quarta-feira, 9 de setembro de 2015

RESENHA O Despertar do Príncipe - Deuses do Egito de Colleen Houck

 Por Roh Dover

Título: O Despertar do Príncipe - Deuses do Egito
Título Original: Reawakened
Autora: Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Páginas: 384

Sinopse: Quando a jovem de dezessete anos, Lilliana Young, entra no Museu Metropolitano de Arte certa manhã, durante as férias de primavera, a última coisa que esperava encontrar é um príncipe egípcio ao vivo com poderes divinos, que teria despertado após mil anos de mumificação.
E ela realmente não poderia imaginar ser escolhida para ajudá-lo em uma jornada épica que irá levá-los por todo globo para encontrar seus irmãos e completar uma grande cerimônia que salvará a humanidade.
Mas o destino tem tomado conta de Lily, e ela, juntamente com seu príncipe sol, Amon, deverá viajar para o Vale dos Reis, despertar seus irmãos e impedir um mal em forma de um deus chamado Seth, de dominar o mundo.



Colleen Houck surgiu com uma criatividade brilhante em tempos que o inédito falta e muito nas estantes de livrarias.

Quando menciono escrita inédita estou descrevendo aquele tipo de história que não conseguimos encontrar em outros livros da mesma época, aquele tipo de autor que não se vende pelo modismo, foge à regra, explora um lado novo e fantástico que muitos autores escolhem por não optar. Essa é a Houck e todos que buscam uma aventura fantástica de tirar o fôlego provavelmente já ouviram falar de seus tigres na saga A Maldição do Tigre.

No lançamento do primeiro livro da saga Deuses do Egito, O Despertar do Príncipe, Colleen não foge da sua zona de conforto. Com uma estrutura bastante parecida com a saga que lhe fez famosa, Houck escreve uma nova peça de obra de arte.

Nessa história encontramos Liliana Young, uma jovem extremamente independente cujos pais são extremamente rigorosos, altamente ocupados e milionários. Para fugir do mundo que a cerca, Liliana corre para o único lugar que mais adora em toda Nova York, O MET – Metropolitan Museum of Art – e se esconde em uma ala em reforma, a do Egito, considerada o maior acervo do país fora do Cairo. É lá que, dada a estranheza da situação, encontra uma múmia em carne e osso – e músculos e pernas e braços e sorrisos – que se autonomeia Amon, príncipe egípcio com um objetivo muito peculiar a cumprir no mundo moderno.

Amon e seus dois irmãos precisam interromper a vinda do maligno deus Seth, só que como Liliana observa, ele está bem longe de seus entes, praticamente um oceano de distância. Com ajuda da jovem nova iorquina, Amon corre contra o tempo para viajar até as tumbas egípcias, se deparar com um Egito bem diferente da última vez que esteve por lá e salvar a humanidade do caos. E Liliana, toda certinha e moderna, irá encontrar seu verdadeiro eu no meio da sua primeira aventura entre tumbas e pirâmides.

A personagem de Liliana é uma Kelsey completamente melhorada. Talvez de tantas críticas que a autora recebeu por desenvolver uma personagem sem sal como Kelsey, Houck tenha dado o sangue para criar uma personalidade distinta para sua nova heroína. Liliana tem uma personalidade forte e convincente, ao lê-la você consegue distinguir a personagem, uma personagem que tem presença marcante na história.

Já Amon é a “reencarnação” de Ren (A Maldição do Tigre), o tigre mais querido e fofo de todos, o personagem se utiliza do mesmo estilo fofo, romântico e cavalheiro que seu “antepassado” felino.  Há também o personagem muleta, aquele que ajuda os principais nas horas que mais ninguém aparece, estilo que já vimos em A Maldição do Tigre com o querido Sr. Kadam. Em O Despertar do Príncipe encontramo-lo com uma personalidade diferente do calmo Sr. Kadam, no novo livro encontramos o excêntrico servo dos três irmãos, chefe de uma sociedade secreta que espera ansiosamente o retorno daqueles que combatem o Caos.

Se na saga do Tigre, Houck destrincha tão maravilhosamente bem os mitos e lendas das histórias indianas, não podemos esperar menos de uma escritora tão brilhante quando esta decide se aventuras pelas pirâmides do Egito.


Mesmo sem sair da zona de conforto, Colleen Houck ainda consegue nos maravilhar com uma história criativa e inédita com base nas histórias dos deuses egípcios. Talvez, por ter uma estrutura bem parecida com a saga dos Tigres, nós leitores fiquemos um pouco nostálgicos ao ler as páginas da nova obra de Houck, mas ao terminar continuaremos com a sensação de que o mundo literário precisa de mais escritores com a ânsia de fugir à moda, de buscar escrever novas e surpreendentes histórias, assim como Colleen Houck continua fazendo tão bem. 

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