segunda-feira, 19 de outubro de 2015

RESENHA Perdido em Marte de Andy Weir

Título: Perdido em Marte
Título Original: The Martian
Autor: Andy Weir
Editora: Arqueiro
Páginas: 336


Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.

Escolhi o livro pois adoro a temática e estava ansiosa para ler pois a história estaria nos cinemas estrelada por Matt Damon e dirigida por Ridley Scott. Sim, eu sou dessas que curte ler o livro e ver o filme no cinema. Posso dizer que ambos estão muito parecidos e que amei a atuação de Matt Damon nesse filme. Meu sonho é conhecer o espaço e achei o filme sensacional assim como o livro. 

Tudo que assisto ou leio que se passa fora da Terra me deixa cm uma sensação estranha de sufoco. Enquanto acompanho estas histórias, sinto que vai me faltando o ar. E embora eu adorasse ser uma astronauta, sinceramente acho que não daria conta de estar no lugar deles. Principalmente no lugar de Mark Watney, o protagonista de “Perdido em Marte”.

As missões Ares levam muito tempo para serem preparadas e são planejadas para que nada dê errado e para que seus tripulantes saiam de lá com vida e para contar a experiência a todos. No entanto, durante uma “tempestade”, Mark é atingido por uma antena e considerado morto pelos colegas que estavam com ele em Marte. Mas o imprevisto acontece e na verdade, apesar do incidente, Mark está vivo e sozinho em Marte. Não bastasse isso, ele tem bastante consciência da sua situação “lá em cima”. E então começa a planejar meios de sobreviver até que Ares 4 chegue no espaço e possa levá-lo de volta para a Terra.

Imagina a situação! Não bastava ficar sozinho no espaço você ainda sabe que vai morrer caso não consiga arrumar comida, água e oxigênio suficientes. E quais são as probabilidades de isso acontecer em Marte? Diz ai se não é sufocante só de imaginar?

Mas Mark não está só ciente da sua situação como também sabe algumas formas de tentar criar aquilo que precisará para sobreviver, como por exemplo, como plantar batatas no espaço a fim de ter alimento suficiente para não morrer de fome e desnutrido. E é essa sua saga pela sobrevivência que acompanhamos durante a história, que é contada como se estivéssemos lendo o diário que ele resolveu escrever com a esperança de que se o encontrassem morto, pelo menos encontrassem sua história. E quase sempre, ao final dos dias, para amenizar um pouco a sua luta pela sobrevivência, Mark se distraia com as músicas ou com os seriados deixados para trás pelos demais tripulantes da missão que voltaram para a Terra.

O livro também mostra um pouquinho da equipe de suporte das missões na Terra quando se dão conta de que Mark não está morto, mas de que poderá estar muito em breve caso ninguém faça nada para resgatá-lo. Sem nenhuma possibilidade de se comunicarem com ele, ninguém sabe o que ele tem feito para tentar sair dessa vivo.

A história é muito interessante, mas muito minuciosa, o que acredito ser essencial para tornar tudo aquilo um pouco mais “real” aos olhos do leitor. No entanto, para alguém não tão fissurado em detalhes de ficção científica, química, física, etc, (eu!) esses pormenores acabaram tornando a leitura um pouco maçante. Eu não conseguia ler muito por dia porque os detalhes pesavam na minha cabeça. Também senti falta de uma visão mais pessoal, psicológica. Imagina ficar incontáveis dias sozinho no espaço! como isso não mexe com a cabeça da pessoa.

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