terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Clássico da Literatura Brasileira, O Escaravelho do Diabo, ganha adaptação pro Cinema

Por Maju Raz

A coleção de livros infanto-juvenis criada pela editora Ática nos anos 70 , titulada Série Vaga-lume, é um tesouro nacional de livros que contam histórias infanto-juvenis de vários autores.
Quando moça eu fui feliz de poder conhecer algumas obras como "Enigma na Televisão" de Marcos Rey,  "Éramos Seis", "Terror na Festa" de Janaína Amado de Maria José Dupré e  "O Escaravelho do Diabo" de Lúcia Machado de Almeida.
Quarenta e três anos depois este último título ganha uma adaptação para os cinemas. As filmagens de "O Escaravelho do Diabo" começaram já dia 12 de Janeiro e terminam em fevereiro.
Bateu nostalgia, mas tô super contente com essa notícia!

Segundo O Globo para a adaptação, atores e equipe estão desde 12 de janeiro e ficarão até 26 de fevereiro entre os municípios de Amparo, Holambra, Campinas e Jaguariúna, tudo para recriar o clima de mistério da trama em que vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. A direção é de Carlo Milani, com produção da Dezenove Som e Imagens e coprodução da Globo Filmes.

O elenco é composto, ainda, por Jonas Bloch, Selma Egrei, Lourenço Mutarelli, Augusto Madeira e Thogum Teixeira, entre outros. O roteiro foi escrito por Melanie Dimantas e Ronaldo Santos, a fotografia é de Pedro Farkas e a direção de arte, de Valdy Lopes Jr..

Na última terça-feira, dentro de um casarão de época em Amparo, foi rodada a cena em que Pimentel aborda Alberto com a notícia trágica. “Infelizmente seu irmão não resistiu, eu sinto muito”, disse o delegado para depois se esquecer de que estava tratando com uma criança que acabara de perder um parente e começar a interrogá-lo como se ele fosse suspeito do crime.”



Vítimas ruivas recebem um escaravelho antes de serem assassinadas. Essa é a única pista de que Alberto dispõe para chegar àquele estranho criminoso. Qual a relação entre ruivos e escaravelhos? Quem será o próximo?



Vejam algumas novidades sobre a série vaga-lume  – retirada do blog Homo Literatus:

"1. A série Vaga-Lume foi lançada pela Editora Ática na virada de 1972 para 1973, e é composta de romances voltados ao público infantojuvenil.
"A Ilha Perdida", de Maria José Dupré
“A Ilha Perdida”, de Maria José Dupré
2. A editora não divulga números, mas estima-se que somente a obra A Ilha Perdida, de Maria José Dupré, já ultrapassou a marca de 2,2 milhões de exemplares vendidos.
3. A série ajudou, e muito, a fortalecer e consagrar a Editora Ática, que recentemente informou que pretende relançar a coleção em formato digital.
4. Um dos maiores sucessos da série, O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida (1910-2005), foi lançado primeiramente em 1956 como um folhetim da revista O Cruzeiro.
5. Inicialmente, a série se caracterizava pela presença de obras já consagradas, de autores idem. Já na segunda década após seu lançamento, tanto os textos quanto os autores passaram a ser inéditos.
6. Um destes autores inéditos era Marçal Aquino.
7. Quando foi convidado para escrever por Fernando Paixão, editor da série na época, Marçal era repórter do Jornal da Tarde e nunca havia escrito uma linha sequer para o público infantojuvenil.
"O escaravelho do diabo", de Lúcia Machado de Almeida
“O escaravelho do diabo”, de Lúcia Machado de Almeida
8. Em contrapartida, outro escritor da série, Marcelo Duarte, nunca publicou nenhum livro de ficção fora da coleção Vaga-Lume. O jornalista, escritor e dono da Editora Panda Books publicou seus cinco livros de ficção na série, e vendeu mais de 240 mil exemplares.
9. Em 1980, quando foi informado pelos editores responsáveis pela Coleção Vaga-Lume sobre a tiragem pretendida para seu livro, um atordoado escritor de pseudônimo Marcos Rey não acreditou. Os editores da Ática reiteraram: 120 mil exemplares.
10. Marcos Rey, pseudônimo de Edmundo Nonato, era nesta época um escritor já reconhecido de contos e romances adultos, porém estava acostumado com tiragens que não ultrapassavam três mil exemplares.
11. A aposta em Marcos Rey foi alta – e certeira. O Mistério do Cinco Estrelas, de 1981, vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares. O autor escreveu o livro em dois meses.
12. Atualmente, porém, os mais de 15 livros lançados por Marcos Rey estão fora da coleção Vaga-Lume.
13. Um dos criadores da série, Jiro Takahashi, hoje editor do selo Prumo, da Editora Rocco, afirma que o sucesso da coleção se deu por conta de uma série de fatores, sendo o principal deles o baixo preço dos livros. Altas tiragens permitiam preços muito baixos, que por sua vez facilitavam a adoção das obras por escolas.
14. Outro ponto importante para a aceitação em sala de aula eram os encartes chamadosSuplementos de Trabalho, que traziam atividades didáticas ligadas ao livro.
"O mistério do cinco estrelas", de Marcos Rey
“O mistério do cinco estrelas”, de Marcos Rey
15. Milton Rodrigues Alves, um dos ilustradores da série, conta que, para ilustrar O Caso da Borboleta Atíria, passou muitas e muitas horas em um Museu de Zoologia. “Não tínhamos internet, e a melhor maneira de saber a forma de um Dynastes Hercules era indo ao Museu”, conta Milton.
16. O Escaravelho do Diabo, de Lúcia Machado de Almeida, em breve sairá das estantes diretamente para as telas de cinema. A obra está em fase de pré-produção, e terá direção de Carlos Milani. O filme já tem até um site:www.oescaravelhododiabo.com.br
17. E O Escaravelho do Diabo não é o único. O Mistério do Cinco Estrelas (1981), O Rapto do Garoto de Ouro (1982) e Um Cadáver Ouve Rádio (1983), todos de Marcos Rey, tiveram seus direitos adquiridos pela produtora RT Features, e começam a ser filmados no final de 2013. A previsão de estreia é julho de 2014.

Um comentário:

  1. Olá. Cresci lendo os livros da Coleção VagaLume, e hoje sou professora de Língua Portuguesa. Em novembro realizarei com meus alunos uma feira literária, e gostaria de saber se vocês têm alguns livros da coleção que possam doar.
    Entrem em contato, por favor.
    email: lucianadidda@gmail.com
    Telefone: (61) 99924-3689

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