quinta-feira, 23 de abril de 2015

RESENHA Quase uma rockstar de Matthew Quick

Por Francine Estevão

Título: Quase uma rockstar
Título original: Sorta like a rock star
Autora: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Páginas: 256

Sinopse: Desde que o namorado da mãe as expulsou de casa, Amber Appleton, a mãe e o cachorro moram em um ônibus escolar. Aos dezessete anos e no segundo ano do ensino médio, Amber se autoproclama princesa da esperança e é dona de um otimismo incansável, mas quando uma tragédia faz seu mundo desabar por completo, ela não consegue mais enxergar a vida com os mesmos olhos. Será que no meio de tanta tristeza e sofrimento Amber vai recuperar a fé na vida? Com personagens cativantes e uma protagonista apaixonante, Matthew Quick constrói de forma encantadora um universo de risadas, lealdade e esperança conquistada a duras penas.

Gosto das histórias de Matthew Quick por inúmeros motivos, dentre eles, dois se sobressaem. O primeiro deles é que ele escreve sobre a diferença que as pessoas fazem na vida umas das outras. O segundo é a capacidade de sempre tirar algo de positivo de uma situação não tão boa. Claro que com isso, terminamos a leitura de seus livros sempre com aquela sensação de positividade, de que coisas boas acontecem sim, basta a gente acreditar.

Em “Quase uma rockstar” ele nos apresenta uma nova visão sobre o que é ser uma “rockstar”. Amber Appleton é uma jovem de 17 anos completamente diferente dos outros adolescentes da sua idade. Ela, que vive em um ônibus escolar e tem uma mãe alcoólatra que está sempre à procura de homens que possam tirar ela e a filha dessa situação, é uma jovem de fé inabalável e de uma esperança sem fim. Sempre acompanhada de seu cachorro Bobby Big Boy, Amber faz trabalhos voluntários, se dedica a ajudar todo mundo ao seu redor e reza por todos, enquanto esconde o segredo sobre onde mora e como vive, e sonha em estudar nas melhores escolas para se tornar uma grande advogada.

Amber é determinada, alegre e sempre positiva apesar das situações pelas quais já passou em seus poucos anos de vida. Ela sempre leva esperança e alegria àqueles de quem se aproxima e sempre recebe em troca um carinho fora do comum, principalmente das pessoas que fazem parte dos seus incomuns círculos de amizade, como velhinhos de um asilo, mulheres coreanas que vão à igreja aprender inglês, um padre coreano, um ex-soldado que participou da guerra no Vietnã e os jovens mais desajustados e excluídos da escola – coadjuvantes que fazem da história ainda mais especial.
Apesar de toda positividade, Amber é apenas uma jovem cheia de sonhos, mas também com medos, inseguranças e sensível a situações delicadas. E claro, sujeita a provações que poderão colocar em risco toda sua fé e esperança. E então é nessa hora que seus amigos mostrarão a ela como foi que ela tocou a vida de cada um deles.

“Não quero me virar e ficar decepcionada de novo, mas, ao mesmo tempo, ainda acredito na esperança e na possibilidade de coisas bonitas acontecerem no mundo. Ainda acredito que JC e Deus têm um plano incrível para cada um de nós.”

Amber é aquela personagem que muitas vezes nos faz querer entrar no livro e dar um abraço apertado nela. A escrita de Matthew Quick é incrivelmente leve e nos faz devorar o livro. A narrativa descontraída e bastante informal nos aproxima dos personagens, principalmente da narradora Amber, e torna a história mais real.

Além da sensação de bem-estar que fica em mim quando termino de ler os livros do Matthew Quick, também fico com aquela impressão de que a história que ele acabou de nos contar é real. Por mais que alguns aspectos sejam meio exagerados considerando o mundo fora da literatura, ainda assim ele é o tipo de autor que me faz acreditar que toda aquela positividade é possível e existe. Basta estarmos abertos para sermos positivos que encontraremos muitas coisas boas pela frente.  

“- A vida continua – diz ele. – Não importa se escolhemos aproveitá-la ou não. Então é melhor você achar um jeito de aproveitar as partes que pode. Não dá simplesmente para desistir de viver, Amber.”

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