quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

RESENHA: "Invisível", David Levithan e Andrea Cremer

Por Francine Estevão

Título: Invisível
Título original: Invisibility
Autores: David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Lançamento: 2014

Sinopse: Stephen passou a vida do lado de fora, olhando para dentro. Amaldiçoado desde o nascimento, ele é invisível. Não apenas para si mesmo, mas para todos. Não sabe como é seu próprio rosto. Ele vaga por Nova York, em um esforço contínuo para não desaparecer completamente. Mas um milagre acontece, e ele se chama Elizabeth. Recém-chegada à cidade, a garota procura exatamente o que Stephen mais odeia. A possibilidade de passar despercebida, depois de sofrer com a rejeição dos amigos à opção sexual do irmão. Perdida em pensamentos, Elizabeth não entende por que seu vizinho de apartamento não mexe um dedo quando ela derruba uma sacola de compras no chão. E Stephen não acredita no que está acontecendo... Ela o vê! Stephen tem sido invisível por praticamente toda sua vida - por causa de uma maldição que seu avô, um poderoso conjurador de maldições, lançou sobre a mãe de Stephen antes de ele nascer. Então, quando Elizabeth se muda para o prédio de Stephen em Nova York vinda do Minnesota, ninguém está mais surpreso do que ele próprio com o fato de que ela pode vê-lo. Um amor começa a surgir e quando Stephen confia em Elizebth o seu segredo, os dois decidem mergulhar de cabeça do mundo secreto dos conjuradores de maldições e dos caçadores de feitiços para descobrir uma maneira de quebrar a maldição. Mas as coisas não saem como planejado, especialmente quando o avô de Stephen chega à cidade, descontando sua raiva em todo mundo que cruza seu caminho. No final, Elizabeth e Stephen devem decidir o quão grande é o sacríficio que estão dispostos a fazer para que Stephen se torne visível - porque a resposta pode significar a diferença entre a vida e a morte. Pelo menos para Elizabeth...


Stephen está acostumado a ser invisível desde que nasceu. Nem mesmo seus pais jamais o viram, apenas o ouviram. Seu pai foi embora, pois nunca conseguiu aceitar bem a invisibilidade do filho, mas sempre deu todo o suporte financeiro necessário para que ele continuasse tendo onde morar e como viver, mesmo depois da morte de sua mãe.

Conformado com a única forma de ser que conhece, Stephen é um observador da vida comum e já deixou de questionar o motivo pelo qual é assim. Até que um dia, ao chegar em casa, sua nova vizinha, Elizabeth, começa a falar com ele enquanto tem problemas com as comprar e com a porta de casa.

A princípio, Stephen não conta para ela sobre sua invisibilidade, mas ambos terão que enfrentar essa verdade e os motivos que o tornaram invisível ao acabarem se apaixonando e principalmente quando Elizabeth fizer questão de que seu irmão e melhor amigo, Laurie, conheça Stephen.

A partir disso, os três personagens acabarão descobrindo que nem tudo no mundo em que conhecem é como parece ser e que há um submundo de magia que os cerca e que ninguém parece notar, a não ser pessoas especiais como Elizabeth. A partir daí, eles embarcarão numa aventura repleta de magia pelas ruas de Nova York.  

Sou apaixonada por histórias com personagens invisíveis. Aparentemente, David Levithan também e tomando como exemplo “Todo Dia”, eu esperava que “Invisível” fosse algo mais próximo do primeiro livro do autor que li. Eu não contava com a parte “mágica” da história, que me pegou de surpresa, mas acabou sendo uma surpresa boa, mesmo eu não sendo uma das maiores fãs de literatura fantástica. Mas eu gostei porque, apesar de falar sobre magias, superpoderes, etc, o livro não descamba para um mundo alternativo, ele mantém tudo num plano mais próximo possível do real. Além disso, o cenário é todo ambientado em Nova York, o que mantém um pé na realidade. E os personagens que dividem a história com Stephen, Elizabeth e Laurie, também têm uma vida normal, como qualquer outro ser humano que enfrenta problemas e que tem que encarar uma rotina diária como qualquer outro ser humano visível.

Confesso que também achei que, bem no comecinho, a história tem uma certa lição de moral. Os autores mostram que às vezes, não é necessário ser de fato invisível para ser invisível, há diferentes formas de invisibilidade, principalmente nos dias de hoje em que passamos mais tempo olhando para telas do que para pessoas.


“Acho que ele invejaria minha invisibilidade se soubesse que era possível. Mas como não sabe, fica com outras opções, invisibilidades mais voluntárias. Ele se esconde nos livros. Nunca olha nos olhos, por isso o mundo se torna indireto. Resmunga enquanto passa pela vida.” (pág. 9)

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