sexta-feira, 4 de setembro de 2015

RESENHA: Outlander – O resgate no mar, Parte II de Diana Gabaldon

 Por Mariana Lucera

Título: Outlander – O resgate no mar, Parte II
Título original: Voyager
Autora: Diana Gabaldon
Editora: Saída de Emergência       
Páginas: 656

Sinopse: Claire Randall finalmente conseguiu voltar no tempo e reencontrar Jamie Fraser na Escócia do século XVIII, mas sua história está longe do final feliz. O casal terá que superar muitos obstáculos, de fantasmas a perseguições marítimas, mas o principal deles são os vinte anos que se passaram em suas respectivas épocas desde a última vez que se viram.
Se a intensa paixão e o desejo entre eles não parecem ter diminuído nem um pouco, o mesmo não se pode dizer sobre a confiança. Jamie agora é um homem endurecido pelo que aconteceu após a Batalha de Culloden. Claire, por sua vez, precisa lidar com o segundo casamento de seu amado e suportar a saudade de Brianna, que ficou sozinha no ano de 1968.
A união dos dois será posta à prova quando o sobrinho de Jamie for sequestrado. Juntos, eles precisarão singrar pelos mares e cruzar as Índias Ocidentais para resgatá-lo, provando mais uma vez que nada é capaz de deter uma história de amor que vence as fronteiras do tempo e do espaço.


Primeiro é preciso dizer que a editora Saída de Emergência está de parabéns. No início, quando soube que o livro três seria dividido em duas partes achei bem ruim, pois teria que esperar pela segunda metade. No entanto, entendi que um livro de mil páginas teria sido muito pesado, além de muito denso para ser assimilado pelos leitores.

Quando você lê a primeira metade do Resgate no Mar, você precisa de um tempo para absorver tudo e só assim continuar com a parte II.

Dito isso, a segunda metade dessa saga magistralmente escrita por Diana Gabaldon segue perfeita. Juro que achei que em algum momento as aventuras de Jaime e Claire perderiam o encanto, ou se tornariam repetitivas, mas nada disso ocorre.

Claire e Jaime voltaram para Lallybroch. Jane, a irmã de Jaime, não aceita muito bem o retorno dos mortos de Claire e, a partir daí, dois acontecimentos se desenrolam nas Terras Altas. Contar seria spoiler, mas digamos que Jaime mantém alguns segredos e ao descobri-los Claire fica furiosa.

Em seguida, somos arrebatados para alto mar. Jaime precisa resgatar o sobrinho Ian, que foi sequestrado enquanto tentava resgatar um tesouro escondido. Como não poderia deixar de ser, o casal mais perfeito desse mundo embarca em uma viagem longa de navio.

Durante esse tempo, somos brindados com cenas engraçadas da vida de ambos na embarcação. O relacionamento dos dois está se fortalecendo de novo e, em meio a tantas vezes em que ambos quase morrem nesse livro, percebemos como o amor deles é um laço forte e indestrutível.

Particularmente, eu adorei os pequenos detalhes, quando as coisas que Claire sabe do futuro se conectam com o passado, onde ela decidiu viver. Esses detalhes são esclarecedores. A história de Geillis Duncan, principalmente.
O ponto alto do livro não poderia deixar de ser o final. Já estava esperando um final surpreendente, mas não um tão aflitivo como este.

Magia, forças obscuras, uma perseguição em alto mar, um naufrágio, um quase afogamento, tiros, e finalmente Claire e Jaime chegam até a América, o Novo Mundo.

O mais curioso é que o leitor não fica satisfeito com final, depois de três bíblias dividas em quatro livros, ainda temos interesse o suficiente para querer saber sobre o que farão os dois agora em outro país.

Certamente eles serão quase mortos mais algumas porções de vezes e vão nos brindar com perigos e confusão de primeira linha.

Além disso, eles finalmente voltaram a confiar um no outro sem reservas. O amor deles é algo lindo de se ver e é real, o que é mais que perfeito.

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