segunda-feira, 22 de junho de 2015

RESENHA Outlander – O resgate no mar, Parte I de Diana Gabaldon

Por Mariana Lucera

Título: Outlander – O resgate no mar, Parte I
Título original: Voyager
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência      
Páginas: 591

Sinopse: Há vinte anos Claire Randall voltou no tempo e encontrou o amor de sua vida – Jamie Fraser, um escocês do século XVIII. Mas, desde que retornou à sua própria época, ela sempre pensou que ele tinha sido morto na Batalha de Culloden. Agora, em 1968, Claire descobre, com a ajuda de Roger Wakefield, evidências de que seu amado pode estar vivo. A lembrança do guerreiro escocês não a abandona… seu corpo e sua alma clamam por ele em seus sonhos. Claire terá que fazer uma escolha: voltar para Jamie ou ficar com Brianna, a filha dos dois. Jamie, por sua vez, está perdido. Os ingleses se recusaram a matá-lo depois de sufocarem a revolta de que ele fazia parte. Longe de sua amada e em meio a um país devastado pela guerra e pela fome, o rapaz precisa retomar sua vida. As intrigas ficam cada vez mais perigosas e, à medida que tempo e espaço se misturam, Claire e Jamie têm que encontrar a força e a coragem necessárias para enfrentar o desconhecido. Nesta viagem audaciosa, será que eles vão conseguir se reencontrar? 

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A primeira parte do terceiro livro de Diana Gabaldon me tirou o fôlego. Estamos de volta às paisagens da Escócia. Ficamos sabendo ao final da Líbelula no Ambar que Jaime Fraser não tinha morrido na batalha de Culloden. É nesse exato ponto em que o Resgate no mar começa.

Ao longo das primeiras 381 páginas, nós leitores ficamos aflitos e ansiosos pelo reencontro de Claire e Jaime. É claro que Claire vai voltar para o passado. Ela precisa, agora que sabe que Jaime está vivo.
Com a ajuda do historiador Roger, e da filha Brianna, eles localizam Jaime no passado. Onde ele poderia estar e o que estaria fazendo.

Em paralelo, também sabemos o inferno que Jaime Fraser passou ao longo de quase 20 anos, depois que perdeu Claire. Acompanhamos sua trajetória e toda essa dinâmica entre a narração do passado com Jaime, o futuro com Claire em sua busca e o que ocorreu com Claire quando voltou para Frank são mostrados de forma harmoniosa e instigante, de forma que avançamos as 381 páginas querendo mais e sem nos darmos conta de que nossos personagens preferidos estão há 200 anos de distância um do outro.

Quando eles se reencontram, porque né, convenhamos, isso nem é um spoiler, é mágico, emocionante. Eu dava pulinhos no sofá, precisava parar a leitura, respirar e voltar a encarar as páginas, porque foi muito lindo.

Depois, temos algumas páginas de emoção, sexo e diálogos longos e densos, tão bem escritos que dá até vontade de beijar o livro. Nesses 20 anos em que estiveram separados, Claire e Jaime mudaram. Não são mais as mesmas pessoas que se separaram. Eles precisarão se conhecer novamente, ao ponto que seus corpos se lembram perfeitamente um do outro.

Resta agora esperar que a Saída de Emergência não demore muito tempo para lançar a continuação, pois o livro termina em uma parte calma, sem um perigo eminente ou algo chocante como terminou a Libélula no Âmbar.

Algo que também deve ser levado em conta nessa edição é que a preparação do texto ficou impecável, não tem um erro sequer de português. Pelo menos eu não encontrei.

O texto dá gosto de ler, é um romance histórico clássico e o mais rico que li até hoje.

Status: Esperando o Jaime Fraser voltar na próxima edição.

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