colbert cria muito bem um livro encantador, belo e romântico, certamente uma boa pedida para os fãs desse tipo de leitura (eu, inclusive).

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